sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Desventuras em Série


Sou uma dessas pessoas que conheceram Desventuras em Série através do filme produzido em 2004 com Jim Carrey como protagonista e depois se apaixonou pela saga literária. Ainda não compreendo porque o longa não foi bem recebido pelo público, gosto muito do ator e adorei a forma como adaptaram os três primeiros livros da série - o elenco, os figurinos, a sonoplastia, os cenários, enfim - apesar de não seguirem a literatura à risca (mas qual adaptação o faz?). Fiquei realmente triste por não ter tido a merecida continuação.


Quando soube que a Netflix produziria a série, fiquei ao mesmo tempo emocionada e com um pé atrás. Cada mídia traz o seu encanto, todavia é inevitável não compararmos uma com a outra. Quem assistiu o filme tem uma visão diferente de quem leu os livros e certamente de quem preferiu esquivar-se de referências para assistir à série sem julgamentos. Como amante dos livros, posso afirmar que o teaser produzido por fãs em 2015 imprimiu com exatidão a nossa expectativa.


Assim que começaram a sair imagens das gravações, os burburinhos começaram entre os internautas, principalmente quanto à escolha dos figurinos, com cores vivas. Apesar dos trailers "alegres" e tudo mais, mantive minha esperança de que a série me surpreenderia com uma boa dose de humor negro, uma dramédia, uma áurea um pouco mais sombria. Diria que o roteiro foi bem dosado para criar uma série leve e cômica, num sentido irônico, "para toda a família", como aponta a crítica no site Jovem Nerd (aqui).



Todavia, concordo com a crítica da Veja (aqui) quando diz que os episódios se arrastam num "ritmo cansativo", impossibilitando a realização de uma maratona, como eu pretendia, e completa que "as diversas interrupções do narrador quebram o clima" tornando tudo mais didático que o necessário. Enquanto o filme produzido em 2004 foi criticado por condensar três volumes literários, a série dedicou dois episódios para cada obra, resultando em 8 episódios sobre as 4 primeiras obras de Daniel Handler, o que certamente foi uma boa escolha, mas mais uma vez concordo com a Veja ao dizer que "um formato mais livre" poderia tornar a trama mais fluída e ágil, sem perder a essência.


Sobre o elenco, minhas atuações favoritas foram a de Neil Patrick (Conde Olaf), da Joan Cusack (Juíza Strauss) e das senhoras gêmeas da companhia teatral. A família do  K. Todd (sr. Poe) também foi bem representada. Ainda não sei o que pensar sobre o Patrick Warburton (Lemony Snicket), o personagem não se revela muito nos livros, mas acho que vou acabar me afeiçoando ao ator. (Não tenho o que declarar sobre os demais atores, hahaha). E, apesar de amar os atores que representaram as crianças no filme, a realidade é que as crianças da série, representadas por Louis Hynes, Malina Weissman (fofa!) e Presley Smith, foram literalmente extraídas do livro - a Sunny continua sendo minha bebê favorita de todos os tempos! Queria que ela tivesse mais falas! rs


Os pontos altos e baixos da série dividem opiniões, mas aqui está uma listinha de 5 coisas que eu particularmente não gostei:


5 coisas que não gostei na série:

  1. A presença de musicais! Mas isto é de mim, não sou muito fã mesmo :P
  2. A intromissão constante do narrador, explicando cenas sem necessidade;
  3. Os efeitos especiais mal-feitos (propositalmente). Todavia, é compreensível que queiram acostumar nossos olhos para o que virá a seguir...
  4. Senti falta de mais maquinários para dar vida à cultura Steampunk (humm, apesar de que, na verdade, esta é uma forte característica do filme e não propriamente dos livros...);
  5. A inclusão de personagens que não existem nos livros (ok, aqui estou sendo a nerd chata).
Agora, uma coisa que realmente amei foi terem incluído as dedicatórias à Beatrice! E finalizo dizendo que estou ansiosa para a próxima temporada *-*

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