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segunda-feira, dezembro 03, 2018

BuzzFeed News e Netflix em “Seguindo os Fatos” e O Futuro dos Conteúdos Falsos

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Mais conhecido pelos conteúdos fúteis, como quizzes e testes, muitos desconhecem a seção de reportagens do site BuzzFeed, uma empresa de notícias norte-americana fundada em 2006 com o intuito de criar conteúdo viral para a internet, hoje reconhecida como a rede global líder de mídia independente digital. Os bastidores dessas produções são o tema da série documental “Seguindo os Fatos” (“Follow This” no original, em inglês), lançada em 23 de agosto no catálogo do popular serviço de streaming Netflix, com 20 episódios de 15 minutos de duração cada, trazendo em foco diferentes jornalistas durante a apuração das reportagens, bem como verificação de dados, alternando entre pautas relevantes de política, cultura, tecnologia e comportamento, em meio a temas polêmicos e contraditórios.

Um episódio em especial, “O Futuro dos Conteúdos Falsos”, aborda como a equipe editorial do BuzzFeed News lida com as “fake news” - notícias falsas que se espalham rapidamente pelas redes sociais, comprometendo a visão popular dos fatos, um problema comum no jornalismo atual. No episódio, o repórter Charlie Warzel mostra como a tecnologia cada vez mais sofisticada pode confundir realidade e ficção, alimentando a desinformação, como descrito na chamada do vídeo. Para exemplificar, o jornalista utiliza softwares de manipulação digital que permitem alterar fotos, vídeos e áudios, e simula uma chamada telefônica para sua mãe.



Em resumo, ainda que com o crescimento das agências de fact checking pelo mundo, que realiza a checagem de informações das notícias publicadas, Charlie Warzel frisa a grande responsabilidade de mídias como o Google e o Facebook no combate e conscientização dos conteúdos falsos, e alerta para um futuro próximo e assustador.

Outros episódios trazem mais assuntos inusitados e polêmicos, como tendências curiosas da internet, o mercado dos influenciadores digitais, o movimento dos direitos masculinos, dilemas éticos da fertilização in vitro, a produção de robôs sexuais e o uso de drogas injetáveis. Em meio a esses assuntos, também temos conteúdos mais leves, como por exemplo, a literatura amish. Vale lembrar que a série tem classificação etária de 16 anos.

sexta-feira, novembro 30, 2018

Hipertexto

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O termo não é incomum: citado pelos internautas como uma conexão entre um conteúdo e outro - podendo se referir desde a uma publicação em sites, redes sociais e impressos à arquivos de mídia como vídeos, fotos, ilustrações, áudios, sem necessariamente conter um "link" - o hipertexto mais do que nunca, faz parte da atual era da comunicação, em que tudo, de certa forma,e está relacionado.

É o chamado universo da "cibercultura", conceito abordado pelo pesquisador Piérre Levy desde o século passado. Em sua obra, "Tecnologia da Inteligência", o autor enumera as 6 principais características do hipertexto, que vai muito mais além do que uma simples "conexão". O princípio da exterioridade é um deles, onde, em resumo, diz que todas as ligações que fazemos ao relacionar um conteúdo a outro vem de influências externas, vivências pessoais, aprendizados. Cada informação nova que recebemos é armazenada em um lugar da nossa mente, e isso acontece a todo mundo quando "consumimos" conteúdo, através da cultura pop - filmes, músicas, eventos - bem como da leitura e estudo.

Como jornalistas, então produtores de conteúdo, temos uma responsabilidade ao criar essas conexões, multiplicando saberes, gerando empatia e, principalmente, aumentando a área de alcance do conteúdo produzido. Um texto multimídia bem feito pode levar o leitor a navegar e explorar o conteúdo de diversas maneiras, mas sempre retornando à fonte principal, sem se perder no caminho. Mais do que multi-janelas em tela bidimensional, permite criar diversos planos em nossa própria mente / imaginário, nos transportando para diferentes dimensões.

quarta-feira, outubro 17, 2018

Redes Sociais comanda as Eleições 2018

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COM AS MÍDIAS DE JORNALISMO TRADICIONAIS EM COLAPSO, AS REDES SOCIAIS GANHAM FORÇA E DEFINEM AS ELEIÇÕES 2018 NO BRASIL

A batalha de Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência da República - chamado de “coiso” nas redes sociais - versus o Partido Trabalhista, representado então pelo candidato Fernando Haddad, tem rendido milhares de áudios, vídeos, memes e textos amplamente disseminados no WhatsApp, impulsionando a criação de hashtags, grupos, páginas, campanhas e movimentos em redes como o Facebook, Instagram, YouTube e Twitter. Com isso em mente, não é equívoco afirmar que as redes sociais comandaram as eleições 2018 no Brasil, e os 49,2 milhões de votos obtidos por Bolsonaro no primeiro turno é prova disso.

Pode-se afirmar que, mais uma vez, as mídias tradicionais deixam a desejar em seu papel de fazer jornalismo com qualidade, levando informação e educação à população com objetividade e imparcialidade, para que tenham autonomia de escolha e não se deixem levar por fake news amplamente disseminadas nas redes sociais, distanciando-os da verdadeira gravidade da situação social em que o país se encontra. Cabe então a civis e ativistas iniciarem seus protestos de forma autônoma.

A exemplo temos a página “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro”, com mais de quatro milhões de seguidoras no Facebook, criada por uma mulher negra, de origem periférica e anarquista. A iniciativa gerou um grande movimento com a hashtag #EleNão, levando às ruas do Brasil e do mundo, em 29 de setembro, centenas de milhares de pessoas para protestar contra o que a candidatura de Bolsonaro representa, alcançando o marco de maior manifestação organizada por mulheres da história do Brasil. Mas, enquanto as grandes manifestações pelo impeachment e contra o PT foram cobertas em detalhes pela Rede Globo, o movimento citado foi praticamente ignorado pela mesma. Nos jornais impressos não foi diferente, dado a preferência a outras manchetes na capa.

As críticas publicadas por Eliane Brum que o diga. Repórter desde 1988, Eliane cobriu a eleição presidencial em 1989, com o país ainda comovido após o longo período da ditadura militar a que sobreviveu. Na época, Edir Macedo já havia se tornado bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, e hoje assume também a direção do grupo Record. Em sua coluna no portal El País, a jornalista afirma que “em nenhum outro momento da história, Edir Macedo (...) fundiu tão completamente o projeto de poder, mídia e religião” tal como durante as eleições presidenciais de 2018, em que Macedo apoia Bolsonaro publicamente através de sua emissora de televisão bem como redes sociais da mesma. Eliane ainda sentencia que “a campanha eleitoral ficou reduzida a uma batalha de memes e a ameaças ‘bíblicas’ pelo WhatsApp”, com “líderes religiosos” desenhando o “apocalipse caso Bolsonaro fosse derrotado - ou caso o PT vencesse”, favorecendo a criação das chamadas ‘bolhas de conteúdo’.

Nesta segunda, o professor Paolo Demuru, titular do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Paulista e doutor em semiótica pela Universidade de Bologna, publicou no portal de jornalismo independente Nexo uma análise sobre as estratégias notadas nos discursos de apoio ao candidato do PSL em grupos de WhatsApp, afirmando que a propagação de boatos e notícias falsas foi o principal estratagema da campanha eleitoral de 2018 do candidato do PSL. A descontextualização de falas de adversários políticos, associando o governo do PT a inverdades como liberação de consumo de drogas, soltura de presidiários e “estímulo a homossexulidade infantil” através do material educativo chamado grossamente de “kit gay” são alguns dos conteúdos que circularam na mídia.

O maior problema é o motivo que leva as pessoas a acreditarem nesses conteúdos e compartilharem os mesmos antes de checarem os fatos. Ter uma opinião, falar, expor-se e ser visto tornou-se mais importante que lutar pela verdadeira democracia no país. Na realidade, quando a pessoa já tem uma opinião formada sobre um assunto ela só precisa de um conteúdo que o afirme, ainda que de fonte duvidosa. Os que tentam se manter imparcial, afirmam que votam nulo - mas, na luta contra o fascismo, o antipetismo perde força e, mais do que nunca, é preciso escolher um lado em favor de todos.

