Hoje eu assisti As Vantagens de ser Invisível. De novo. Esse filme é tão fofo, e me faz chorar o tempo todo. Por identificação, talvez? Provavelmente. O livro também é ótimo, o autor tem toda uma leveza para tratar de temas tão delicados, e pesados. Só quem passou por algo similar compreende. O filme é bem fiel à literatura e os atores são ótimos.
No final das contas, a gente só quer se sentir menos só. Encontrar alguém para compartilhar angústias, ter um ombro amigo para chorar. A gente só quer se sentir parte de algo, encontrar a nossa tribo, mesmo que seja a turma dos deslocados. E queremos saber que está tudo bem ser diferente, que tudo passa.
Charlie, o protagonista, lida com muita pressão. Seu melhor amigo cometeu suicídio. Sua tia morreu num acidente de trânsito. E no primeiro ano de ensino médio ele assiste a luta dos demais jovens para entrar numa boa universidade. E vê seu amigo sofrer com o coração partido. Ele não concorda com o relacionamento da irmã. E sabe que a mãe já cortou os pulsos.
Ainda que escreva, faça amigos e tenta algumas fugas pelos tóxicos, uma hora todo o sentimento ressentido se acumula e a dor é tanta que a gente não sabe o que fazer para parar. Eu não consigo parar de pensar, ele diz.
Eu até tentei manter uma página atualizada do blog no Facebook, com postagens regulares sobre o que eu estava lendo, assistindo e tudo mais, mas me convenci de que não tenho a disciplina necessária para isso, apesar de atuar como social media há mais de 4 anos, eu definitivamente não sou uma 'digital influencer', hahaha. Se fosse assim, com quase 10 anos de blog, já era para eu ter uma receita disso, não? Enfim, gosto de ter um blog para dar vazão aos pensamentos e me organizar na vida pessoal, então tem uma finalidade e é isso que importa.
Com a aquisição da minha nova estante, finalmente estou comprando livros, adquirindo exemplares pelo Skoob Plus e nas feirinhas de troca que acontecem na biblioteca de Jundiaí, dentre outros eventos literários que participo. Também tenho contato com autores independentes, e espero ter energia o suficiente para me tornar uma em 2018. Estou com um projeto de livro-reportagem - sim, meu TCC - e venho cogitando voltar a trabalhar nos meus originais literários. Já consultei valores com editoras sob demanda e com gráficas digitais, o que pesa, como sempre, é o investimento financeiro. Mas... vamos por partes!
Livros favoritos de 2017 ❤ Top List
A Cama na Varanda - Regina Navarro Lins
A Descoberta do Mundo - Clarisse Lispector
As Vantagens de ser Invisível - Stephen Chbosky
Samantha Sweet, Executiva do Lar - Sophie Kinsella
Fiquei com seu número - Sophie Kinsella
Aposentada ficava a sua avó - Mara Luquet
Meninas normais vão ao shopping, meninas iradas vão à bolsa - Mara Luquet
Morando Sozinha - Fran Guarnieri
Respirando a Vida - Sylvie Lagache
Mulheres que Correm com os Lobos - Clarissa Pinkole Estés
Momento merchandising ~ Se quiser acompanhar minha estante em tempo real, me adiciona no Skoob. Também estou sempre atualizando meus livros disponíveis para troca! Além da plataforma ser um meio de adquirir um original do meu livro impresso - Momentos dos Delírios.
Para quem não conhece, Negócio de Mulher é um projeto fundado por Karine Drumond e Priscila Valentino em 2011. Juntas, elas oferecem atendimentos individualizados de coaching, mentorias, cursos, oficinais mais um monte de conteúdo sobre empreendedorismo feminino, presencial e online. Elas também produzem um kit de organização anual, que inclui uma agenda inspirada na tendência do bullet journal - também conhecida como planner.
Há tempos eu queria um planner - só quem é apaixonado por papelaria entende - e me identifiquei muito com o formato oferecido pela Negócio de Mulher por ser voltado para empreendedorismo. Planner nada mais é que uma fusão de agenda com diário. Eu escrevo diários desde que me entendo por gente, depois passei a comprar agendinhas, mas não era o suficiente para eu me organizar. Em 2017 tentei montar um bullet journal, sem sucesso também. Então acredito que o planner é a solução ideal para mim, pois reúne o conceito de ambos: agenda, diário e o bullet journal! ❤
Kit Organize
Com capa dura, encadernação espiral, marcador de página e fechamento em elástico, o planner Negócio de Mulher vem com organizadores internos do dia e da semana, um lugar para anotar ideias e dicas de produtividade, além do tradicional calendário e mapa de hábitos. O kit também vem com um workbook maravilhoso - um guia impresso de atividades para definir metas para o próximo ano. Adorei tudo!
