sábado, 12 de dezembro de 2015

Ler, Reler e Escrever

As férias mal começaram e já coloquei um plano de leitura em prática. Todavia, ao invés de atacar títulos novos, resolvi dar início a releitura de alguns prediletos que agora habitam minha estante, de autoras como Sophie Kinsella, Meg Cabot e Marian Keyes. Também reli a saga Crepúsculo e passei os olhos pelo livro primeiro de Desventuras em Série, seguindo das leituras às adaptações cinematográficas.

Reler é gostoso, mas confesso que adotei esse hábito há pouco tempo. Você já está familiarizado com a história, os personagens, a autoria. Tentei puxar na memória o que acontecia em tal livro e, quando descobri que esqueci ou lembrava-me de poucos detalhes, pensei "por que não ler de novo?" e se apaixonar de novo... Às vezes não dá certo. Às vezes estou na metade do livro e relembro o que acontece no final. Ou o livro fica marcado por algum acontecimento trágico que dá pavor de lê-lo novamente.

Sei que é errado comparar um romance com um filme homônimo, mas é também quase inevitável. É horrível quando alguns trechos do livro são melhores representados no filme. Ok, são mídias diferentes, o que deu certo em uma pode não dar certo noutra plataforma e etc. Mas aconteceu, por exemplo, de eu ficar emocionada num momento da história por me lembrar de como o ator interpretou aquilo no filme.

De títulos novos, li Se eu Ficar, mas só por que havia visto o filme e fiquei encantada, imaginando como seria aquilo num romance. Mas, infelizmente, me desapontei um pouco, acho que estava com a expectativa muito alta. Talvez por a autora ser jornalista... faltou aquela pitada de subjetividade que faz o leitor perder a noção de espaço-tempo, sabe? O romance foi escrito como um roteiro, pautado em cenas contadas, descritivas, com data, hora e local marcados.

Também tentei ler Como ser Legal e, apesar da protagonista ser mulher e o autor da obra ser um homem (nada contra), o livro é um drama só (pelo menos no início). Sei que tem muitas leitoras que dizem que não largam o livro enquanto não termina de ler, mesmo que começou ruim, pois não podem se basear apenas numa parte para fazer uma avaliação justa e blá blá blá. Eu seria uma leitora crítica muito rígida, nesse sentido. Se um autor me enviasse um livro e logo de cara eu não gostasse dos primeiros capítulos, mandaria de volta e diria “refaz essa merda!”, como os orientadores de TCC fazem conosco.

Voltando aos títulos relidos, nesta semana eu me permiti ficar mais uma vez encantada com Um Best Seller para Chamar de Meu de Marian Keyes, minha autora favorita. Sempre me identifico com seus personagens e adoro seu jeito de narrar. Este livro, em especial, é dividido em partes por três protagonistas que se cruzam em algum momento da história. A primeira trabalha com organização de eventos e é aspirante a escritora; a segunda é uma agente literária e a que me deixa mais empolgada pelos causos de negociação editorial (e por seu caso amoroso com o seu chefe que é um homem casado); e a terceira é uma RP falida que acabou de publicar o primeiro livro (e está casada com o ex-namorado da ex-melhor amiga, a primeira protagonista).

Ler a saga destas mulheres me fez pensar em qual momento fiquei desanimada com uma carreira literária. Primeiro que, no Brasil, seguir uma carreira artística é quase impossível. Segundo por que parece que tudo se resume a dinheiro. A protagonista-escritora até que ilustra bem os jornalistas sarcásticos, como as editoras pecam em marketing e correção gramatical, o descontentamento em descobrir que as livrarias não vendem obras de autores estreantes, a desilusão dos prêmios literários, as primeiras resenhas negativas...

Não desisti de ser romancista, claro que não. Apenas estou me preparando para ser autora independente. Adoro trabalhar com comunicação, adoro a ideia de ver meu hobbie por dança ter virado um ofício e adoro mil vezes relacionar uma coisa com a outra. Mas não me esqueci dos meus personagens, dos meus originais, dos rascunhos encaixotados na minha estante. Estou apenas sendo paciente, esperando o momento certo. Posso não ser a autora de um almejado best seller, mas apenas ser autora já me basta. Enquanto isso, me contento escrevendo para blogs, produzindo conteúdo para mídias sociais, publicando artigos.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

O Ódio e A Diferença

É certo dizer que o texto jornalístico pode causar comoção se o autor for capaz de propiciar essa empatia entre personagem e leitor através da escrita narrativa. É natural do ser humano que, ao se deparar com a história de outra pessoa, tenha como reação imediata imaginar-se na mesma situação. Mas esta reação é a mesma indiferentemente do veículo em que a mensagem é transmitida, seja impressa ou digital? Segundo o artigo “O Poder da Emoção” (CJR, 2015), “o leitor entende o espaço bidimensional do impresso, já a internet é de uma ordem distinta”. Ou seja, tanto faz você se deparar com uma notícia que lhe choca num dado momento quanto no instante seguinte estar se entretendo com outra coisa totalmente diferente, colocando em segundo plano o que acabara de ler, sendo que no papel ficamos fixos àquele contexto por tempo suficiente para assimilarmos o fato, digerirmos o conteúdo, nos emocionarmos.