REFERÊNCIAS

BRUM, Eliane. Como Resistir em Tempos Brutos: um manual para enfrentar as próximas três semanas e transformar luto em verbo. Publicado em 09 de Outubro de 2018. Disponível em https://brasil.elpais.com/brasil/2018/10/08/opinion/1539019640_653931.html

DEMURU, Paolo. Como a pós-verdade segundo Bolsonaro é produzida nas redes: uma análise sobre quatro estratégias fundamentais notadas nos discursos de apoio ao candidato do PSL em grupos de Whatsapp. Publicado em 16 de Outubro de 2018. Disponível em https://www.nexojornal.com.br/ensaio/2018/Como-a-p%C3%B3s-verdade-segundo-Bolsonaro-%C3%A9-produzida-nas-redes

sexta-feira, setembro 28, 2018

Jornalismo Político: Unifaccamp recebe candidatos a deputados para Sabatina Eleitoral

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Pioneira na realização do evento, a Unifaccamp se destacou na mídia local e motivou outras instituições de ensino da região a realizarem ações similares

Com o intuito de promover o debate político e motivar o voto consciente, o Centro Universitário Campo Limpo Paulista (Unifaccamp) recebeu nos dias 14 e 19 de setembro de 2018 candidatos a deputado estadual e federal da região para Sabatina Eleitoral. Realizada no anfiteatro da Instituição, com transmissão ao vivo na rede social, o evento proporcionou à comunidade local e de casa a oportunidade de conhecer as principais propostas dos parlamentares nas áreas da Educação, Saúde, Segurança e Meio Ambiente, dentre outras questões da atualidade de relevância social.

O evento, organizado em conjunto com estudantes universitários do curso de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo e Rádio e TV sob tutoria do professor Anelso Paixão, responsável pela disciplina de Jornalismo Político, contou com a cobertura e apoio de mídia dos jornais A Verdade Regional, Novo Dia, Jornal da Região e os sites Tribuna de Jundiaí, Tudo e Jundiagora, além d’O Jornaleiro, órgão laboratorial do curso de Comunicação Social da Unifaccamp. No total, 22 parlamentares de Jundiaí, Várzea Paulista, Campo Limpo Paulista, Jarinu, Cajamar, Caieiras, Francisco Morato e Franco da Rocha estiveram presente, sendo 12 candidatos a deputado estadual e 10 a deputado federal.


A primeira sabatina, realizada em 14 de setembro, reuniu candidatos a deputado estadual da região, do qual estiveram presentes Alexandre Timóteo (PSL), Mario Luiz (PSB), Pedro Bigardi (PDT), Andrea Seixas (PSL), Rogerio Souza (NOVO), Professor Evandro (PROS), Mario Maurici Lima Morais (PT), Antonio de Pádua Pacheco (PR), Itamar Gonçalves (Patriota), Paloma Aparecida Soares (PSOL), Rafael Purgato (PCdoB) e João Miguel (PMB), respondendo a perguntas dos alunos e da imprensa sobre as dificuldades financeiras de hospitais como o São Vicente, de Jundiaí-SP, a queda da qualidade de ensino e a importância da acessibilidade na região. Já na segunda sabatina, realizada na sequência em 19 de setembro com candidatos a deputado federal - Edney Duarte Jr (Novo), Prof. Eduardo (PT), Marcelo Gastaldo (PTB), Glauco Gobbi (PSOL), Waldemar Cabelo (MDB), Dr. José Ribeiro Tisil (Avante), Mariana Janeiro (PT), Marcelo Cecchettini (PSL), Gerson Sartori (PDT) e Sulinar (Avante) - foram abordados temas como feminicídio, aborto, reformas trabalhistas e previdenciária.

Com sucesso, o evento cumpriu o objetivo de agregar experiências aos estudantes de comunicação, em especial os futuros jornalistas, que aproveitaram a oportunidade para entrevistar os parlamentares pessoalmente e fazer possíveis contatos para o mercado de trabalho especializado.

quinta-feira, setembro 27, 2018

Jornalismo nas Mídias Digitais: o caso Folha

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Em 8 de fevereiro de 2018, a Folha de S. Paulo, o maior jornal brasileiro na rede social, com mais de 5 milhões de seguidores no Facebook, fez sua última publicação em sua página oficial com um link para uma matéria onde informa aos usuários que deixaria de atualizá-la.



Como justificativa, a declaração cita o Projeto Editorial do jornal:

“As redes sociais, que poderiam ser um ambiente sobretudo de convívio e intercâmbio, são programadas de tal modo que estimulam a reiteração estéril e hábitos e opiniões preexistentes”

É fato que a redução da visibilidade do jornalismo profissional no Facebook - cujo algoritmo privilegia conteúdos de interação pessoal em detrimento dos distribuídos por páginas comerciais, organizações bem como veículos de comunicação - favorece a criação de bolhas de opiniões e convicções; afora que poucas pessoas que visualizam um link em sua linha do tempo tem a predisposição de acessar a matéria completa antes de publicar um comentário ou compartilhar o conteúdo, norteando discussões sem o mínimo de embasamento e, muitas vezes, contribuindo com a propagação de fake news e fontes duvidosas.

Cabe esclarecer que redes como o Facebook não tem como prioridade transmitir informações qualitativas, mesmo com os recursos de verificação e outras ferramentas que a plataforma disponibiliza, como toda rede social, o Facebook tem como propósito possibilitar a interação entre os usuários, o que foi visto pelas marcas como uma ferramenta de marketing para aproximar-se de seus seguidores - é uma nova linguagem em outra dimensão, um espaço que não permite formalidades, que necessita do feedback dos usuários. São conteúdos efêmeros, que precisam estar sempre em movimento.

Com isso em mente, independente do alcance das publicações não monetizadas no Facebook serem desfavoráveis para os veículos de comunicação, manter as redes sociais atualizadas é fundamental para o relacionamento entre o usuário e a marca, visto que nenhum outro jornal de grande porte seguiu a opção tomada pela Folha. Para muitos, tal posicionamento indica que o veículo é seletivo com seus leitores, o que não passa de uma demonstração clara de superioridade.

Como agentes de comunicação, precisamos acompanhar as atualizações midiáticas e nos adaptarmos às plataformas sociais. Em resumo: precisamos estar onde as pessoas estão, e, mais do que nunca, as pessoas estão nas redes sociais. Ao abster-se do Facebook, o jornal não levou em consideração os seguidores que acessavam a página para se manterem atualizados, independente de suas publicações aparecerem em suas linhas do tempo.

segunda-feira, outubro 16, 2017

Elaboração de Projetos Culturais

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Na primeira quarta-feira do mês, 04, participei do curso de Elaboração de Projetos Culturais com a Profª Drª Isaria Maria Garcia de Oliveira oferecido pela SisEB (Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de São Paulo) na Biblioteca Pública Municipal de Jundiaí Profº Nelson Foot, com carga horária total de 6 horas.

Apesar do curso ser destinado à profissionais de bibliotecas, salas de leitura e programas de incentivo à leitura, o tema de elaboração de projetos culturais foi abordado como um todo, não somente com sua ênfase em bibliotecas. Do conceito às etapas de um projeto cultural, planejamento e elaboração, passando pelo título, justificativa, objetivos, metas, cronogramas, orçamentos e resultados; indicação das possíveis fontes de captação de recursos e patrocínios, bem como os fatores valorizados pelas empresas que patrocinam projetos; e fundamentos de marketing.

Exibição, circulação, difusão e distribuição cultural: oferecer, facilitar e qualificar a fruição artística pelo público beneficiado.

