terça-feira, 11 de abril de 2017

2 séries criativas da Netflix para se inspirar

Sempre fui amante das mais variadas linguagens de artes. E com o avanço da tecnologia e acessibilidade, me descobri com um pé em design. O que me atraiu no curso de Comunicação Social foi a grade curricular, envolvendo estudos do homem, das mídias e das artes. Fiquei apaixonada!

Apesar de não ter o espírito de jornalista, dentre as opções de habilitações oferecidas, foi a que mais me agradou. E não me arrependo. As técnicas de jornalismo possibilitaram que eu criasse conteúdo de uma forma diferente de um designer ou publicitário, por exemplo.

Hoje eu atuo com comunicação, mas continuo experimentando outras linguagens, descobrindo novos prazeres. E por isso os documentários da Netflix que exploram a criatividade estão entre os meus favoritos, com episódios que narram trajetórias inspiradoras de empreendedorismo. Confira minha top list!

Abstract: The Art of Design


Claro que eu tinha que abrir com este. Com oito episódios, a série apresenta o processo criativo de diferentes artistas e designers e suas variadas linguagens: design de interiores, automotivo e de tênis, além de arquitetura, ilustração, tipografia, fotografia e cenografia. Impossível não se envolver com a história que protagoniza cada episódio. E o mais interessante é observar como a formação acadêmica e a experiência de vida influencia diretamente na ascensão profissional de cada um.

Tinker Hatfield, o arquiteto apaixonado por esportes que se tornou designer da Nike
Christoph Niemann é ilustrador da New Yoirk que busca meios alternativos de inspiração



Chef's Table


A série está em sua terceira temporada, com um episódio para cada chef das mais variadas regiões do mundo e seus estilos peculiares de criar com a culinária. Não, eu não cozinho, mas adoro apreciar a forma como o fazem. Até o momento, meus favoritos foram o chef brasileiro Alex Atala, do D.O.M., principalmente pela empatia, acredito eu; e o Grant Achatz, do Alinea (Chigaco), um chef híbrido que explora diferentes sensações, fazendo da refeição uma experiência.

Alex Atala, chef do D.O.M. (Brasil), cuja especialidade são pratos que envolvem especiarias do norte e nordeste.
Grant Achatz, do Alinea (Chigaco) traz uma emocionante história de superação, tendo sofrido com câncer de língua e ficado sem paladar.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Oficina de Orientação Profissional e Elaboração de Currículo

A pedido do meu marido, participei da sua oficina de orientação profissional e elaboração de currículo, mas, como ele mesmo disse, dessa vez foi a sua vez de brilhar, rs. De dez mulheres inscritas, contamos com apenas 4 participantes, mas ainda assim as 2h de curso foram bastante produtivas. Iniciamos com uma apresentação sobre os principais erros na elaboração de um currículo, seguido de uma discussão sobre a postura ideal para entrevistas de emprego e depois partimos para a parte prática de criar um currículo e corrigir quem trouxe o seu. Foi, no mínimo, muito divertido!


Slides da apresentação

O Everton, meu namorido, é especializado em gestão de pessoas e atua como servidor público na Biblioteca Nelson Foot. Eu entrei com a minha experiência prática em triagem de currículos, além dos meus estudos no curso de formação continuada em administração pelo Senai e também minha experiência pessoal em processos seletivos. Gosto de destacar que aos 15 anos tive a oportunidade incrível de participar de três meses de orientação profissional e motivacional com o psicólogo e antigo diretor da Microlins de Várzea Paulista, Nereu Veiga, que foi um grande diferencial para minha ingressão no mercado de trabalho.

Reconheço que muitos não oportunidades como esta. Os jovens carecem de mais acessibilidade à cursos de orientação vocacional, etiqueta profissional, instruções quanto à construção de currículos, dentre outros - ensinamentos que estão além do que a formação básica e os cursos profissionalizantes nos oferece. Não dá para esperar que um jovem inexperiente chegue numa agência atendendo todas as exigências sem que ninguém tenha lhe orientado. É por isso que esperamos que este curso se torne regular em espaços públicos como as bibliotecas e CEUs. por exemplo.

A sensação é quase essa, não?

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Desempreendendo


Outro dia cogitei fortemente a ideia de voltar para o mercado de trabalho formal por inconformidade financeira. Quando parei para pensar no quanto estou investindo e no pouco retorno que estou tendo, fui tomada por uma desmotivação esmagadora. E ouvir uns podcasts sarcásticos de desempreendedorismo do Não Salvo não ajudou muito. Um dos "ensinamentos" para fracassar é "siga seus sonhos".

