sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Jornalista por uma Semana

Dia 3, segunda-feira, foi meu aniversário. Mas não fiz um daqueles posts padrões com listinha de desejos. Passei o dia todo deprimida na comodidade do meu lar. Completei 21 anos, estou no quinto semestre da faculdade, aprendendo a dirigir e com meio caminho andado no meu curso intensivo de inglês. Mas estou sem renda fixa, morando com a minha mãe, ainda, contando com o auxílio dos meus pais para suprir os gastos com os estudos. Sei lá, esperava mais que isso.

Mas na quarta-feira, dia 5, fui chamada para uma entrevista num jornal pequeno da minha cidade. Apesar de ter sido dispensada de um processo seletivo na semana anterior para uma vaga em comunicação institucional numa multinacional, estava feliz com a oportunidade de trabalhar na minha área e dentro do meu município. Não fui a primeira opção deles, mas o que importa é que me chamaram para trabalhar, mesmo sabendo que eu tinha uma viagem agendada para o final de semana.

Sei que meus horários restritos são um empecilho para conciliar com um estágio de seis horas por dia e meu maior receio é prejudicar o meu rendimento no curso de inglês e na faculdade. Continuo sem internet em casa e isso é um agravante, considerando que seria muito útil para trabalhos de pesquisa, atividades onlines do curso de inglês e até com relação ao meu trabalho ligado à marketing de conteúdo, dança e literatura.

Praia do Flamengo | Foto por Maíra GringoRoots

Figurino "Dark Doll" para o solo "Morgate"
apresentado no Open.Stage do festival Gothla BR
A viagem para o Rio de Janeiro durante o final de semana me dispersou um pouco dessas complicações. Economizamos no hotel e acabamos indo parar num lugar meio sinistro, mas ainda assim valeu a pena. Estava com tanta saudade dos ares de lá que acabei não me importando. O motivo da viagem se deve a um festival de dança tribal e do ventre com enfoque em fusões dark e teatrais. Inscrevi-me para dançar no show de mostra e aproveitei para rabiscar uma resenha para o blog da Aerith Asgard, referência na área.

Quando retornei da viagem, a realidade me pegou de jeito. Achei que fosse dar conta de conciliar trabalho, faculdade, inglês e aulas de direção, mas não deu. Além disso, apesar de terem sido flexíveis com relação ao horário do expediente, ajustando de acordo com a minha disponibilidade, as condições de trabalho não eram muito favoráveis. Na quinta seguinte, dia 13, fui sincera e disse que não poderia levar o serviço adiante. Acho que foi o emprego mais rápido que já arrumei.

Enfim, infelizmente nem tudo é como gostaríamos. Esse não foi o único plano que não deu certo, mas assuntos ligados a minha vida familiar e amorosa eu prefiro não comentar aqui. Estou construindo uma page para este blog e um novo blog para publicar artigos sobre dança. Minha ideia era escrever para blogs e sites ligados a dança que já tenham alguma credibilidade no meio, mas, como disse, nem sempre podemos fazer as coisas do nosso jeito.

Desejem-me sorte!

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