Um dos motivos de eu ter me inscrito foi por ter me identificado com o perfil da ministrante, visto que tem formação em Comunicação Social e doutorado em Artes, atua como professora na área de Gestão Cultural e Mídias Digitais, além de produzir espetáculos de dança e festivais de música, com publicações sobre produção cultural e hospitalidade, dentre outros. Dei início à produção de projetos em 2015, com o projeto audiovisual independente Vídeo & Dança e os pequenos eventos na área da Dança Tribal. Neste ano, fui convidada a integrar uma equipe de produção de eventos de médio porte, então o curso me foi bastante oportuno.
Práticas culturais tem por objetivo promover a sensibilização através do fazer artístico.

Muito do conteúdo citado eu aprendi na prática, mas teve algumas coisas que eu não sabia e com certeza farão diferença em projetos futuros. Identificar uma demanda ou oportunidade; definir um cronograma da data do evento aos dias atuais; realizar um diagnóstico para avaliar a probabilidade do evento - relevância social, acessibilidade, antecedentes; definir uma sazonalidade; buscar parcerias, apoiadores, patrocinadores, publicar chamamentos; definir uma meta; investir na capacitação dos mediadores; promover integrações artísticas e culturais; definir um orçamento com base em custos fixos e variáveis; fazer uma avaliação de desempenho posterior - mensurar os resultados através de pesquisa quantitativa e qualitativa.

Já assisti uma palestra sobre captação de recursos para projetos culturais com uma ex-aluna convidada do curso de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, visto que trabalhar com projetos é uma das diversas funções atribuídas ao profissional de comunicação numa empresa privada. Relembrar alguns fatores importantes sobre o assunto foi de extrema importância no curso de Elaboração de Projetos. Resumidamente, a captação de recursos através de leis de incentivos e editais, tais como a Lei Rouanet e o Proac, se dá em 2 passos:
  1. Inscrever o projeto nos programas de incentivo disponíveis e obter autorização para captação de recursos.
  2. Apresentar o projeto para pessoas físicas e jurídicas que possam financiar o projeto.
Considerando que as empresas podem financiar até 100% do valor do projeto com até 4% do imposto de renda. A captação de recursos também pode ser feita através de contribuintes individuais ou utilização de recursos próprios. Um projeto/evento bem feito só necessidade de investimento em seu lançamento, sempre almejando tornar-se autossustentável.

Para fechar o post, mais uma citação:
O projeto não pode ser pensado como fim em si mesmo, mas como um meio para alcançar algo maior.

terça-feira, março 28, 2017

Oficina "A Música do Filme" com Tony Berchmans

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O Centro Unificado de Artes de Várzea Paulista está com um projeto muito legal de exibição de filmes e oficinas do Museu de Imagem e Som de São Paulo. No início do mês, dia 10, pude prestigiar uma oficina de música de cinema com o músico e cinéfilo Tony Berchmans. A oficina foi muito produtiva, mas acabou se estendendo além de horário e precisei sair antes do término, de qualquer forma, consegui aproveitar bastante do conteúdo. Aliás, fui entrevistada para a matéria no site institucional da cidade, disponível aqui. :)


Sobre Tony Bechmans

Iniciou na música ainda criança, mas sua formação foi em engenharia, depois se especializou em comunicação pela ESPM e trabalhou um período com produções publicitárias antes de se dedicar à sua maior paixão: a trilha sonora de filmes. Atualmente, é professor da pós-graduação em Trilha Sonora para Cinema e TV da Universidade Anhembi Morumbi e oficineiro no Museu de Imagem e Som de São Paulo, além de desenvolver o projeto CINEPIANO com apresentações regulares em instituições e festivais.

Sobre a Oficina




Originada do livro de sua autoria, que leva o mesmo título, a oficina "A Música do Filme" tem como intenção apresentar um panorama do universo da composição e produção de trilhas sonoras musicais, com intensa ilustração audiovisual.

O curso abordou um pouco da história do cinema sob o olhar das produções fonográficas, em seguida foi apresentado diversos termos técnicos dos elementos que compõem uma trilha sonora e, por fim, uma sequência de vídeos com recortes de grandes filmes, como explicarei com mais detalhes adiante.

O cinema nasceu mais como uma invenção tecnológica do que uma expressão artística. A trilha sonora só entrou para o cinema 30 anos mais tarde. É comum nos referirmos à trilha como o conjunto de músicas presente num filme, todavia, a trilha engloba toda composição sonora de um vídeo. Tais elementos se dividem em:
  • Background;
  • Sound effects (editoriais/especiais);
  • Foley (som resultante da ação dos personagens);
  • Locução.
Dentre outros. O importante é compreender que a trilha de um vídeo deve apresentar um sincronismo com a intenção narrativa do mesmo. Para conseguir tal qualidade de som, é comum fazer uso de recursos de captação e edição. Cabe ressaltar é editar é um processo diferente de mixar.

A música de filme é funcional, podendo conter uma canção ou ser apenas instrumental, variar entre sons agudos e graves, composições melódicas ascendentes ou descentes, dentre inúmeras outras características.

Um termo que aprendi e gostei bastante é o de "música programática", dividida em latemotif's que, por sua vez, são criados para atribuir uma identidade sonora aos variados elementos presentes num filme. Um grande exemplo são os motivos criados para desenhos animados.

Sobre minha participação

Apesar do release dizer que é direcionada a profissionais da área, cinéfilos, estudantes e amantes do cinema, acredito que o curso foi mais direcionado para os músicos no geral. Como músico, Tony sentiu a necessidade de explicar o conteúdo sonoro antes de cada vídeo, apesar de tornar o curso dinâmico, me senti como se estivesse tomando um spoiler das músicas a todo momento. O curso foi interessante para mim até o momento em que os alunos começaram a divagar entre comentários desnecessários, dando a oportunidade de criticar a indústria cinematográfica contemporânea e difamar os profissionais de jornalismo.

Como graduanda em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo e dançarina, desenvolvo um projeto audiovisual de videodança que engloba técnicas de edição de imagem e música, além de todo o trabalho de roteiro, produção e filmagem. Também tenho estudos complementares em roteiro para filmes e dramaturgia, além de ser escritora e romancista. Acredito que o conteúdo do curso foi bastante proveitoso para mim, tanto na forma de narrar quanto no processo de edição de trilha, tenho certeza que farei uso dos artifícios apresentados em meus trabalhos futuros.

terça-feira, dezembro 13, 2016

Palestra: Estou Formado! E agora?

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No último sábado eu assisti o que acredito que foi a última palestra que verei neste ano, "Estou Formado! E agora?" com o professor, psicólogo e coaching de carreiras Sidinei Rolim através do projeto Psicologia no Cotidiano desenvolvido em parceria com a Biblioteca Pública Municipal Nelson Foot. A palestra veio a calhar, apesar de ser direcionada a um público mais juvenil (sim, sou jovem, mas não me identifico com a minha faixa etária).

Estou às voltas com meu trabalho de conclusão de curso. Um tanto infeliz, confesso. Tinha uma ideia romantizada de quando enfim chegasse este momento da realização do meu projeto experimental, não imaginava o quão problemática o mesmo seria, em todos os sentidos. Lidar com a frustração de outros estudantes que estão concluindo o curso não ajuda muito. Assistir a palestra me conscientizou de que em qualquer profissão, na teoria tudo é lindo, mas na prática é um inferno. Mesmo que você escolha o que goste para estudar e consiga a almejada realização profissional - ou ao menos desenvolva o projeto dos seus sonhos, sempre haverá o lado ruim e maçante da coisa. O palestrante definiu esta parte como a parte "burocrática", mas tenho que discordar. Sempre gostei de rotina administrativa e adoro lidar com planilhas, redigir documentos, entre outras técnicas de organização e controle de dados, não acho isso maçante.



