terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Palestra: Estou Formado! E agora?

No último sábado eu assisti o que acredito que foi a última palestra que verei neste ano, "Estou Formado! E agora?" com o professor, psicólogo e coaching de carreiras Sidinei Rolim através do projeto Psicologia no Cotidiano desenvolvido em parceria com a Biblioteca Pública Municipal Nelson Foot. A palestra veio a calhar, apesar de ser direcionada a um público mais juvenil (sim, sou jovem, mas não me identifico com a minha faixa etária).

Estou às voltas com meu trabalho de conclusão de curso. Um tanto infeliz, confesso. Tinha uma ideia romantizada de quando enfim chegasse este momento da realização do meu projeto experimental, não imaginava o quão problemática o mesmo seria, em todos os sentidos. Lidar com a frustração de outros estudantes que estão concluindo o curso não ajuda muito. Assistir a palestra me conscientizou de que em qualquer profissão, na teoria tudo é lindo, mas na prática é um inferno. Mesmo que você escolha o que goste para estudar e consiga a almejada realização profissional - ou ao menos desenvolva o projeto dos seus sonhos, sempre haverá o lado ruim e maçante da coisa. O palestrante definiu esta parte como a parte "burocrática", mas tenho que discordar. Sempre gostei de rotina administrativa e adoro lidar com planilhas, redigir documentos, entre outras técnicas de organização e controle de dados, não acho isso maçante.



Em algum momento da palestra foi perguntado ao público quais eram os principais dilemas na transição da vida acadêmica para a profissional. Preconceito, insegurança, concorrência, adaptação foram alguns dos termos citados. Apesar de não ter dito o meu em voz alta (pois uma senhora resolveu roubar toda a atenção para ela), meu dilema foi abordado no slide seguinte: a escolha do nicho/área de atuação. A senhora reclamou que os jovens tinham mais oportunidades no mercado de trabalho, mas eu discordo, a falta de experiência prática também te prejudica. Então, independente do que você estuda ou dos seus trabalhos anteriores, a receita é experimentar o que você puder. Fazer estágio, desenvolver projetos experimentais, participar e usufruir da vida acadêmica (eu fiz tudo isso, acredite, sem visar benefícios como créditos estudantis).
Principais dilemas na transição da vida acadêmica para a profissional
  1. Preconceito
  2. Insegurança
  3. Concorrência
  4. Adaptação
  5. Área de atuação
Como o palestrante frisou, o maior erro dos estudantes é esperar terminar a faculdade para se movimentar, quando o ideal é começar a pensar e planejar desde antes, e direcionar seus contatos e seus projetos em favor dos seus objetivos. Ele falou bastante sobre marketing pessoal: como se divulgar profissionalmente. Falou sobre ampliar as suas possibilidades de atuação, sobre empreendedorismo. Dar sequência aos estudos com uma especialização, MBA, mestrado ou doutorado é bom desde que você não se apegue a isso para evitar o mercado de trabalho. E, deixando os registros em carteira e os certificados de lado, a sua experiência de vida conta muito, suas vivências influenciam diretamente na forma como você vai lidar com o seu ofício.

Outro erro de quem busca o sucesso profissional é medir o trabalho ideal pelo rendimento financeiro. Você não tem que buscar o que dá mais dinheiro. Eu simplesmente detesto esta visão que as pessoas desenvolveram sobre o trabalho: de que é maçante, opressor, intolerante. Isso é o que você escolheu para você, não quero isso para mim, muito obrigada. E porque ninguém considera a ideia de ser autônomo, abrir seu próprio negócio ou investir em algo que lhe dê retorno futuramente? Só te preparam para ser empregado, para obedecer, concordar e aceitar, se contentar em receber por horas de trabalho. Para muitos, a economia criativa é uma piada. Sistema de trocas é coisa de gente antiquada. E tratamentos alternativos não funcionam: se você tem um problema, ou vai ao médico, ou vai à igreja. Ninguém considera encontrar a raiz do problema.

Não basta querer trabalhar, não é assim que funciona. O currículo moderno está além de experiências em carteira e formação acadêmica. E também não basta deixá-lo em agências e esperar que encontram o trabalho ideal para você. Não desperdice seu dinheiro com especialização se você não sabe o que quer. E não adianta achar que TODO esse esforço vai funcionar se você não estiver bem consigo mesmo e com as demais áreas da sua vida.

Piramide de Maslow para refletir ;)

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