sábado, 20 de fevereiro de 2016

Mudança sem Stress

Nasci em Jundiaí/SP, mas então meus pais se separaram quando eu tinha cerca de 4 anos e me mudei para Minas Gerais para morar com meu pai. Aos 9 anos, voltei para São Paulo com a minha mãe e então demos início a uma longa fase de mudanças, pois pagávamos aluguel até três anos atrás, quando investimos em outra casa própria (a qual estamos tentando vender agora).

Minha experiência com mudanças e casas de alugueis fez com que eu não tivesse dores de cabeça na hora de sair de casa e ir para o meu próprio apartamento. Como há tempo eu alimentava o desejo de morar sozinha, acabei juntando uma grande quantidade de parafernália doméstica ao longo desses anos. Fora que passei os últimos meses praticamente morando dentro de uma suíte, então eu tinha mais do que um quarto neste cômodo: tinha um escritório, uma biblioteca, um ateliê, entre outras coisas.

Enfim, com base na minha experiência pessoal, reuni cinco dicas essenciais para que quem pretende passar por esta fase de mudança não sofra por despreparo:

1. Vistoria

Antes de assinar o contato, confira se está tudo OK na casa, principalmente na parte elétrica e hidráulica. Teste as torneiras, as descargas, os bocais, as tomadas, se as portas e janelas estão abrindo e fechando bem, o escoamento da água, se os ralos não estão entupindo e tudo o mais que você puder observar. Com a chave na mão e o contrato assinado, faça um registro de cada ambiente do imóvel, fotografando e tomando notas, isso pode ser importante na hora de deixar o apartamento.

2. Limpeza

Tire um dia apenas para ir para seu futuro lar esfregar o chão, as pias, o vaso sanitário e as janelas. Se preciso, contrate uma diarista para fazer o serviço. Vai ser muito melhor eliminar toda a poeira da casa enquanto ela ainda estiver vazia do que depois da mudança.

3. Encaixotando

Você pode contratar um serviço de mudança, mas se quiser economizar, faça como eu: seja humilde e vá até o supermercado mais próximo pedir as caixas que estão sobrando no depósito.

Depois, separe as caixas por categoria (pode ser o tipo de item que vai dentro ou o cômodo pra onde ela deve ir, por exemplo “livros e revistas” ou “escritório”) e identifique-as com uma etiqueta ou escrevendo nelas com canetão.



ITENS QUEBRÁVEIS: Lembre-se de destacar as caixas que contém vidro ou outros itens quebráveis. O ideal é colocar isopor, espuma, plástico bolha ou jornal para proteger esses itens.

LIQUÍDOS: Coisas que podem derramar – como cosméticos e coisas de banheiro ou de geladeira – eu costumo colocar dentro de uma sacola plástica e amarrar antes de por na caixa. Se preciso, também forro com uma toalha e jornais.

4. Contratação de Serviços

Não deixe para resolver as coisas de última hora. A partir do momento em que o contrato é assinado, você já pode ir agilizando tudo. Contrate o transporte para mudança com antecedência, de preferência no primeiro horário da manhã. Agende a instalação de internet, telefone, televisão e os demais serviços que for precisar. Veja qual o pessoal que será necessário entrar em contato, como um pedreiro, eletricista, mecânico, montador de móveis; e faça isso previamente. Se for comprar móveis e eletrodomésticos, lembre-se que existe um prazo de até 15 dias para entrega e mais 15 dias para a montagem (importante: não viole a embalagem antes do montador, pois se vier com algum defeito ou com peças faltando, não poderá recorrer).

5. Descarregando a mudança

Não vai simplesmente jogando as coisas para que a mudança acabe rápido e pronto. O ideal é ter mais ou menos uma ideia de onde cada móvel, eletrodoméstico e caixas ficarão para que possa orientar os ajudantes a colocar as coisas nos lugares aproximados. Acredite, mover a geladeira do quarto para a cozinha depois de empilhar várias caixas na frente dela não será nada fácil.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Um cantinho pra chamar de meu

Comprar ou Alugar?