Em algum momento da palestra foi perguntado ao público quais eram os principais dilemas na transição da vida acadêmica para a profissional. Preconceito, insegurança, concorrência, adaptação foram alguns dos termos citados. Apesar de não ter dito o meu em voz alta (pois uma senhora resolveu roubar toda a atenção para ela), meu dilema foi abordado no slide seguinte: a escolha do nicho/área de atuação. A senhora reclamou que os jovens tinham mais oportunidades no mercado de trabalho, mas eu discordo, a falta de experiência prática também te prejudica. Então, independente do que você estuda ou dos seus trabalhos anteriores, a receita é experimentar o que você puder. Fazer estágio, desenvolver projetos experimentais, participar e usufruir da vida acadêmica (eu fiz tudo isso, acredite, sem visar benefícios como créditos estudantis).
Principais dilemas na transição da vida acadêmica para a profissional
  1. Preconceito
  2. Insegurança
  3. Concorrência
  4. Adaptação
  5. Área de atuação
Como o palestrante frisou, o maior erro dos estudantes é esperar terminar a faculdade para se movimentar, quando o ideal é começar a pensar e planejar desde antes, e direcionar seus contatos e seus projetos em favor dos seus objetivos. Ele falou bastante sobre marketing pessoal: como se divulgar profissionalmente. Falou sobre ampliar as suas possibilidades de atuação, sobre empreendedorismo. Dar sequência aos estudos com uma especialização, MBA, mestrado ou doutorado é bom desde que você não se apegue a isso para evitar o mercado de trabalho. E, deixando os registros em carteira e os certificados de lado, a sua experiência de vida conta muito, suas vivências influenciam diretamente na forma como você vai lidar com o seu ofício.

Outro erro de quem busca o sucesso profissional é medir o trabalho ideal pelo rendimento financeiro. Você não tem que buscar o que dá mais dinheiro. Eu simplesmente detesto esta visão que as pessoas desenvolveram sobre o trabalho: de que é maçante, opressor, intolerante. Isso é o que você escolheu para você, não quero isso para mim, muito obrigada. E porque ninguém considera a ideia de ser autônomo, abrir seu próprio negócio ou investir em algo que lhe dê retorno futuramente? Só te preparam para ser empregado, para obedecer, concordar e aceitar, se contentar em receber por horas de trabalho. Para muitos, a economia criativa é uma piada. Sistema de trocas é coisa de gente antiquada. E tratamentos alternativos não funcionam: se você tem um problema, ou vai ao médico, ou vai à igreja. Ninguém considera encontrar a raiz do problema.

Não basta querer trabalhar, não é assim que funciona. O currículo moderno está além de experiências em carteira e formação acadêmica. E também não basta deixá-lo em agências e esperar que encontram o trabalho ideal para você. Não desperdice seu dinheiro com especialização se você não sabe o que quer. E não adianta achar que TODO esse esforço vai funcionar se você não estiver bem consigo mesmo e com as demais áreas da sua vida.

Piramide de Maslow para refletir ;)

segunda-feira, setembro 26, 2016

Diálogos da Fotografia: Projetos Fotográficos - Documentação, Edição e Divulgação

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Para falar sobre as oportunidades e tendências do mercado de fotografia, o Senac São Paulo realizou a 7ª edição do evento Diálogos da Fotografia, que contou com palestras, exposições, oficinas, mesas-redondas e workshops. Dentre as atividades oferecidas, tive a oportunidade de prestigiar uma palestra com o fotógrafo e editor Roberto Linsker com enfoque em projetos fotográficos, três grandes momentos e seus desdobramentos: documentação, edição e divulgação.
 

Roberto Linsker (São Paulo/SP, 1964) morou na Espanha entre 1967 e 1980 antes de se formar em geologia pela USP, em 1986, e estudar ciências sociais pela mesma instituição sem no entanto concluir o curso. Autodidata no campo da fotografia, colaborou com os jornais Folha de S. Paulo e Folha da Tarde e com as revistas Veja, Claudia e Caminhos da Terra, entre outras. Em 1994, fundou a Terra Virgem Editora, para a qual concebe, dirige e ilustra a série de livros Brasil Aventura.

Seu interesse pela fotografia de paisagens e natureza surgia na década de 70, quando viu pela primeira vez uma revista da National Geography. A princípio, usava a fotografia como uma ferramenta de trabalho e saía em expedições em grupo pelo mundo afora. Todavia, deu-se conta que não estava satisfeito com sua rotina de trabalho e mudou radicalmente. Roberto Linsker é um fotógrafo solitário, e a partir do momento que passou a usar a fotografia como fim, encontrou-se na profissão.

Dentre seus trabalhos, ele citou alguns que se destacaram. O trabalho que desenvolveu para um laboratório de saúde, por exemplo, visava enxergar possibilidades e não problemas. Para desenvolver o projeto Mar de Homens, Roberto passou dez anos percorrendo os litorais brasileiros. A série foi toda feita em preto e branco, para que se tornasse atemporal.


A fotografia começa com uma conversa. Uma história contada que precisa ser entendida.
O que ele mais frisou na palestra foi exatamente isso: a importância do tempo. Um projeto pode ser inédito ou denso, pode ter um valor comercial ou autoral, pode dialogar entre temas diferentes. Mesmo com planejamento, documentação, organização, cronograma de execução e orçamento, um projeto pode tomar rumos diferentes.
"O projeto tem que contar pra você aquilo que você acredita que o projeto seja." Roberto Linsker
Um bom fotógrafo sempre se pauta: busca trabalho, se oferece para assumir uma pauta. Conforme o projeto, é preciso uma avaliação preliminar das condições físicas, psíquicas e espirituais para execução do mesmo. E tempo, e orçamento, afinal, as histórias sempre acontecem longe de nós.

Num segundo tempo, ele falou sobre a edição e finalização do projeto, forma de apresentação e publicação. "A edição tem que ser cirúrgica", para isso é preciso eliminar o lado emotivo. Se necessário, esperar um tempo para se distanciar emocionalmente do projeto e assim olhar para a foto como uma imagem e não como uma lembrança. A ansiedade é inimiga de qualquer projeto.
"Fotografamos o que vemos e vemos o que somos." José Medeiros
O que mais gostei na sua forma de trabalhar foi a ousadia em desafiar os recursos técnicos. As pessoas se prendem tanto a equipamentos que se esquecem que o mais importante na fotografia é o olhar. Como Roberto disse, "quem viaja mais leve, vai mais longe".

sábado, agosto 27, 2016

Novos Olhares para o Audiovisual

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Nesta semana aconteceu a Semana de Computação Gráfica - novos olhares para o audiovisual no Senac Jundiaí que, como o próprio nome diz, propõe um novo olhar dos profissionais e estudantes para o segmento de audiovisual dentro do campo da computação gráfica.

Foi abordado a importância dos roteiros para os projetos audiovisuais e processos de criação de vídeos e desenvolvimento de jogos interativos. Tema como realidade virtual e mídias sociais também ganharam destaque na programação, que ainda contou com palestras, cinedebate e workshops com foco em estratégias inovadoras para o mercado da área.


Eu participei de um workshop de criação de vídeos para mídias sociais com João Guilherme, docente do Senac Jundiaí, formado em Artes Visuais com experiência em Design, Artes Plásticas e Computação Gráfica.

O workshop baseia-se no cenário atual da popularização da tecnologia digital, no barateamento das câmeras e na ascensão de sites de compartilhamento de vídeos. Dessa forma, serão apresentadas técnicas para criação e produção de vídeos para mídias sociais, consideradas ferramentas de distribuição de conteúdo e entretenimento. 
O título está meio errático, pois o foco do workshop foi o YouTube e não mídias sociais no geral. Não sei dos outros, mas eu esperava que fosse abordado a produção de vídeos para o Facebook também, por exemplo. E também imaginava que o professor esperava que os alunos tivessem um conhecimento básico da plataforma Premiere para a realização do curso.

