A necessidade de
uma comunicação ágil e eficiente sempre esteve presente na natureza do homem, o
que justifica o desenvolvimento de diferentes tipos de signos e o avanço
tecnológico dos meios de comunicação. A grande facilidade em aderir ao uso da internet
se propagou rapidamente pela vantagem do software em reunir diferentes signos
num único espaço: o mundo virtual. O sociólogo Pierre Lévy explica: “A internet encarna a presença da humanidade
a ela própria, já que todas as culturas se entrelaçam, (...) ela manifesta a
conexão do homem com a sua própria essência, que é a aspiração à liberdade.”¹
As novas
tecnologias tornaram-se onipresentes em todas as esferas culturais, misturando
imaginário e sociabilidade, encarnando a transformação da sociedade de consumo
e apropriando-se pela manipulação digital e pela informação, com suas
implicações socioculturais e políticas correlatas. Essa cibercultura é fruto das novas formas de relações sociais. Na
adaptação de sua tese de doutorado em sociologia, André Lemos afirma que “a sociedade de consumo é problematizada
pela simulação”¹, e ousa ainda
dizer que “a tecnologia digital
retribaliza o mundo como queria McLuhan e como afirma Maffesoli”¹
Pode-se afirmar que
as redes sociais estão unindo o mundo. O conceito não é novo: parte de ideias
que vem evoluindo há cerca de quarenta anos. A era das redes sociais modernas
começou no início de 1997, cujo modelo não é diferente do que conhecemos
atualmente: o usuário cria um perfil com informações pessoais e principais
interesses e estabelece uma ligação eletrônica com possíveis amigos virtuais
com o qual possui alguma, qualquer afinidade. Hoje, o segundo site mais
visitado, depois do Google, é o Facebook, apontam as estatísticas. Especialista
no assunto, David Kirkpatrick escreveu um livro sobre a plataforma, onde conta como “um projeto de faculdade de um garoto de 19
anos de idade (Mark Zuckerberg) tornou-se
uma potência tecnológica com influência sem precedentes sobre toda a vida
moderna, tanto pública quanto privada.”² O
Facebook se baseia na radical premissa social de que uma transparência
inevitável e generalizada tomará conta da vida moderna.
¹ LEMOS, André. Cibercultura, tecnologia e vida social na cultura contemporânea.
Porto Alegre: Sulina, 2002.
² KIRKPATRICK, David. O efeito facebook. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2011.
OBS.
Este artigo integra o paper "Análise da Influência das Redes Sociais nos Relacionamentos Interpessoais" desenvolvido no curso de graduação em Jornalismo da Faculdade Campo Limpo Paulista. << Arquivo original >>


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