Para um jovem de classe média comprar uma casa em São Paulo é praticamente impossível, já que as condições que o Brasil oferece não são nada favoráveis, mesmo contando com empréstimo consignado, financiamento pela Caixa, entre outros. Para começar, o ideal é ter pelo menos 30% do valor total do imóvel como entrada na compra do mesmo.

É por essas e outras razões que eu e meu namorado optamos pelo aluguel. Pode parecer que estamos jogando dinheiro fora, como muitas pessoas pensam, mas vejo como um primeiro passo para aprendermos a conviver um com o outro e administrarmos uma casa antes de abrir uma poupança conjunta para darmos entrada no nosso próprio imóvel futuramente, quando estivermos preparados para aumentar a família.

Os gastos que se tem com uma casa é bem diferente com os gastos que se tem com um apartamento, e não há como decidir qual o melhor, isso varia de pessoa para pessoa, cabe à você decidir em qual se adapta melhor para viver.







Casa ou Apartamento?


Durante um período, procuramos uma boa casa que não fosse nos fundos, nem sobrado, que tivesse um quarto e uma vaga de garagem. Foi quase impossível encontrar uma assim, mas não posso dizer que não encontramos. Encontramos, mais de uma vez, e deixamos passar a oportunidade.

Por fim, optamos por alugar um apartamento. Existe uma grande variedade de tipos além dos convencionais (prédios em grandes centros, com elevador, sacada, condomínio com tudo que se tem direito!). Uma coisa que notei em minha busca é que nem sempre os gastos com condomínio valem a pena (principalmente quando não se tem muito do que usufruir).

Fiquei apaixonada por um cuja localização era perfeita, com posto de gasolina, terminal de ônibus, supermercado e uma variedade de lojas próximas. Mas as condições do imóvel e do condomínio deixaram a desejar, ambos estavam precisando de reforma e manutenção. Também encontramos o apartamento dos sonhos, cujo valor não coube no bolso (que pena!).

Mas então veio a oportunidade de morar em apartamento em blocos. Prédios de no máximo 4 andares, sem elevador. De início, fiquei abismada, pensando naqueles conjuntos residenciais horrorosos. Mas o que achamos é uma gracinha, para começar tem apenas dois blocos, de três andares, com dois apartamentos em cada andar, o que significa que não temos vizinhos conjugados (ufa!). Além disso, temos uma pequena área externa que dará um lindo jardim. Outro fator importante é que o prédio é novo, então não teremos dores de cabeça com a parte elétrica e hidráulica do imóvel (isso é importante!).

Só a vaga para carro que deixou um pouco a desejar. O estacionamento é pequeno e funciona como um estacionamento público: não há vagas marcadas. O lado bom é que não temos custos com garagem, então quando eu comprar meu carro isso não será um problema. O lado ruim é que a vaga é de quem chegar primeiro! (Já pensou eu e meu namorado competindo uma vaga?).

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Casando as 20

Em tempos modernos, casamento ficou em segundo plano, adormecido no sonho das garotas (e garotos). Isto porque quem mora na cidade (especificamente em São Paulo) acaba dando prioridade aos estudos ou aos bens materiais, como a compra do primeiro carro ou o financiamento do primeiro apartamento.

E comigo não é diferente. Apesar de muitas das minhas amigas estarem casadas (e algumas delas até já são mães!), quando eu e meu namorado falamos de morar juntos pela primeira vez, deixei claro que queria terminar a faculdade primeiro e comprar meu carro. Todavia, acontece que eu posso fazer essas coisas mesmo estando levando uma vida a dois.

A diferença de idade nos privilegiou: ele já terminou sua faculdade e suas especializações e quitou seu carro, por isso as despesas com o imóvel ficarão por sua conta. E é aí que entra a motivação pro casamento de papel passado: para que cada um retenha seus direitos legais, evitando assim futuras dores de cabeça, caso venhamos a nos separar.

