segunda-feira, 13 de junho de 2016

A Pauta

Entre minhas últimas atividades acadêmicas antes de encerrar o semestre meio que por conta própria, prestigiei uma palestra com o fotógrafo e jornalista Nílton Pavin, a convite do professor de Fotojornalismo, Paulo Genestretti.

A palestra foi muito além da técnica ensinada nas aulas de Redação Jornalística. Pavin falou sobre a pauta do ponto de vista conceitual. Uma verdadeira imersão cultural de onde pudemos tirar muito aprendizado!

“Pauta é você descobrir algo que ninguém sabe, é pensar em algo que ninguém pensou.”
A pauta pode surgir de qualquer lugar, inclusive de um release. A pauta pode ser alterada durante o percurso. E também pode ser roubada. Por isso, a pauta nunca deve ser divulgada. As fontes nunca devem ser reveladas.

"Um bom jornalista tem que ter boas fontes”
Ele também falou sobre a necessidade de averiguação, algo tão primordial, mas que está ficando em segundo plano no jornalismo digital, e não deveria. É preciso ter certeza do que está fazendo, não simplesmente ouvir e divulgar por aí. E sempre deve conferir em mais de um veículo, nunca acreditar numa fonte. Daí a necessidade de estar plugado em todos os meios: jornal, revista, internet, televisão e rádio, principalmente.

“Sempre venda o seu trabalho, jamais a sua consistência.”
Pavin afirmou que quem mantém os veículos de comunicação hoje são as assessorias de imprensa. E comprovou o que disse com grandes exemplos. Os exemplos foram citados para nos passar uma lição enquanto ainda temos a ideia romantizada do jornalismo.

Imagem via Folha da Região

Sob o olhar solitário de um fotógrafo

Para finalizar, fomos brindados com uma grande exibição dos registros de sua viagem para Butão, com passagens pelo Tibete, Nepal, Chile e Índia, intituladas, respectivamente, como “O Reino do Dragão”, “No Topo do Mundo”, “A Montanha Sagrada”, “O Umbigo do Mundo” e “A Terra do Conflito Eterno”, além dos causos contados sobre a experiência.

Pavin foi o primeiro jornalista brasileiro a registrar imagens do cotidiano religioso de Butão. Suas fotografias estiveram em cartaz em todo o Brasil sob o título “Paraísos Proibidos do Himalaia” e a experiência resultou também em dois livros, “Imagens Proibidas: uma viagem aos mistérios do Tibete e do Butão” e “Imagens da Paz: uma viagem ao místico sudeste asiático”.

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