Primeiras páginas do workbook, recheado de atividades e frases inspiradoras.
O agenda bullet começa com uma visão geral do ano, seguida de páginas extras para visões, ideias e desejos.
Também tem uma visão de projetos e da rotina do dia ideal.
Todos os meses incluem calendário, quadrinhos de anotação e mapa de hábitos. Ao final de cada mês tem uma atividade motivacional. E o mais interessante é que essas páginas funcionam como marcadores, pois são maiores que as demais.
A agenda também tem planejamento semanal e diário, com controle de atividades físicas e uma linha de gratidão. Muito prática e fofa!
Isso eu achei demais: a agenda tem um review do semestre com mais atividades para a gente fazer uma pausa e se reorganizar.
Por fim, tem uma análise do ano como um todo.
Pontos altos e baixos
Para quem é acostumado a comprar agendas de marcas famosinhas, como eu, pode estranhar um pouquinho aderir um material feito sob demanda. Temos que levar em consideração que se trata de um conteúdo personalizado, produzido em pequenas escalas e, portanto, não podemos esperar o mesmo padrão que recebemos de papelarias. O lado bom é que a gente tem contato direto com quem faz e pode sugerir mudanças para as próximas edições. Outra alternativa - que até cheguei a considerar, mas acabei preferindo comprar pronto - é comprar somente o miolo e encomendar a capa; ou comprar as folhas e divisórias digitais e você mesmo levar na gráfica para imprimir. Fica a dica!
Há dois anos atrás, uma amiga me convidou para fazer uma intervenção numa rave, a Nature Mystic. Apesar de estar um tanto receosa, fiquei muito animada com a ideia e topei. Foi então que comecei a pesquisas festivais de música alternativa e me deparei com um mundo novo e encantador. Cheguei a passar horas assistindo vídeos de eventos que duram até 7 dias, com várias atividades acontecendo simultaneamente, como o Ozora Festival. E mais surpresa ainda ao ver como era comum a participação de dançarinas de tribal, dentre tantos outros artistas, nesses festivais. A música, para além das eletrônicas mixadas, conta também com bandas étnicas alternativas. (Aqui neste post do Tribal Archive traduzo as ideias de uma dançarina que escreve sobre festivais alternativos).
Neste ano, enquanto me preparava para mais uma intervenção na Nature Mystic, frustrada com algumas limitações quanto à organização, uma colega de dança me falou sobre o Mundo de Oz, um festival de 4 dias que acontece em Aparecida/SP. Faltava dois meses para acontecer o evento, ainda assim, pensei que não me custaria nada entrar em contato com a produção e ver no que dava. Fiquei surpresa com o retorno e a atenção que recebi diretamente do organizador. Além de aprovar nossa participação, ele também nos daria ajuda de custo com o transporte e a alimentação. Tudo bem que não receberíamos cachê, mas diante de um festival com porte para receber cerca de 5 mil pessoas, confesso que não esperava essa atenção especial até mesmo para os artistas pequenos, considerando que N outros eventos não nos oferecem o mínimo de condições para trabalharmos.
Infelizmente, nem todos enxergaram a oportunidade da mesma forma que eu. Ainda fica aquela dificuldade em diferenciar um festival de uma rave, e ainda com a rica programação do evento, é um desafio passar 4 dias sem qualquer sinal de comunicação. Uma verdadeira experiência de imersão. No final das contas, fomos eu e a Kayra de dançarinas de SP para ministrar uma oficina, e a May de MG juntamente com seu grupo de música étnica, a Avall’om, para realizar um show; além dos nossos acompanhantes. Além de conseguirmos cumprir nossa proposta com o evento, aproveitamos demais a programação, foi maravilhoso.