Pode parecer horrível falar de casamento pensando no divórcio, mas nos dias de hoje precaução nunca é demais. Antes eu nem cogitava me casar, para começo de conversa. O que me fez mudar de ideia – e de visão – sobre o assunto foi a leitura do livro “Meninas normais casam... Meninas iradas investem na relação” de Mara Luquet e Andrea Assef, jornalistas especializadas em finanças pessoais.



"Meninas normais casam... Meninas iradas investem na relação" - Mara Luquet e Andrea Assef
Sendo assim, o casamento civil é apenas uma formalidade. Já a cerimônia religiosa é um luxo que não cabe no nosso orçamento no momento (quem sabe futuramente!), então não esperem que eu fale muito sobre isso. (Se você alimenta o sonho de uma tradicional festa de casamento, saiba que isso exige planejamento e custos que podem comprometer o orçamento do casal, e ninguém merece entrar numa dívida conjunta logo ao se casar).

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

#MetadeLeitura | Wishlist 2016


Morando Sozinha


Ano: 2015 / Páginas: 160
Editora: Belas-Letras


Morar sozinha pode ser incrível. Mas para ter uma vida independente é preciso se planejar também. Em Morando Sozinha, a blogueira Fran Guarnieri ensina o passo a passo para ser feliz e não depender mais de ninguém, contando suas histórias engraçadas e inusitadas desde que decidiu sair de casa, aos dezoito anos. Saiba aqui como desde escolher o melhor lugar para morar até a como resolver problemas do cotidiano. Trocar o botijão de gás a cada século ou ir à padaria para comprar só um pãozinho pode ser divertido e inesquecível!


Os e-mails de Holly

Holly Denham
Ano: 2011 / Páginas: 770
Editora: Record


Em seu primeiro dia como recepcionista em um banco de investimentos londrino, Holly Denham não dá conta de suas inúmeras tarefas, se depara com colegas de trabalho nada amigáveis e, para completar, encontra uma metida ex-amiga dos tempos de escola que se transformou em uma profissional bem-sucedida. Além de um início de carreira não muito promissor, ela ainda tem que lidar com uma confusa vida amorosa, amigos loucos e familiares que vivem querendo lhe dar conselhos. Para aliviar a tensão de uma rotina tão exigente ela recorre a sua Caixa de e-mail, uma fonte inesgotável de dramas e situações pra lá de engraçadas.

Samantha Sweet, Executiva do Lar

Sophie Kinsella
Ano: 2007 / Páginas: 514
Editora: Record

Samantha Sweet é uma advogada poderosa em Londres. Trabalha dia e noite, não tem vida social e só se preocupa em ser aceita como a nova sócia do escritório. Ela está acostumada a trabalhar sob pressão, sentindo a adrenalina correr pelas veias. Até que um dia... comete uma grande mancada. Um erro tão gigantesco que pode destruir sua carreira. Samantha desmorona, foge do escritório, entra no primeiro trem que vê e vai parar no meio do nada. Ao pedir informação em uma linda mansão, é confundida com uma candidata a doméstica e lhe oferecem o emprego. Os patrões não fazem idéia de que contrataram uma advogada formada em Cambridge, com QI de 158, e que não tem a menor noção de como ligar um forno! O caos se instala quando Samantha luta com a máquina de lavar... a tábua de passar roupa... e tenta fazer cordon bleu para o jantar... Mas talvez não seja tão incapaz como doméstica quanto imagina. Talvez, com alguma ajuda, ela possa até fingir. Será que seus patrões descobrirão que sua empregada é de fato uma advogada de alto nível? Será que a antiga vida de Samantha irá alcançá-la? E, mesmo se isso acontecer, será que ela vai querer de volta? A história de uma mulher que precisa diminuir o ritmo. Encontrar-se. Apaixonar-se. E descobrir para que serve um ferro de passar...


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