O professor preparou um conteúdo bem legal para trabalharmos, iniciando com uma amostra da profissão de youtuber, seguido de slides com dicas para quem deseja ingressar na área e depois duas horas práticas de edição, cujo objetivo foi produzir um vídeo para youtube com inserção de imagens, músicas, gravações e vídeos da internet. Gostei bastante da produção, para mim foi como uma síntese da disciplina de edição de vídeos que tive na faculdade com a palestra sobre cyberpsicologia que assisti recentemente.

Entre os canais citados tivemos 5incominutos, Manual do Mundo, Eu Fico Loko, Canal Nostalgia, Porta dos Fundos, CanalCanalha e Whinderssonnues, além dos youtubers Cauê Moura e Felipe Neto. Deu pra ver que essa seleção foi baseada no gosto masculino, pois não tem mulheres na lista, haha.

10 Dicas para Produzir Vídeos para o YouTube

  1. Crie títulos que sintetize o conteúdo;
  2. Escolha uma boa thumbnail (miniatura do vídeo);
  3. Invista na qualidade do áudio;
  4. Produza um vídeo leve e conciso;
  5. Mantenha a informalidade ("ninguém quer ver a formalidade da TV no YouTube");
  6. Interaja com seus expectadores (call to action);
  7. Use a regra do "triângulo invertido" (os 5 primeiros segundos são os mais importantes);
  8. Crie uma rotina de publicação;
  9. Os comentários são o seu termômetro;
  10. Tenha persistência!

Dicas de Ouro:

  • Sempre que possível, use mídia "virgem", inclusive a música. Quando não for possível, atribua os créditos!
  • Assista muitos vídeos e aprenda com os outros! Inclusive com seus erros.

sábado, julho 16, 2016

Cyberpsicologia

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A última palestra que assisti foi com a Ariane Melo, psicóloga especializada em gameficação que atua na área de suporte aos jogadores de esportes eletrônicos. A sala contou mais com estudantes de Psicologia e algumas pessoas da área da Tecnologia da Informação, acredito que eu era a única do meio da Comunicação.

A grade atualizada do curso de graduação em Jornalismo na minha faculdade conta com a disciplina de Cibercultura, infelizmente não pegarei esta matéria porque sou da turma antiga. Eu, como conteudista para mídias sociais, posso dizer que esta é uma disciplina fundamental para quem pretende atuar na área de Jornalismo Digital.

O que é psicologia cibernética?


A psicologia cibernética estuda a relação do indivíduo com os dispositivos eletrônicos. Ao contrário do que se pensa, não é um conceito novo no mundo afora, seu surgimento se deu na década de 90, mas no Brasil não é muito estudado. Devido à carência de profissionais qualificados na área, é possível afirmar que nosso país não é preparado para lidar com crimes e doenças cibernéticas.

As relações sociais na cibercultura


As relações sociais na cibercultura acontecem através das redes sociais, games online, marketing digital e educação online e à distância, entre outros, dando origem a uma série de novas profissões – como os gamers, youtubers e blogueiros – e também a uma série de doenças e crimes no ambiente virtual, como roubo e clonagem de propriedade intelectual, crimes sexuais, cyberterrorismo e cyberbullyng. É importante considerar que o ambiente midiático – como vídeos, textos e imagens presente em games, sites e e-books – não induzem à criminalidade. É comprovado que os criminosos já têm uma pré-disposição para o ato e a plataforma apenas desperta este lado da pessoa. 

As redes sociais possibilitam a comunicação à distância com agilidade devido a sua acessibilidade, causando um efeito desinibidor no indivíduo e podendo levar a um comportamento narcisista. Essas consequências variam de acordo com a faixa etária e vivência do indivíduo. A criança, por exemplo, apenas reproduz o que vê, pois ainda não dota da capacidade de internalizar e refletir sobre com o quê interage. Já o adolescente tem uma grande necessidade de aceitação, sendo os alvos mais fáceis de cyberbullying, que muitas vezes leva a vítima a cometer suicídio. 

Outras reações adversas envolvem doenças como a technomania e até mesmo o inverso, a technofobia. Não só no Brasil como em todo o mundo, carecemos de agentes educadores e de segurança preparados para lidar com essas situações e prestar um suporte adequado à vítima. De qualquer forma, é muito importante denunciar conteúdos impróprios, a fim de promover um ambiente sociável saudável. 

Os relacionamentos virtuais também tem seu lado positivo e negativo. A possibilidade de conhecer pessoas novas é o lado positivo, é curioso o número de namoros virtuais que acabam em casamento, mas é triste quando observamos o lado negativo das relações doentias, que envolve relacionamentos superficiais, ocultação de identidade, confusão de sentimentos e ilusão de identidade, sendo necessário, inclusive, um tratamento com um psicanalista.


Concluindo, não basta jogar o artigo/notícia/vídeo na rede, tem que pensar no impacto que este conteúdo vai causar, como vai afetar as pessoas, levando em consideração que gente de todas as culturas, classes sociais e faixas etárias terão acesso. Consciência, averiguação da informação e responsabilidade são as palavras-chave para quem cria conteúdo para a web, e o mesmo vale para aquele que compartilha.

sábado, junho 18, 2016

O Tal do "Coaching"

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De 2015 para cá, ouvi falar muito sobre coaching. Começou quando meu namorido estava fazendo pós em Gestão de Pessoas e me ensinou o que sabia sobre o assunto. A partir de então, consegui identificar técnicas de coaching em diferentes ambientes e acabei me interessando mais sobre o assunto.

Quando estava participando do processo seletivo da Natura, havia um coach na sala motivando os concorrentes durante todo o processo, especialmente no final, quando falou de forma geral com todos que não foram aprovados para o próximo estágio do processo, contando causos pessoais e tudo mais.

Quando tentei cancelar meu curso de inglês em dezembro do ano passado, se aproveitaram da minha transparente fraqueza emocional para me induzirem a permanecer no curso, mesmo eu justificando minhas condições atuais.

Mas, afinal, o que é coaching?

Coaching não é psicologia nem terapia, nem tem como intenção fazer um tratamento emocional. Trata-se de um processo composto por planos estratégicos para alcançar objetivos, eliminando os empecilhos que nos limitam, alinhamento os pensamentos proporcionando definição e clareza das ideias.
  1. Foco
  2. Prazo
  3. Plano
  4. Tarefa
  5. Melhoria (contínua)
Recentemente, participei de um workshop motivacional com Francine Barbosa (Coach especialista em Voz e Comunicação), Camila Andrade (Personal Coach e Nutricionista) e Jacir Junior (Personal, Executive e Business Coach) na Biblioteca Pública Municipal de Jundiaí Profº Nelson Foot.

O workshop começou com o coach Jacir Junior explicando o que é coaching e dando algumas referências de profissionais que fizeram uso da técnica para alcançar seus objetivos. Em seguida, Camila Andrade mediou duas atividades, a Dreamlist e a Roda da Vida. Por fim, Francine Barbosa fez o fechamento do work.


Agora estou lendo o livro Dominando o Mentoring e o Coaching com Inteligência Emocional por Patrick E. Marlevede e Denis C. Bridoux, que acredito ser muito útil para a minha realização pessoal e para o trabalho que desenvolvo conciliando comunicação e dança. O livro inclui:
  • Questionários de coaching e mentoring para avaliar o nível de habilidades.
  • Técnicas de grande eficácia para intervenções a curto e longo prazo.
  • Dicas e exercícios práticos.
  • Estratégias adequadas para mentores e coaches.
  • Recursos convenientes para treinandos e clientes.

segunda-feira, junho 13, 2016

A Pauta

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Entre minhas últimas atividades acadêmicas antes de encerrar o semestre meio que por conta própria, prestigiei uma palestra com o fotógrafo e jornalista Nílton Pavin, a convite do professor de Fotojornalismo, Paulo Genestretti.

A palestra foi muito além da técnica ensinada nas aulas de Redação Jornalística. Pavin falou sobre a pauta do ponto de vista conceitual. Uma verdadeira imersão cultural de onde pudemos tirar muito aprendizado!