Mas então li um artigo no site da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios que me lembrou porque entrei nessa. Resumidamente, o artigo lista 3 tópicos que são bons e ao mesmo tempo ruins na vida do empreendedor - segundo o autor:
  1. (Não) ter chefe;
  2. Horário (in)flexível;
  3. Deixar (ou não) um legado.
E eu, para variar, descordo totalmente. O tempo todo o autor fala da falta de responsabilidade e organização de um trabalhador autônomo, colocando a falta de regras como algo bom, e não ter um chefe ou um sistema de trabalho rígido para te pôr na linha como algo ruim. E, para matar de vez, ainda diz que se você se você é demitido pelo menos tem direito a vários benefícios, "já os empreendedores que quebram não levam nada." Gente, que absurdo! Nunca vi tanta baboseira, sério.

Para começar, empreendedorismo não é algo que se constroi da noite para o dia. Assim como qualquer carreira, é uma vocação que nasce contigo. A gente trabalha mais sim, mas não é um sacrífico, trabalhamos com prazer. Não é como quando chega a sexta-feira e você passou por poucas e boas no serviço e só pensa na hora de chegar em casa, e a semana mais feliz é quando recebe seu salário ou quando se aproxima da próxima férias ou feriado. Também temos altos e baixos no trabalho autônomo, mas não cogitamos a ideia de "pedir demissão". Temos clientes bons e clientes ruins, mas acabamos desenvolvendo um jeitinho para lidar com eles. Não dá para aguentar aquele chefe mala ou "colega" de trabalho chato por muito tempo. E quando aquele projeto não dá certo, você parte para o próximo! Simples assim. Empreendedorismo não é uma coisa de momento, não é uma fase. Você pode começar empreendendo em casa, no trabalho, na escola, enfim.

Falando por mim e pelo trabalho que faço - em casa, o mais me dói na ideia de voltar para um ambiente de trabalho formal é lidar com as pessoas, sério. Quando não estou bem, durmo até tarde, preparo um chá quente, vou para o escritório mal humorada e de pijama, e trabalho offline. Num ambiente corporativo, não posso me dar ao luxo de ficar triste, ou carrancuda, temos que fingir estar bem o tempo todo, e isso é horrível. Lembro quando chegava aquela semana do mês e todas as mulheres ficavam escrotas, é quando eu recebia broncas da minha supervisora, por exemplo. Não quero passar por isso novamente.

Então, ok, posso estar ganhando bem abaixo do que eu poderia estar ganhando com carteira assinada, pelo menos neste começo de carreira, mas não quero abrir mão da DELICIOSA rotina de autônoma para ter que voltar a lidar com o mercado de trabalho formal. Talvez eu esteja exagerando, já me peguei pensando na empresa ideal, atuando na minha área, liderando uma equipe ou trabalhando remotamente, vestindo a camisa da marca com orgulho, tendo um salário cheio e ótimos benefícios... se eu encontrar este serviço, te aviso. Enquanto isso, fica com um pouquinho de inspiração do grupo Negócio de Mulher, que tem me ajudado bastante a manter o foco ❤


Não precisamos de um motivo

Recentemente eu assisti a nova série da Netflix, 13 Reasons Why, e confesso que a série me deixou um tanto reflexiva. Assisti numa porradela só: foi numa dessas madrugadas em que troquei a noite pelo dia e depois fiquei sem sono. Além da série, assisti também um making of com atores, produtores, psicólogos e ativistas convidados (já falei que amo making of?). Resumidamente, a série tem como protagonista uma adolescente que grava 13 fitas contendo os 13 motivos pelo qual decide tirar a própria vida. Além do suicídio, temas como assédio moral e sexual, depressão e cyberbullyng são fortemente destacados nos episódios, além de todos os dramas adolescentes pelos quais todos nós passamos, e todos os clichés românticos - o primeiro beijo, o primeiro amor, a primeira vez - mas nem sempre é tudo bonito e romântico.

A princípio, fiquei muito incomodada com as questões abordadas e, de certa forma, feliz por alguém ter falado sobre isso - a intenção é essa mesma, incomodar. Se você assiste cenas de violência sexual e não se sente desconfortável com isso, você tem algum problema. Com o feminismo em alta, falar sobre sexo e assédio está deixando de ser um tabu, mas ainda leva a muitas interpretações diferentes, e muitas vezes errôneas. Ninguém fala sobre suicídio, mesmo sendo a 2ª maior causa de morte entre os adolescentes. O cyberbullyng acontece, é real, mas ninguém quer enxergar ou finge que não é contigo - sim, você alega ser contra, mas está lá nas redes sociais marginalizando o próximo e justifica que está apenas expressando seu direito de dizer o que pensa. E a depressão ainda é muito mal compreendida na sociedade moderna.



Eis que estou refletindo sobre tudo isso e chego a uma conclusão. Não precisamos de um motivo. Não se trata de um roteiro pronto. Não precisamos ficar tristes para entrar em depressão. Não precisamos criar a oportunidade para sermos assediadas. Não precisamos de uma desculpa para tirar a própria vida. Pelo contrário: um suicida não fica triste com a ideia de se matar. Ele enxerga a morte como uma solução. Para ele, não é algo ruim, de certa forma. É só uma maneira de silenciar a mente, ficar em paz, dizer adeus à toda sujeira do mundo.
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