terça-feira, 28 de março de 2017

Oficina "A Música do Filme" com Tony Berchmans

O Centro Unificado de Artes de Várzea Paulista está com um projeto muito legal de exibição de filmes e oficinas do Museu de Imagem e Som de São Paulo. No início do mês, dia 10, pude prestigiar uma oficina de música de cinema com o músico e cinéfilo Tony Berchmans. A oficina foi muito produtiva, mas acabou se estendendo além de horário e precisei sair antes do término, de qualquer forma, consegui aproveitar bastante do conteúdo. Aliás, fui entrevistada para a matéria no site institucional da cidade, disponível aqui. :)


Sobre Tony Bechmans

Iniciou na música ainda criança, mas sua formação foi em engenharia, depois se especializou em comunicação pela ESPM e trabalhou um período com produções publicitárias antes de se dedicar à sua maior paixão: a trilha sonora de filmes. Atualmente, é professor da pós-graduação em Trilha Sonora para Cinema e TV da Universidade Anhembi Morumbi e oficineiro no Museu de Imagem e Som de São Paulo, além de desenvolver o projeto CINEPIANO com apresentações regulares em instituições e festivais.

Sobre a Oficina




Originada do livro de sua autoria, que leva o mesmo título, a oficina "A Música do Filme" tem como intenção apresentar um panorama do universo da composição e produção de trilhas sonoras musicais, com intensa ilustração audiovisual.

O curso abordou um pouco da história do cinema sob o olhar das produções fonográficas, em seguida foi apresentado diversos termos técnicos dos elementos que compõem uma trilha sonora e, por fim, uma sequência de vídeos com recortes de grandes filmes, como explicarei com mais detalhes adiante.

O cinema nasceu mais como uma invenção tecnológica do que uma expressão artística. A trilha sonora só entrou para o cinema 30 anos mais tarde. É comum nos referirmos à trilha como o conjunto de músicas presente num filme, todavia, a trilha engloba toda composição sonora de um vídeo. Tais elementos se dividem em:
  • Background;
  • Sound effects (editoriais/especiais);
  • Foley (som resultante da ação dos personagens);
  • Locução.
Dentre outros. O importante é compreender que a trilha de um vídeo deve apresentar um sincronismo com a intenção narrativa do mesmo. Para conseguir tal qualidade de som, é comum fazer uso de recursos de captação e edição. Cabe ressaltar é editar é um processo diferente de mixar.

A música de filme é funcional, podendo conter uma canção ou ser apenas instrumental, variar entre sons agudos e graves, composições melódicas ascendentes ou descentes, dentre inúmeras outras características.

Um termo que aprendi e gostei bastante é o de "música programática", dividida em latemotif's que, por sua vez, são criados para atribuir uma identidade sonora aos variados elementos presentes num filme. Um grande exemplo são os motivos criados para desenhos animados.

Sobre minha participação

Apesar do release dizer que é direcionada a profissionais da área, cinéfilos, estudantes e amantes do cinema, acredito que o curso foi mais direcionado para os músicos no geral. Como músico, Tony sentiu a necessidade de explicar o conteúdo sonoro antes de cada vídeo, apesar de tornar o curso dinâmico, me senti como se estivesse tomando um spoiler das músicas a todo momento. O curso foi interessante para mim até o momento em que os alunos começaram a divagar entre comentários desnecessários, dando a oportunidade de criticar a indústria cinematográfica contemporânea e difamar os profissionais de jornalismo.

Como graduanda em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo e dançarina, desenvolvo um projeto audiovisual de videodança que engloba técnicas de edição de imagem e música, além de todo o trabalho de roteiro, produção e filmagem. Também tenho estudos complementares em roteiro para filmes e dramaturgia, além de ser escritora e romancista. Acredito que o conteúdo do curso foi bastante proveitoso para mim, tanto na forma de narrar quanto no processo de edição de trilha, tenho certeza que farei uso dos artifícios apresentados em meus trabalhos futuros.

sábado, 11 de março de 2017

Oficina de Redes Sociais +50

Depois de quase 5 meses, ministrei mais uma oficina de redes sociais no espaço Recode da Biblioteca Pública Municipal Prof. Nelson Foot, em Jundiaí/SP, mas, desta vez, o público era para quem tivesse mais de 50 anos. Além da experiência gratificante de trabalhar com esta faixa etária, meu marido, que é servidor público no espaço, esteve presente durante toda a oficina, auxiliando na orientação dos participantes. Foi a primeira vez que efetivamente trabalhamos juntos, e só posso dizer que foi muito especial para mim.