“Pauta é você descobrir algo que ninguém sabe, é pensar em algo que ninguém pensou.”
A pauta pode surgir de qualquer lugar, inclusive de um release. A pauta pode ser alterada durante o percurso. E também pode ser roubada. Por isso, a pauta nunca deve ser divulgada. As fontes nunca devem ser reveladas.

"Um bom jornalista tem que ter boas fontes”
Ele também falou sobre a necessidade de averiguação, algo tão primordial, mas que está ficando em segundo plano no jornalismo digital, e não deveria. É preciso ter certeza do que está fazendo, não simplesmente ouvir e divulgar por aí. E sempre deve conferir em mais de um veículo, nunca acreditar numa fonte. Daí a necessidade de estar plugado em todos os meios: jornal, revista, internet, televisão e rádio, principalmente.

“Sempre venda o seu trabalho, jamais a sua consistência.”
Pavin afirmou que quem mantém os veículos de comunicação hoje são as assessorias de imprensa. E comprovou o que disse com grandes exemplos. Os exemplos foram citados para nos passar uma lição enquanto ainda temos a ideia romantizada do jornalismo.

Imagem via Folha da Região

Sob o olhar solitário de um fotógrafo

Para finalizar, fomos brindados com uma grande exibição dos registros de sua viagem para Butão, com passagens pelo Tibete, Nepal, Chile e Índia, intituladas, respectivamente, como “O Reino do Dragão”, “No Topo do Mundo”, “A Montanha Sagrada”, “O Umbigo do Mundo” e “A Terra do Conflito Eterno”, além dos causos contados sobre a experiência.

Pavin foi o primeiro jornalista brasileiro a registrar imagens do cotidiano religioso de Butão. Suas fotografias estiveram em cartaz em todo o Brasil sob o título “Paraísos Proibidos do Himalaia” e a experiência resultou também em dois livros, “Imagens Proibidas: uma viagem aos mistérios do Tibete e do Butão” e “Imagens da Paz: uma viagem ao místico sudeste asiático”.

segunda-feira, abril 11, 2016

Criatividade na Produção Online

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Em palestra ministrada para os alunos do curso de Comunicação Social da Faccamp (Faculdade Campo Limpo Paulista) em 30 de março de 2016 (quarta-feira), Fábio Marra, editor de fotografia, e Mário Kanno, editor de arte, ambos do jornal Folha de S. Paulo, falaram sobre a profissão de jornalista no cenário atual.


Para termos sucesso é precisou ousar mesmo que falha.

A palestra de Fábio Marra, editor de fotografia da Folha, abordou dois tópicos – o Jornalismo Digital e o Fotojornalismo, sendo iniciada e finalizada com uma dinâmica. A ideia era demonstrar, na prática, a necessidade de criatividade, planejamento, trabalho em equipe e racionalidade para alcançar um objetivo em qualquer atividade e afastar os males da produtividade: a limitação criativa e o pensamento lateral.

Por fim, uma reflexão: todo dia é uma nova oportunidade para tentar. E quanto mais tentarmos, mais a chances de acertarmos. Não somente no Jornalismo como em tantas outras profissões, se você se sentir desafiado pelo seu trabalho, nunca irá evoluir.

Jornalismo Digital

Deixando as brincadeiras filosóficas de lado, discutimos muito sobre as técnicas do Jornalismo Digital, tão presente nos dias de hoje, em constante transformação, mas ainda praticado com tanto amadorismo.

A chegada da internet facilitou muito a busca por pautas. Antes ou depois de ir a campo, o jornalista passa por um processo mental para produzir conteúdo para a mídia online. Fazem parte deste processo:
  • Navegação;
  • Interação;
  • Possibilidades;
  • Layout;
  • Execução.
Tanto ao escrever para sites e blogs quanto para redes sociais, o conteudista precisa estar sempre pensando no diálogo entre diferentes mídias antes da realização da postagem (texto + imagem + vídeo + links).

Fotojornalismo

Em mundo onde todos tem uma câmera na mão, o fotojornalismo está se tornando uma profissão cada vez mais desafiadora. Como em tudo no Jornalismo, o profissionalismo e o amadorismo são distinguidos por numa tênue linha.

Num jornal tradicional, a motivação da foto pode acontecer de maneiras diferentes:
  1. Pautada pelas editorias diversas;
  2. Pautada pela editoria de fotografia;
  3. Pautas especiais pela redação ou pelo fotógrafo.
Diferenciais do Fotojornalista
  • Ousadia: prever situações;
  • Coragem: não ter medo de correr riscos;
  • Iniciativa: não esperar ordens;
  • Qualidade técnica: investir em aperfeiçoamento e estar sempre atualizado é obrigação do profissional;
  • Qualidade gráfica: enquadramento e ângulo;
  • Imaginação: fugir do convencional.

Infografia e Narrativa Visual

Mário Kanno, editor de arte da Folha, entrou em seguida de Fábio Marra, aprofundando conhecimentos no jornalismo gráfico e visual. O que mais gostei na palestra é que o tempo todo ele demonstrou o que falava com recursos visuais (infográficos, prints de redes sociais, tabelas, etc), além de apresentar um panorama da presença do texto x imagem na história da comunicação (que certamente foi um dos meus momentos favoritos da palestra).

A imagem também é informação jornalística

No constante conflito entre o que merece destaque numa página de jornal, Kanno resumiu de uma forma bem simples: “mostre o que é mais importante na matéria”.

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Além disso, frisou constantemente que jornalismo não é só fazer texto. Todos os integrantes de uma redação são jornalista – seja na área de fotografia, reportagem, editoração e tudo mais.

Pense Visualmente

Antes, dava-se prioridade ao texto, em seguida vinham os recursos gráficos como uma forma de apoio ao texto. No mercado atual – referindo-se a empresas que acompanham a modernidade, pauta e edição trabalham simultaneamente. Isto por que temos que nos adequar ao perfil do consumidor, e o consumidor atual prioriza o conjunto: texto + imagem, apresentação visual. Num jornal feito por profissionais, tudo é contabilizado de acordo com as métricas.

O que o Leitor Vê
  • 80% Infográficos
  • 75% Fotos
  • 56% Títulos
  • 52% Anúncios
  • 31% Notas
  • 29% Legendas
  • 25% Texto
A ilustração também tem um papel importante no jornal quando é pensada para informar, sinalizar ou como uma metáfora. Em resumo, antes de executar a pauta, deve-se pensar em como mostrar aquela informação visualmente, não somente em texto.

domingo, abril 03, 2016

Marketing de Conteúdo para Mídias Sociais: como cuidar da sua imagem na web

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Desde que comecei a estudar Comunicação Social e trabalhar com mídias digitais, entendi a importância de cuidar da imagem na web, independente do tipo de negócio que administra. A internet é um importante meio para criação e manutenção de networking, possibilitando a comunicação e divulgação do seu trabalho com seu público-alvo. Mas apenas estar presente não basta, é preciso planejamento e organização para administrar seus perfis.

Mas afinal, o que são Mídias Sociais?


Antes referida ao poder de difundir uma mensagem dos grandes meios de comunicação de massa, as Mídias Sociais ganharam um novo significado com a internet, sendo hoje definida como ferramentas online utilizadas para compartilhamento de conteúdo (textos, fotos, vídeos, imagens) ao mesmo tempo em que permite alguma relação com outras pessoas.

Ferramentas como Blogger, Wix, Wordpress, Vímeo e YouTube tem como objetivo o compartilhamento de conteúdo, deixando as relações em segundo plano, diferente do que chamamos de Redes Sociais, antes conhecidas como Sites de Relacionamento, trata-se de mídias que possibilitam a interação entre pessoas de algum nível de relação e interesses em comum, das quais predomina o Facebook, atualmente.

E também temos os aplicativos de comunicação, fotografia e vídeo, propagados com a popularização dos smartphones, reduzindo o uso de ligações e SMS’s, como o Whatsapp, Instagram, Vine e Snapchat, entre outros.

