quinta-feira, 12 de março de 2015

Atmosfera Surreal


Um dos principais ícones do movimento surrealista, René Magritte (1898- 1967) ficou conhecido por compor obras rigorosamente insólitas através de processos ilusionistas, sempre contrastando o realismo dos objetos com a atmosfera irreal dos conjuntos.

Com “Le Blanc Seing” (O Cavalo Branco) não foi diferente: a pintura é uma metáfora simbólica do subconsciente humano, representando a justaposição de objetos comuns numa cena comum, todavia questiona: o que é visível e o que não é? Se alguém cavalga por um bosque, a princípio vemo-lo, depois não, contudo sabemos que está lá.

De que forma isto pode se relacionar com o período em que vivemos atualmente? Um dos principais objetivos da arte – independente da expressão utilizada – é questionar a vida e o homem, independente também do período que ela foi composta. As obras de René nos fazem refletir, de um modo geral, sobre a capacidade humana de compreender, imaginar ou assumir a ignorância.

O que vemos é o que realmente o que está acontecendo? Que tanto nosso Brasil tenta omitir, sendo que sabes do que temos conhecimento? Talvez seja hora da sociedade se revoltar sim, iniciar uma revolução, mas sabemos com o que estamos lidando? E, principalmente, por o que estamos lutando?

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