Depois das experiências frustradas anteriores, meu namorido também estava bastante receoso com a experiência, mas o preconceito ficou para trás assim que entramos no espaço do Festival. Havia três áreas para camping, mas até o último dia tinha barraca montada nos lugares mais inimagináveis. A ducha era fria, contendo apenas uma quente preferencial para idosos e crianças (mas um banho de cachoeira também é válido, não?). Banheiro químico não tem como fugir, mesmo sendo higienizado três vezes ao dia, a gente sempre acaba se deparando com situações desagradáveis (me pergunto se o pessoal é relaxado assim em suas casas também, viu). A praça de alimentação continha muitas opções, e os valores não estavam assim tão altos quanto imaginamos – já pagamos mais caro por comidas piores em outras condições. Com a ajuda de custo, me cedi o privilégio de comer hambúrguer artesanal todos os dias.
Uma publicação compartilhada por Melissa Souza (@melissasouzaart) em
A pista principal, chamada de mainfloor, simplesmente não parou um minuto – exceto por uma pequena queda de energia que foi rapidamente recuperada. Foram 24 horas de batidas com uma lista surpreendente de DJs, já assinalei meus favoritos. No primeiro dia, principalmente na hora de dormir, a gente fica com o som na cabeça, mas ao longo do evento você vai se habituando e chega um momento que o som vira pano de fundo. Além do mainfloor, também havia o chillout, um espaço para eletrônicas mais suaves, um palco alternativo para bandas maiores e um menor para grupos menores – e aqui estamos falando dos nossos espaços favoritos. Dentre os shows, Pedra Branca, Shaman Tribal e Funk como Le Gusta. Ganhamos a viagem apenas por ter visto esses grupos!
Mas a música nem sempre é o foco no evento. Além da cachoeira e piscina, há também o espaço de cura, com uma boa programação ao longo do dia, marcamos presença nas oficinas artesanais, de tai chi chuan e yoga - no último dia, um domingo chuvoso, somente eu cheguei no horário disposta para a atividade, e fiquei desolada por não ver o mesmo entusiasmo nos demais presentes, rs. As crianças também contam com um espaço só para elas e uma programação especial de atividades monitoradas. Aliás, crianças e animais de estimação são bem-vindos no evento, sem pagar nada a mais por isso.
Metódica como eu, antes mesmo de ir já havia definindo uma programação de atividades para cada dia. Entre 6h30 e 7h30 já estávamos de pé, com os primeiros raios de luz enchendo a barraca. Na tardezinha, depois das 17h e de banho tomado, nos permitíamos uma soneca para aproveitar a noite. Não imaginei que fossemos nos adaptar com tanta facilidade, ficamos preocupados em levar livros e videogames para passar o tempo, mas não foi necessário. Nosso corpo e mente entra num ritmo natural do evento, nada de dores musculares, cansaço ou estresse, pelo menos para nós. E o melhor são os efeitos que isso surte no retorno para casa, é como se tivéssemos lavado a alma. Paciência, amor, respeito e solidariedade são frisados durante todo o festival, é impossível não retornar com um pouquinho dessa paz de espírito, dessa serenidade conosco. A Kayra categoria o festival como um retiro espiritual, e a May nos revelou que descobriu uma nova paixão. Acho que eu também!
MainFloor
Espaço Encantado
Chillout e cachoeira
Você podia encontrar diferentes manifestações artísticas com poesia, artes plásticas e esculturas sustentáveis ao longo de todo o espaço do festival <3
Espaço delicioso para fogueira em noites frias!
Área de cura e redução de danos
Delícia!
P.S. Não deu para fazer muitas fotos porque a bateria foi para o brejo. Mas você pode conferir as fotos oficiais na página oficial do festival! ;)
Sempre fui amante das mais variadas linguagens de artes. E com o avanço da tecnologia e acessibilidade, me descobri com um pé em design. O que me atraiu no curso de Comunicação Social foi a grade curricular, envolvendo estudos do homem, das mídias e das artes. Fiquei apaixonada!
Apesar de não ter o espírito de jornalista, dentre as opções de habilitações oferecidas, foi a que mais me agradou. E não me arrependo. As técnicas de jornalismo possibilitaram que eu criasse conteúdo de uma forma diferente de um designer ou publicitário, por exemplo.
Hoje eu atuo com comunicação, mas continuo experimentando outras linguagens, descobrindo novos prazeres. E por isso os documentários da Netflix que exploram a criatividade estão entre os meus favoritos, com episódios que narram trajetórias inspiradoras de empreendedorismo. Confira minha top list!