10 Dicas Estratégias para Conteúdo e Relacionamento


  1. Preencha todos os campos ao criar um novo perfil;
  2. Crie urls personalizados e fáceis de memorizar;
  3. Produza conteúdo multimídia (texto + imagem/vídeo/link);
  4. Utilize imagens e fotos de boa qualidade;
  5. Compartilhe conteúdo, novidades e informações;
  6. Facilite a leitura escrevendo textos simples, curtos e com termos de conhecimento geral;
  7. Gere credibilidade citando fontes e referências;
  8. Seja bem humorado, pense em memes, virais, textos engraçados;
  9. Responda comentários, mensagens e e-mails com cordialidade;
  10. Sobreviva às críticas (por que em algum momento, elas virão).

Pessoal x Profissional


Nós artistas temos uma grande dificuldade em distinguir nossa vida pessoal da profissional e isso é visível quando se trata de mídias sociais. Todavia, se o seu intuito é trabalhar com arte, a criação de uma marca é indispensável. Sua marca é o seu ID, sua identidade visual, as pessoas tem que ver e lembrar de você. Você cria um ID quando utiliza um padrão de fotos, imagens, fontes e descrição para produzir conteúdo, quando adota um pseudônimo e cria um logo para compartilhar seu trabalho.

Acredito que a grande dificuldade hoje em dia é diferenciar seu perfil da sua página do Facebook. A página possui ferramentas para gestão da sua marca que é inviável no perfil.

Não há problemas em utilizar as mesmas mídias para compartilhar conteúdo tanto da sua vida pessoal quanto profissional, mas tem certas coisas que não dá para misturar, então, se necessário, crie canais diferentes para publicar conteúdo relacionado à dança e fotos e vídeos das peripécias do seu animal de estimação ou baby, por exemplo.

quarta-feira, dezembro 02, 2015

Crise Econômica Brasileira Estagna os Negócios

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Empreendedores suspendem investimentos e desemprego em massa assola o país

Recessão com desaceleração da produção econômica produz desemprego em massa e aumenta a inadimplência no mercado, empresários e trabalhadores em geral estão preocupados com os rumos que a economia nacional está tomando e optam por adiar os investimentos. Entenda o cenário atual da crise econômica no país:

Entenda o problema

 O governo vem trabalhando em uma estratégia operacional onde medidas emergenciais são adotadas para tratarem problemas que poderiam ser facilmente resolvidos se houvesse um planejamento macro. Fora a condição dependente do país na cena mundial: praticamente 50% das nossas exportações giram em torno de petróleo bruto, minério de ferro, soja, açúcar e café. Nos últimos anos, esse consumo internacional diminuiu sensivelmente: a China, particularmente, reduziu suas compras em quase 40%, segundo nota emitida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

“A culpa é do Governo!”

A submissão da política econômica à política partidária tem levado a uma desestruturação da máquina pública, prejudicando todos os setores da sociedade, a saber: educação, saúde, segurança e, obviamente, economia. Com escândalos se acumulando e a impunidade ganhando visibilidade, não restou credibilidade suficiente para que o governo pudesse contar com o apoio desses setores da economia nacional.

Perspectiva

Segundo análises, é certo dizer que a retomada da economia brasileira depende exclusivamente do Governo, sendo este o responsável em termos de fomento ao desenvolvimento do país, falhando no planejamento estratégico de longo prazo para a nossa economia, no investimento em infraestrutura e na política fiscal. O ajuste fiscal é de suma importância para a reversão do quadro atual, pois a contabilidade criativa das contas públicas está afetando principalmente as classes trabalhadoras, populares e médias com o aumento de taxas e impostos.

Matéria apresentada à disciplina de Economia ministrada pelo profº Vladimir Furtado no curso de graduação em Jornalismo da FACCAMP (Faculdade Campo Limpo Paulista)

sexta-feira, novembro 20, 2015

O Impacto da Internet e Novas Tecnologias na Produção de Conteúdo: Palestra com Rafael Depieri

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Rafael Depieri, natural de Jundiaí/SP, se formou em Rádio e TV pela Anhembi Morumbi, trabalhou como roteirista em emissoras como a SBT e a Band e estudou Cinematografia em Santa Fé (Novo México). Hoje, aos 28 anos, ele é proprietário da produtora de vídeos para TV e Web Oficina Mídia onde é feito vídeos corporativos, institucionais, promocionais, comerciais, entre outros. Em palestra realizada para os alunos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da FACCAMP (Faculdade Campo Limpo Paulista) na última quarta-feira (18) a convite do professor Paulo Genestretti, Depieri compartilhou suas experiências pessoais como profissional em comunicação, destacou as diferenças do trabalho no Brasil e nos EUA, falou sobre a modernização do mercado e exibiu uma série de vídeos, alguns produzidos por sua produtora e outros de youtubers que ganharam visibilidade na web.


Interatividade

Com as cartas, o telefone, o fax e o e-mail já era possível contar com o feedback nos sistemas de comunicação, principalmente entre um veículo e seu espectador. Todavia, a chegada das redes sociais e a acessibilidade às novas tecnologias facilitaram muito essa interatividade do produtor com o receptor de conteúdo.

Atualmente, tudo se encontra na internet. Qualquer informação que você precise, é só caçar por lá. As organizações perceberam que também precisam estar lá, acessível, mas nem sempre contam com mão de obra qualificada para desempenhar essa função. E a maneira como você se apresenta na web é que vai atribuir credibilidade a sua marca. As avaliações em uma página e os comentários funcionam como um termômetro desse crédito.

Para que usar um portal “reclame aqui” se o retorno pelo Facebook é muito mais ágil quando se está com algum problema? Todos temem ter o seu nome exposto negativamente na web e muitas organizações ainda não aprenderam como lidar com essas crises.


Democratização na Produção de Conteúdo

Três pontos contribuíram com a democratização na produção de conteúdo para web: a chegada da banda larga; a criação das mídias sociais e o surgimento das câmeras DSL, que inovaram a qualidade das fotos e filmagens amadoras. As pessoas civis ganharam voz e espaço para compartilhar o que quer que seja. E a cada momento novos personagens se tornam visíveis ao público massivo. Aqueles com mais capacidade técnica perceberam que era possível ter fins lucrativos com isso, e então vieram os bloguers, vloguers e podcasters da vida.

Num passado não muito distante, conteúdo de internet era considerado coisa de amador. Mas isso vem mudando de uns tempos para cá, as pessoas já estão se cansando do “lixo virtual”, e com isso vem surgindo a necessidade da profissionalização na internet. Hoje é muito fácil encontrar conteúdo na internet com mais qualidade do que o que vemos em outros veículos de comunicação.


Internet x Televisão

O Rafael citou dois tipos de programas de televisão: os programas “parasitas”, que dependem do conteúdo da internet para ter o que transmitir, como é o caso do quadro Zap Zap do programa Encrenca (RedeTV!), o que não é de todo ruim, exceto quando a programação se limita a isso e quando não é feito uma boa filtragem do material obtido nem consultado a veracidade das informações transmitidas; e os programas que se adaptaram à presença dos internautas. Nunca havia parado para pensar nisso, mas quando um programa acaba na TV, não significa que também acabou na web: as pessoas continuam acessando, curtindo e comentando por um período de tempo após o término do programa.

Profissionais Limitados

Aqui no Brasil estamos com um grave problema com o que chamarei de “sistema de produção em massa”: a limitação de funções dentro de um cargo e a acomodação de um funcionário que não tem interesse de aprender além do que a sua função exige, e não estou falando apenas das gerações passadas. As leis trabalhistas atuais colaboram com esse monotrabalho. Um bom exemplo citado é que muitos jornalistas nem chegam perto da edição dos seus trabalhos.

Nos Estados Unidos, conforme a experiência do Rafael, existe bem menos burocracia para trabalhar, consequentemente, tem mais agilidade no ambiente corporativo, os funcionários são pró-ativos e multitarefas, inclusive a aposentadoria não funciona como aqui em nosso país, muitos idosos continuam trabalhando num bom ritmo mesmo depois da chegada da 3ª idade.

