sábado, 15 de outubro de 2016

Sorvete, Netflix e Mais Alguma coisa

Assim se resume a minha primeira semana de "folga" (entre aspas sim, porque trabalho é o que não me falta). Fiquei esperando a depressão vir, juro, estava pronta para recebê-la, mas, estranhamente, eu estava bem. Ok, sofri um pouquinho com ansiedade, mas nada que um chocotone trufado com sorvete de creme não resolvesse. Além das séries que estão em alta e dos lançamentos da Netflix, tem três filmes em especial que adorei assistir, por se enquadrarem naquele estilo de romance com o qual me identifico (podem me chamar de brega, não ligo :P). São eles:


Requisitos Para Ser uma Pessoa Normal (2015)

Maria tem 30 anos, é uma pessoa peculiar e tem um objetivo: se tornar uma pessoa normal. Mas antes de tudo ela deve descobrir o que é exatamente isso. Que tipo de pessoa que ela é? Ela é uma pessoa normal? O que exatamente isso significa? Essa questão é mais profunda em sua mente. Depois que ela lista todos os requisitos, ela se propõe alcançá-los.
Ah, esse filme é tão fofinho, e apesar de toda a estética vintage, bate de frente com o que falei no post anterior: o que você precisar ser/ter/fazer para se encaixar na sociedade de acordo com o pensamento popular. Eis a listinha da Maria:

(imagem via)
Ao final, ela chega à conclusão de que não precisamos nos encaixar na sociedade para ser felizes, pois o caminho para a auto-realização tem a ver com as suas próprias metas e desejos. Então, ela cria uma nova listinha.


Curiosidade: o filme foi escrito, dirigido e protagonizado por Leticia Dolera.

D.U.F.F.: Você Conhece, Tem ou É (2015)

Bianca é uma garota feliz do colégio, que só tira boas notas e pode contar sempre com suas duas melhores amigas, Casey e Jessica. Até descobrir que na escola ela é considerada a D.U.F.F. das suas amigas, o mundo colorido de Bianca vira de cabeça para baixo.
Sabe aqueles filmes teen de sessão da tarde baseado no estilo de vida americano com uma fórmula pronta? Eu diria que este filme se enquadra nesta categoria. Todavia, gostei bastante da caracterização dos personagens. A protagonista, Bianca, não é muito ligada em moda, é baixinha e um pouco acima do peso, tem uma mãe moderninha e é apaixonada por um músico babaca. Seu amigo de infância é um bolsista inseguro, lidando com a separação dos pais, tentando ir para a faculdade, que namora uma garota pouco madura e egocêntrica. As melhores amigas da Bianca são um amores: as duas são lindas de acordo com o padrão de beleza predominante, mas uma delas é ligada em moda e vida sustentável enquanto a outra gosta de tecnologia e entende bastante de informática - ou seja, elas não simplesmente bonitas e fúteis. Os professores também são muito caricatos. Resumidamente, o filme me lembrou um livro que eu li em 2014, Adorkable. Acho que a Bianca atende os requisitos para ser uma dork!


Questão de Tempo (2013)


Ao completar 21 anos, Tim (Domhnall Gleeson) é surpreendido com a notícia dada por seu pai (Bill Nighy) de que pertence a uma linhagem de viajantes no tempo. Ou seja, todos os homens da família conseguem viajar para o passado, bastando apenas ir para um local escuro e pensar na época e no local para onde deseja ir. Cético a princípio, Tim logo se empolga com o dom ao ver que seu pai não está mentindo. Sua primeira decisão é usar esta capacidade para conseguir uma namorada, mas logo ele percebe que viajar no tempo e alterar o que já aconteceu pode provocar consequências inesperadas.
No começo achei que este filme seria mais um daqueles clichês sobre viagens no tempo, mas apesar da trama descomplicada, fiquei apaixonada pelo contexto. Um pouco por causa da atriz, Rachel McAdams, adoro filmes com ela. Também adorei a personagem interpretada por Clemmie, irmã do protagonista. E o melhor, sem dúvida, são as referências, como o pôster da Amelie Poulain que aparece logo no começo do filme, ou a trilha sonora, incluindo Amy Winehouse. Para quem gosta de um bom romance, recomendo. <3


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