Abstract: The Art of Design
Claro que eu tinha que abrir com este. Com oito episódios, a série apresenta o processo criativo de diferentes artistas e designers e suas variadas linguagens: design de interiores, automotivo e de tênis, além de arquitetura, ilustração, tipografia, fotografia e cenografia. Impossível não se envolver com a história que protagoniza cada episódio. E o mais interessante é observar como a formação acadêmica e a experiência de vida influencia diretamente na ascensão profissional de cada um.
Tinker Hatfield, o arquiteto apaixonado por esportes que se tornou designer da Nike
Christoph Niemann é ilustrador da New Yoirk que busca meios alternativos de inspiração
Chef's Table
A série está em sua terceira temporada, com um episódio para cada chef das mais variadas regiões do mundo e seus estilos peculiares de criar com a culinária. Não, eu não cozinho, mas adoro apreciar a forma como o fazem. Até o momento, meus favoritos foram o chef brasileiro Alex Atala, do D.O.M., principalmente pela empatia, acredito eu; e o Grant Achatz, do Alinea (Chigaco), um chef híbrido que explora diferentes sensações, fazendo da refeição uma experiência.
Alex Atala, chef do D.O.M. (Brasil), cuja especialidade são pratos que envolvem especiarias do norte e nordeste.
Grant Achatz, do Alinea (Chigaco) traz uma emocionante história de superação, tendo sofrido com câncer de língua e ficado sem paladar.
Recentemente eu assisti a nova série da Netflix, 13 Reasons Why, e confesso que a série me deixou um tanto reflexiva. Assisti numa porradela só: foi numa dessas madrugadas em que troquei a noite pelo dia e depois fiquei sem sono. Além da série, assisti também um making of com atores, produtores, psicólogos e ativistas convidados (já falei que amo making of?). Resumidamente, a série tem como protagonista uma adolescente que grava 13 fitas contendo os 13 motivos pelo qual decide tirar a própria vida. Além do suicídio, temas como assédio moral e sexual, depressão e cyberbullyng são fortemente destacados nos episódios, além de todos os dramas adolescentes pelos quais todos nós passamos, e todos os clichés românticos - o primeiro beijo, o primeiro amor, a primeira vez - mas nem sempre é tudo bonito e romântico.
A princípio, fiquei muito incomodada com as questões abordadas e, de certa forma, feliz por alguém ter falado sobre isso - a intenção é essa mesma, incomodar. Se você assiste cenas de violência sexual e não se sente desconfortável com isso, você tem algum problema. Com o feminismo em alta, falar sobre sexo e assédio está deixando de ser um tabu, mas ainda leva a muitas interpretações diferentes, e muitas vezes errôneas. Ninguém fala sobre suicídio, mesmo sendo a 2ª maior causa de morte entre os adolescentes. O cyberbullyng acontece, é real, mas ninguém quer enxergar ou finge que não é contigo - sim, você alega ser contra, mas está lá nas redes sociais marginalizando o próximo e justifica que está apenas expressando seu direito de dizer o que pensa. E a depressão ainda é muito mal compreendida na sociedade moderna.
Eis que estou refletindo sobre tudo isso e chego a uma conclusão. Não precisamos de um motivo. Não se trata de um roteiro pronto. Não precisamos ficar tristes para entrar em depressão. Não precisamos criar a oportunidade para sermos assediadas. Não precisamos de uma desculpa para tirar a própria vida. Pelo contrário: um suicida não fica triste com a ideia de se matar. Ele enxerga a morte como uma solução. Para ele, não é algo ruim, de certa forma. É só uma maneira de silenciar a mente, ficar em paz, dizer adeus à toda sujeira do mundo.
Sou uma dessas pessoas que conheceram Desventuras em Série através do filme produzido em 2004 com Jim Carrey como protagonista e depois se apaixonou pela saga literária. Ainda não compreendo porque o longa não foi bem recebido pelo público, gosto muito do ator e adorei a forma como adaptaram os três primeiros livros da série - o elenco, os figurinos, a sonoplastia, os cenários, enfim - apesar de não seguirem a literatura à risca (mas qual adaptação o faz?). Fiquei realmente triste por não ter tido a merecida continuação.
Quando soube que a Netflix produziria a série, fiquei ao mesmo tempo emocionada e com um pé atrás. Cada mídia traz o seu encanto, todavia é inevitável não compararmos uma com a outra. Quem assistiu o filme tem uma visão diferente de quem leu os livros e certamente de quem preferiu esquivar-se de referências para assistir à série sem julgamentos. Como amante dos livros, posso afirmar que o teaser produzido por fãs em 2015 imprimiu com exatidão a nossa expectativa.