Com duração de 3 horas, criamos um e-mail no Gmail para todos os participantes e abordamos configurações de privacidade e segurança no Facebook e Whatsapp, além de ensinar algumas dicas para criação de senhas fortes e navegação privativa. A grande novidade foi, sem dúvida, o Whatsapp Web, que deixaram a mulherada maravilhada. Detalhe: de 10 inscritos + 4 na fila de espera, 80% eram mulheres. Houve apenas um homem presente no curso, que estava acompanhando a esposa, e se contentou com a criação de e-mail e Facebook. No geral, o pessoal adorou e já pediu continuação!




Confesso que estava com um pouco de receio, sem saber que tipo de público iria lidar, mas me surpreendi com a recepção, paciência e carisma das participantes. Todas muito ativas, curiosas e espontâneas. Algumas utilizam as redes sociais por hobbie, mas também contamos com profissionais ativas no mercado de trabalho que faz uso das ferramentas. Acredito, inclusive, que ferramentas de produtividade pode ser um bom tema para oficinas futuras.

No momento, estou realizando estas oficinas voluntariamente, até porque preciso exercitar minha capacidade de instrução para aplicar em cursos privados. Mas já estamos discutindo a possibilidade de tornar essas oficinas contínuas e remuneradas. Espero que dê certo, as faria com o maior prazer!

Apresentação de Proposta de TCC


Na última quinta-feira eu fui à faculdade apenas para realizar a apresentação da minha proposta de TCC na Faculdade Campo Limpo Paulista. Minha orientadora metodológica não estaria disponível no dia, então minha apresentação foi feita para meu orientador específico e a coordenadora do curso. Pensa numa pessoa ansiosa! Passei o dia todo me preparando, revisando o material e ensaiando uma apresentação de, em média, 15 minutos - mas na hora, se falei 5 foi muito. Para ajudar, cheguei com dez minutos de antecedência, e os professores só chegaram vinte minutos mais tarde. A minha sorte é ambos foram muito compreensíveis, acredito que por ter presenciado inúmeros graduandos nesta mesma situação.

Já falei do meu orientador específico aqui, o prof. Paulo Genestreti, um dos únicos professores que me acompanhou durante toda a minha trajetória acadêmica. Ele já chegou dizendo que detesta aquele clima de "inquisição" e que, portanto, para quebrar esse clima, sentaria ao meu lado. Ao final da minha apresentação, ele pediu licença à coordenadora para "antecipar minha defesa" e então me deixou com lágrimas nos olhos ao relembrar alguns episódios e infortúnios que ocorreram no semestre passado e como me saí bem e não desisti do curso, e finalizou dizendo que não negou meu pedido de orientação principalmente por saber que eu não lhe daria trabalho.

Tenho certeza que com a minha orientadora metodológica teria sido muito mais difícil. Já estava um tanto nervosa com a ideia de apresentar minha proposta para a coordenadora do curso, mas as coisas ocorreram bem diferentes do que eu temia. Minha proposta foi a de construir um website jornalístico sobre dança tribal, e ela adorou a ideia. Disse que era um projeto diferente do que já havia passado pela faculdade e que seria um trabalho muito interessante. Fiquei orgulhosa e emocionada! Principalmente porque, sinceramente, reescrevi minha proposta inúmeras vezes até encontrar o formato ideal.

A princípio, eu desenvolveria um livro-reportagem. Era o que eu tinha em mente logo que entrei na faculdade. Todavia, 4 anos de estudo é muito tempo, tempo suficiente para mudarmos nossa forma de ver o mundo e reorganizarmos nossas prioridades. O curso de Comunicação me capacitou para produzir mais em dança, o que antes era apenas um hobbie para mim. Trabalhar com mídias digitais tem sido um grande prazer para mim. Quando minha orientadora me disse que meu projeto era muito visual e propôs que eu fizesse um livro-reportagem-fotográfico, fiquei um tanto com o pé atrás, e vim tentando assimilar esta ideia durante todo este tempo. E, faltando uma semana para apresentar a proposta, resolvi mudar o formato, e foi a melhor coisa que fiz.

A plataforma de web me dará uma liberdade maior para trabalhar o conteúdo em diferentes formatos, possibilitando a inclusão tanto de redação e fotografia quanto de vídeos e podcasts. Estou ansiosa para colocar tudo isso em prática! Mas, tratando-se de um projeto experimental acadêmico, as referências bibliográficas são fundamentais e, como boa jornalista, preciso de boas fontes. Agora, é correr atrás de tudo isso para apresentar os resultados no comecinho de junho!
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