Uma das coisas que eu mais ouço as agências de comunicação reclamarem é o número de alterações solicitados pelo cliente antes de chegarem num consenso para o produto final. É como se todos da equipe quisessem participar de alguma maneira, “todo mundo tem que dar seu toque de genialidade” (SIC), disse o Rafael. Na maioria das transações entre sua produtora e uma agência, ele destaca que o cliente está mais preocupado com a logística do que com a criação, sendo assim, ele inovou criando o “Manual do Cliente” que é uma espécie de guia de como o cliente deve se portar durante as transações.


Considerações Pessoais

Adorei conhecer o Rafael e assistir sua palestra só alimentou meu prazer em trabalhar com comunicação. Eu adoraria voltar a estagiar, pois não aguento mais ficar fora desse mercado! Sinto-me um tanto alienada por não ter acesso a algumas tecnologias e, principalmente, estar sem internet em casa.

Penso em como poderia melhorar a qualidade dos meus eventos se tivesse um tripé para as filmagens de apresentações, uma caixa de som portátil e uma câmera semi-profissional. Na parte de edição, aos poucos estou incorporando o pacote Adobe no meu notebook, mas quando executo certos programas tudo fica lento. Todavia, sem chances de comprar um macbook! Não no Brasil, pelo menos. Acho que gastar com material escolar não me convém mais, nem ficar tendo que imprimir minhas referências, preferiria ter tudo acessível em um tablet.

Depois da palestra, pedi alguns toques para o Rafael para a produção do meu projeto experimental independente de videodança, que já está em andamento. Fiquei muito empolgada com todas as informações obtidas, mas reconheço que ainda tenho muito o que aprender. Não vejo a hora de ter aulas práticas de fotografia! Também quero fazer um curso de extensão em edição de imagens. Não vejo a hora de aprender a diagramar com um programa próprio para isso, assim poderei concretizar meu desejo interno de ser autora independente.

Enfim, espero que até o final do curso eu esteja com mais mobilidade técnica para desenvolver meus projetos. Investir num automóvel ajudaria na locomoção e ainda não desisti de ter meu próprio canto, só tive que adiar um pouco, fazer um planejamento financeiro a longo prazo. Conhecer pessoas que estão se saindo bem mesmo com tantos obstáculos em nosso país é uma grande fonte de inspiração e motivação para continuar almejando tudo o que quero ser e ter.

domingo, novembro 15, 2015

Não tem idade para começar a fazer faculdade

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Depois de ser diagnosticado com uma limitação física nas pernas que o impede de fazer muito esforço, José Lopes, aos 39 anos, aproveitou o momento para ingressar no ensino superior.


Melissa: O que te levou a começar a faculdade?

José: Foi meio forçado. Tenho um problema na perna e não posso fazer muita força, então resolvi aproveitar para estudar.


M: Quais são os seus hobbies?

J: Adoro tocar violão e contrabaixo. Começou como um hobbie, hoje toco profissionalmente. Já toquei de tudo, inclusive rock e sertanejo, mas hoje tenho uma banda gospel, tocamos em eventos familiares, como casamentos. Também gostava de fazer academia, jogar bola, mas depois do problema na perna eu parei.


M: Mas então, por que escolheu estudar Jornalismo ao invés de Música?

J: Estava em dúvida entre estudar Música, Jornalismo ou Educação Física. Quando consegui a bolsa de 50% pelo Prouni para estudar Jornalismo, despertou um sonho antigo de ser correspondente de guerra.


M: Mas você já havia cogitado ingressar no ensino superior antes?

J: Quando fiz o 2º grau era diferente, não tinha esse incentivo do governo que temos hoje. Aí, aos vinte e seis anos, casei, tive dois filhos, então não teve jeito.


M: E sua família, apoia que você estude?

J: Sim, claro, me esposa me apoia e meus filhos me veem como um herói. O mais velho tem 13 anos e o outro tem 10, eles gostam de comparar o que estão aprendendo na escola com o que eu estou aprendendo na faculdade.


M: O ensino superior te fez falta no início da sua carreira?

J: Sim, muita. Se meus filhos não quiserem estudar, eu vou obrigá-los. Por que até quem tem ensino superior está aí sofrendo para arrumar um bom emprego.

quinta-feira, setembro 24, 2015

Semana de Cursos da FACCAMP e Palestra sobre Fernando Pessoa

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Esta é a Semana de Cursos da FACCAMP (Faculdade Campo Limpo Paulista) onde contamos com uma programação diferenciada com palestras e oficinas com professores convidados e profissionais da área, de acordo com cada curso da faculdade.

Sinceramente, a grade do curso de Comunicação Social não me interessou muito, mas, como sempre, adorei os temas presentes na grade das turmas de Letras, História e Administração, então, fiz um cronograma personalizado para mim:

Quarta-feira (23)
19h30
Um Olhar Caleidoscópico e vanguardista para a sociedade: as múltiplas personalidades de Fernando Pessoa (s)
Dra Jaqueline Massagardi Mendes
Quinta-feira (24)
20h
Cultura Celta: um dos princípios da cultura inglesa.
Dra Jaqueline Massagardi Mendes
21h
Empreendedorismo Feminino: em um mundo masculinizado, como as mulheres conquistam seu espaço?
Dr Mauro Elias Gebran
Sexta-feira (25)
19h30
Contabilidade para pequenas e médias empresas
Adriano Gilioli

A Dra Jaqueline Massagardi foi professora do meu namorado em seu curso de pós-graduação em Gestão de Pessoas, então estava curiosa para conhecê-la, principalmente por que ela é esposa de um dos integrantes da banda de rock celta Tehilim, que tive a oportunidade de prestigiar na última edição da Feira Medieval Entre Mundos, que acontece anualmente aqui na minha cidade (Várzea Paulista/SP).

Graduada, mestra e doutora em Letras (Filosofia e Língua Portuguesa), deu para perceber que gosta muito de estudar etimologia, pois durante toda a sua palestra ficava desconstruindo as palavras, recorrendo a diferentes possibilidades de significantes. Minha professora de Língua Portuguesa, Sônia Berti, também é assim.

Para compreendermos Fernando Pessoa, Dra Massagardi discorreu sobre diferentes manifestações artísticas ao longo do século XX e que antecedem ao cubismo, como o futurismo, expressionismo e dadaísmo. Além disso, fez uma espécie de psicografia dos poemas do a(u)tor (como ela gosta de chamá-lo) e falou sobre seus heterônimos (que é mais que pseudônimo). Para finalizar, deixou-nos uma reflexão sobre a sociedade multipolar e questionou-nos se não estávamos vivenciando isto no presente momento.

“A arte é um grito antecipado do povo” Jaqueline Massagardi Mendes

Identifiquei-me muito com sua pessoa, seu estilo de ministrar uma aula. Principalmente por que sempre fui apaixonada pelas palavras e, especialmente, pela língua portuguesa. Curiosamente, quando eu tinha cerca de oito a nove anos, comecei a ampliar meu vocabulário inspirada pela leitura do livro Bolsa Amarela, de Lygia Bojunga, cuja personagem colecionava palavras. Assim, sempre que via uma palavra nova que me interessasse, ou que achasse muito bonita, anotava em meu caderninho e pesquisava seu significado no dicionário para transcrever à frente, além de seus respectivos sinônimos. Foi assim que o termo “todavia” entrou em minhas redações, acredito que era a única do ensino fundamental (e talvez ainda seja, agora no ensino superior) que fazia uso desta palavra tão esquecida.

Estou ansiosa para assistir a palestra de hoje, por gostar da cultura inglesa e, especialmente, da cultura celta, mas também pela palestrante. Depois, seguirei com a palestra sobre empreendedorismo feminino que, curiosamente será ministrada por um homem (sem preconceitos, juro!).