Assim que começaram a sair imagens das gravações, os burburinhos começaram entre os internautas, principalmente quanto à escolha dos figurinos, com cores vivas. Apesar dos trailers "alegres" e tudo mais, mantive minha esperança de que a série me surpreenderia com uma boa dose de humor negro, uma dramédia, uma áurea um pouco mais sombria. Diria que o roteiro foi bem dosado para criar uma série leve e cômica, num sentido irônico, "para toda a família", como aponta a crítica no site Jovem Nerd (aqui).
Todavia, concordo com a crítica da Veja (aqui) quando diz que os episódios se arrastam num "ritmo cansativo", impossibilitando a realização de uma maratona, como eu pretendia, e completa que "as diversas interrupções do narrador quebram o clima" tornando tudo mais didático que o necessário. Enquanto o filme produzido em 2004 foi criticado por condensar três volumes literários, a série dedicou dois episódios para cada obra, resultando em 8 episódios sobre as 4 primeiras obras de Daniel Handler, o que certamente foi uma boa escolha, mas mais uma vez concordo com a Veja ao dizer que "um formato mais livre" poderia tornar a trama mais fluída e ágil, sem perder a essência.
Sobre o elenco, minhas atuações favoritas foram a de Neil Patrick (Conde Olaf), da Joan Cusack (Juíza Strauss) e das senhoras gêmeas da companhia teatral. A família do K. Todd (sr. Poe) também foi bem representada. Ainda não sei o que pensar sobre o Patrick Warburton (Lemony Snicket), o personagem não se revela muito nos livros, mas acho que vou acabar me afeiçoando ao ator. (Não tenho o que declarar sobre os demais atores, hahaha). E, apesar de amar os atores que representaram as crianças no filme, a realidade é que as crianças da série, representadas por Louis Hynes, Malina Weissman (fofa!) e Presley Smith, foram literalmente extraídas do livro - a Sunny continua sendo minha bebê favorita de todos os tempos! Queria que ela tivesse mais falas! rs
Os pontos altos e baixos da série dividem opiniões, mas aqui está uma listinha de 5 coisas que eu particularmente não gostei:
5 coisas que não gostei na série:
A presença de musicais! Mas isto é de mim, não sou muito fã mesmo :P
A intromissão constante do narrador, explicando cenas sem necessidade;
Os efeitos especiais mal-feitos (propositalmente). Todavia, é compreensível que queiram acostumar nossos olhos para o que virá a seguir...
Senti falta de mais maquinários para dar vida à cultura Steampunk (humm, apesar de que, na verdade, esta é uma forte característica do filme e não propriamente dos livros...);
A inclusão de personagens que não existem nos livros (ok, aqui estou sendo a nerd chata).
Agora, uma coisa que realmente amei foi terem incluído as dedicatórias à Beatrice! E finalizo dizendo que estou ansiosa para a próxima temporada *-*
Criei meu blog em 2009 (este mesmo), aos 14 anos, cerca de dois anos depois de eu aprender a usar um computador e descobrir o universo das redes sociais. Comecei com um perfil no Orkut, MSN e um blog no Tumblr. Apesar dos escândalos por trás dos nicknames fakes, acredito que o cyberbullyng não era tão enraizado como é hoje. Hoje as pessoas dizem o que pensam e mostram a cara, sem temer as consequências.
A palestra que assisti sobre cyberpsicologia tratou muito disto (veja aqui). E nós que estudamos jornalismo estamos sempre debatendo sobre a questão de produzir conteúdo humanizado, pensando em como isto vai afetar o público. Mas o que mais tem na internet são conteudistas sem este senso crítico, formadores de opinião causando tumultos nas redes sociais apenas para gerar engajamento. Enquanto atuava cuidando das contas de terceiros, a regra era: falem bem ou falem mal, o importante é ver as estatísticas crescerem.
Tem uma frase no filme "No Filter" que resume tudo: tudo o que os clientes querem são likes, é com isso que eles se importam, em como a empresa transparece nas mídias sociais, independente do que realmente acontece no dia a dia. No filme, que eu já comentei aqui, a protagonista atua como supervisora de marketing digital numa agência de publicidade e está à beira de um colapso nervoso.
Também assisti uma série nesta semana, "Haters Back Off", que apesar de ser de humor, traz um fundinho de realidade que nos toca (pelo menos eu). A protagonista, Miranda Sings, é uma personagem criada pela youtuber Colleen Ballinger, que, a meu ver, consiste numa crítica social sobre até onde os criators são capazes de ir para ganharem visibilidade.
E, por fim, 2 episódios da terceira temporada da antologia Black Mirror sintetiza o que está acontecendo em nosso mundo moderno. Sim, já está acontecendo, e não é de agora: adolescentes cometendo suicídio devido ao bullyng nas redes sociais, sociedades se movimentando para afetar aqueles que supostamente estão no poder, vítimas serem perseguidas devido a um mal-entendido.
Sinto que presenciei isso através de um concurso de fotos com mães neuróticas que, sinceramente, não tem mais o que fazer da vida para levar um simples concurso a um nível tão pessoal, a ponto de tentar prejudicar a agência e a loja organizadora. Foi uma loucura e nunca tinha acontecido nada igual em mais de 10 anos de campanha.
Nosedive
Em um mundo dominado por avaliações on-line sobre cada pessoa, uma mulher desesperada para ser notada nas mídias sociais acha que tirou a sorte grande ao ser convidada para um casamento luxuoso com pessoas do mais alto escalão, mas nem tudo sai como planejado.
A princípio, achei a ambientação tão fofinha, um mundo futurista, mas envolto de cores candy, onde todas as pessoas são educadas umas com as outras. Mas depois você percebe que isso é uma paranoia total. As pessoas são avaliadas o tempo todo, por tudo o que fazem, de 1 a 5, e o seu status social interfere diretamente na sua qualidade de vida. Pessoas com média acima de 3 são consideradas normais e pessoas com médias acima de 4,5 são consideradas influenciadoras e obtém êxito em tudo o que fazem: desde conseguir um emprego até fazer uma compra. Os "psicanalistas" atuam justamente para te orientar a subir de status, analisando as estatísticas o tempo todo.
Hated in the Nation
Após uma tragédia nas mídias sociais, uma detetive e sua assistente especializada em tecnologia fazem uma descoberta assustadora.
Este vai um pouco mais a fundo no que chamamos de "haters". Enquanto o episódio citado anteriormente trata da ética mascarada nas redes sociais, neste episódio vemos exatamente o contrário: em como a sociedade atua no cyberbullyng. Pois "hater" são se refere somente a um caso pessoal, a partir do momento que você difama uma pessoa, ataca uma pessoa, seja ela uma pessoa pública ou não, você é um hater. [SPOILER]No episódio, um hacker cria um game nas redes sociais lançando a hashtag #MorteA. A ideia é que as pessoas postem a hashtag com a foto da pessoa que odeiam naquele momento, e a pessoa mais citada é eliminada. Todavia, o principal alvo do hacker não são as pessoas públicas, mas sim os haters.
P.S. Curiosamente, a primeira vítima dos haters é uma jornalista.
Hashtags, haters, status social, avaliações: tudo isso já faz parte do nosso universo. Não que seja uma coisa ruim, mas quando priorizamos essas métricas nos esquecemos de viver, nos sentimentos oprimidos e passamos a ter receio de nos expressarmos - independente de qual lado você esteja: seja criando conteúdo - como um influenciador, compartilhando conteúdo (que também faz de você um agente influenciador) ou absorvendo conteúdo.
Estrelado por Paz Bascuñán, "Sem Filtro" é uma dramédia que trata da importância de buscarmos um equilíbrio emocional para termos mais qualidade de vida. O filme pode ser dividido em duas partes: na primeira, a protagonista Pía está à beira de um colapso nervoso - seu chefe a humilha, seu marido a ignora, seu enteado não a respeita e sua melhor amiga não lhe ouve, entre outros conflitos que tantos de nós enfrentam no dia a dia, como o mal humor do trânsito, vizinhos sem-noção e a burocracia para resolver problemas técnicos simples com operadores, por exemplo. Na segunda parte, depois de mais uma consulta em vão com o psicanalista e enfim submetendo-se a um tratamento de acupuntura, Pía descobre que sua ansiedade era fruto dos seus sentimentos reprimidos, então ela escancara suas emoções, dizendo tudo o que pensa a todos.
O filme termina um pouco clichê, acredito que faltou uma última parte: onde ela deveria encontrar o equilíbrio emocional. De resto, adorei a produção e me identifiquei muito com a trama. Pía trabalha com marketing digital em uma agência de publicidade, então o filme trata o tempo todo das redes sociais e do mercado de trabalho na área de comunicação e, sinceramente, só vi verdades. Tem um momento em que ela sofre uma crise de ansiedade, se prende em sua sala e, mesmo tomando seus calmantes, sente dificuldade para respirar. Isso me lembrou uma colega de trabalho que tomava calmantes, outra que confessou se trancar no banheiro para chorar e o que me levou a pedir demissão em meu último dia de trabalho no meu último estágio.
Supervisora de marketing digital numa agência de publicidade, Pía está à beira de um colapso nervoso.
Eu estava sob um nível de tensão e me esforçando tanto para parecer bem que o corpo não aguentou. Senti que minha pressão estava caindo, pois as mãos ficaram trêmulas, começou a me dar tontura e calafrios. Levantei para beber água, coloquei sal embaixo da língua, mas a sensação era de que o ar estava faltando. Tentei inspirar profundamente para controlar os batimentos cardíacos, aí não aguentei e comecei a chorar, pois senti um temor horrível de que iria desmaiar há qualquer momento.
Não foi a primeira vez que me senti assim, mas acredito que desta vez foi muito mais intenso. Não temos a liberdade de falar tudo o que nos vem a mente, pois isso nos prejudicaria muito, mas temos a opção de não aturar o que está nos fazendo mal, de nos afastar das pessoas que transmitem energia ruim, de não voltar a um lugar carregado de remorsos. A pior coisa que tem é sentir o desprezo de pessoas das quais você gosta - ou gostou um dia. Dói demais!
Assim se resume a minha primeira semana de "folga" (entre aspas sim, porque trabalho é o que não me falta). Fiquei esperando a depressão vir, juro, estava pronta para recebê-la, mas, estranhamente, eu estava bem. Ok, sofri um pouquinho com ansiedade, mas nada que um chocotone trufado com sorvete de creme não resolvesse. Além das séries que estão em alta e dos lançamentos da Netflix, tem três filmes em especial que adorei assistir, por se enquadrarem naquele estilo de romance com o qual me identifico (podem me chamar de brega, não ligo :P). São eles:
Requisitos Para Ser uma Pessoa Normal (2015)
Maria tem 30 anos, é uma pessoa peculiar e tem um objetivo: se tornar uma pessoa normal. Mas antes de tudo ela deve descobrir o que é exatamente isso. Que tipo de pessoa que ela é? Ela é uma pessoa normal? O que exatamente isso significa? Essa questão é mais profunda em sua mente. Depois que ela lista todos os requisitos, ela se propõe alcançá-los.
Ah, esse filme é tão fofinho, e apesar de toda a estética vintage, bate de frente com o que falei no post anterior: o que você precisar ser/ter/fazer para se encaixar na sociedade de acordo com o pensamento popular. Eis a listinha da Maria:
Ao final, ela chega à conclusão de que não precisamos nos encaixar na sociedade para ser felizes, pois o caminho para a auto-realização tem a ver com as suas próprias metas e desejos. Então, ela cria uma nova listinha.
Curiosidade: o filme foi escrito, dirigido e protagonizado por Leticia Dolera.
D.U.F.F.: Você Conhece, Tem ou É (2015)
Bianca é uma garota feliz do colégio, que só tira boas notas e pode contar sempre com suas duas melhores amigas, Casey e Jessica. Até descobrir que na escola ela é considerada a D.U.F.F. das suas amigas, o mundo colorido de Bianca vira de cabeça para baixo.
Sabe aqueles filmes teen de sessão da tarde baseado no estilo de vida americano com uma fórmula pronta? Eu diria que este filme se enquadra nesta categoria. Todavia, gostei bastante da caracterização dos personagens. A protagonista, Bianca, não é muito ligada em moda, é baixinha e um pouco acima do peso, tem uma mãe moderninha e é apaixonada por um músico babaca. Seu amigo de infância é um bolsista inseguro, lidando com a separação dos pais, tentando ir para a faculdade, que namora uma garota pouco madura e egocêntrica. As melhores amigas da Bianca são um amores: as duas são lindas de acordo com o padrão de beleza predominante, mas uma delas é ligada em moda e vida sustentável enquanto a outra gosta de tecnologia e entende bastante de informática - ou seja, elas não simplesmente bonitas e fúteis. Os professores também são muito caricatos. Resumidamente, o filme me lembrou um livro que eu li em 2014, Adorkable. Acho que a Bianca atende os requisitos para ser uma dork!
Questão de Tempo (2013)
Ao completar 21 anos, Tim (Domhnall Gleeson) é surpreendido com a notícia dada por seu pai (Bill Nighy) de que pertence a uma linhagem de viajantes no tempo. Ou seja, todos os homens da família conseguem viajar para o passado, bastando apenas ir para um local escuro e pensar na época e no local para onde deseja ir. Cético a princípio, Tim logo se empolga com o dom ao ver que seu pai não está mentindo. Sua primeira decisão é usar esta capacidade para conseguir uma namorada, mas logo ele percebe que viajar no tempo e alterar o que já aconteceu pode provocar consequências inesperadas.
No começo achei que este filme seria mais um daqueles clichês sobre viagens no tempo, mas apesar da trama descomplicada, fiquei apaixonada pelo contexto. Um pouco por causa da atriz, Rachel McAdams, adoro filmes com ela. Também adorei a personagem interpretada por Clemmie, irmã do protagonista. E o melhor, sem dúvida, são as referências, como o pôster da Amelie Poulain que aparece logo no começo do filme, ou a trilha sonora, incluindo Amy Winehouse. Para quem gosta de um bom romance, recomendo. <3
Agora com Netflix em casa dá para colocar em dia os filmes e séries que sempre quis assistir. Todavia, isso pode levar um tempo, considerando que trabalho e estudo o tempo todo. De qualquer forma, na última semana assisti 3 documentários muito bons!
Walt Before Mickey (2015)
Ainda criança, Walt Disney tinha por hábito desenhar os animais da fazenda onde morava. Ao crescer, ele decidiu tentar a sorte como animador na cidade grande. Decidido a ter uma empresa própria, que lhe permitisse trabalhar no que gostasse, ele enfrenta diversos obstáculos até ter a grande ideia de sua vida: um pequeno rato chamado Mickey Mouse.
Este drama biográfico de Walt Disney nos mostra todos os empecilhos e apuros que o empreendedor passou até a criação de Mickey Mouse, personagem que acarretou seu sucesso no ramo de animação. Incrível como ele não desistiu!
Katy Perry: Part of Me (2012)
O filme 3D "Katy Perry: Part of Me" é um passaporte para os bastidores, um lugar na primeira fila, um olhar íntimo do diário honesto, louco, divertido, glamouroso, inspirador, mágico e apaixonado de Katy Perry. Em um documentário voltado aos fãs, a cantora vem para mostrar sua paixão pela música como uma parte dela.
Ouvi muito Kary Perry durante a minha adolescência, entre outros astros pops, e conhecer um pouco da sua história fez muita diferença na visão que eu tinha da cantora. Apesar dos contratempos familiares e a desilusão amorosa que sofreu, a Katy tem uma fé muito grande e tenho certeza que isso a fortaleceu. Todo o sucesso é merecido!
Amy (2015)
Quatro anos após uma morte prematura, a cantora britânica Amy Winehouse ganha um documentário completo revisitando os momentos mais marcantes de sua carreira. O filme foi produzido por James Gay-Rees com direção assinada por Asif Kapadia, ambos responsáveis pelo lançamento de Senna.
Depois de assistir a história feliz de Katy Perry, cuja jornada continua, foi muito deprimente ver a da Amy, uma garota tão talentosa, destinada ao sucesso, que desmoronou. Não culpo as drogas, a família, a imprensa ou os relacionamentos amorosos; a Amy já era uma garota problemática desde antes, um tanto carente de amor e atenção. Não existe exatamente uma causa para a depressão, ela vem como um combo que, quando não tratada, leva a problemas maiores, como a bulimia, o alcoolismo e a dependência química, que foi o que houve com a Amy.
Quando terminei de assistir o documentário, voltei para o início e assisti os primeiros quarenta minutos, pois prefiro me lembrar dela assim: na primeira fase da sua carreira, tocando seu violão, se divertindo com os amigos, comprando o primeiro apartamento, enfim! Uma garota normal, sem exageros.
"Momentos dos Delírios" aborda com bastante frieza os problemas que afligem os nossos jovens, tais como gravidez na adolescência, drogas, AIDS, os rachas de automóvel, a bebida, a indolência quanto aos estudos e, ao mesmo tempo, enaltece aqueles que buscam exatamente o contrário, ou seja, a seriedade na escola, o trabalho, a vida em família. saiba mais →