A tecnologia nos mantém ocupado o suficiente para nos isolarmos da convivência humana, talvez por isso nossa geração não saiba lidar bem com as próprias emoções. Diante dos casos recentes de vandalismo e marginalidade, o número crescente de assassinos a sangue frio, multidões querendo fazer justiça com as próprias mãos: isso é uma amostra de que as relações interpessoais precisam ser trabalhadas. O ódio é algo espontâneo e natural, um recurso do nosso corpo para alertar que algo está errado, parte integrante do nosso mecanismo de defesa, pela sobrevivência física e para preservar os valores que prezamos. O sentimentalismo mal resolvido pode resultar em grandes estragos físicos e emocionais, levado a calamidades.

Talvez todos tenhamos um pequeno monstro dentro de nós, esperando para ser alimentado, para crescer e se libertar. Começa com a raiva, um sentimento crescente decorrente de uma mágoa, um rancor guardado no peito que, evoluindo, exige uma reação imediata e por vezes desmedida, ganha forma, se personifica, e então escolhe um alvo, como um veneno fomentando a agressividade, a maldade e a vingança, despertando toda sorte de sentimentos ruins e desumanos. É nesse contexto que vivenciamos o século XXI.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Crise Econômica Brasileira Estagna os Negócios

Empreendedores suspendem investimentos e desemprego em massa assola o país

Recessão com desaceleração da produção econômica produz desemprego em massa e aumenta a inadimplência no mercado, empresários e trabalhadores em geral estão preocupados com os rumos que a economia nacional está tomando e optam por adiar os investimentos. Entenda o cenário atual da crise econômica no país:

Entenda o problema

 O governo vem trabalhando em uma estratégia operacional onde medidas emergenciais são adotadas para tratarem problemas que poderiam ser facilmente resolvidos se houvesse um planejamento macro. Fora a condição dependente do país na cena mundial: praticamente 50% das nossas exportações giram em torno de petróleo bruto, minério de ferro, soja, açúcar e café. Nos últimos anos, esse consumo internacional diminuiu sensivelmente: a China, particularmente, reduziu suas compras em quase 40%, segundo nota emitida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

“A culpa é do Governo!”

A submissão da política econômica à política partidária tem levado a uma desestruturação da máquina pública, prejudicando todos os setores da sociedade, a saber: educação, saúde, segurança e, obviamente, economia. Com escândalos se acumulando e a impunidade ganhando visibilidade, não restou credibilidade suficiente para que o governo pudesse contar com o apoio desses setores da economia nacional.

Perspectiva

Segundo análises, é certo dizer que a retomada da economia brasileira depende exclusivamente do Governo, sendo este o responsável em termos de fomento ao desenvolvimento do país, falhando no planejamento estratégico de longo prazo para a nossa economia, no investimento em infraestrutura e na política fiscal. O ajuste fiscal é de suma importância para a reversão do quadro atual, pois a contabilidade criativa das contas públicas está afetando principalmente as classes trabalhadoras, populares e médias com o aumento de taxas e impostos.

Matéria apresentada à disciplina de Economia ministrada pelo profº Vladimir Furtado no curso de graduação em Jornalismo da FACCAMP (Faculdade Campo Limpo Paulista)

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

O Impacto da Internet e Novas Tecnologias na Produção de Conteúdo: Palestra com Rafael Depieri

Rafael Depieri, natural de Jundiaí/SP, se formou em Rádio e TV pela Anhembi Morumbi, trabalhou como roteirista em emissoras como a SBT e a Band e estudou Cinematografia em Santa Fé (Novo México). Hoje, aos 28 anos, ele é proprietário da produtora de vídeos para TV e Web Oficina Mídia onde é feito vídeos corporativos, institucionais, promocionais, comerciais, entre outros. Em palestra realizada para os alunos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da FACCAMP (Faculdade Campo Limpo Paulista) na última quarta-feira (18) a convite do professor Paulo Genestretti, Depieri compartilhou suas experiências pessoais como profissional em comunicação, destacou as diferenças do trabalho no Brasil e nos EUA, falou sobre a modernização do mercado e exibiu uma série de vídeos, alguns produzidos por sua produtora e outros de youtubers que ganharam visibilidade na web.


Interatividade

Com as cartas, o telefone, o fax e o e-mail já era possível contar com o feedback nos sistemas de comunicação, principalmente entre um veículo e seu espectador. Todavia, a chegada das redes sociais e a acessibilidade às novas tecnologias facilitaram muito essa interatividade do produtor com o receptor de conteúdo.

Atualmente, tudo se encontra na internet. Qualquer informação que você precise, é só caçar por lá. As organizações perceberam que também precisam estar lá, acessível, mas nem sempre contam com mão de obra qualificada para desempenhar essa função. E a maneira como você se apresenta na web é que vai atribuir credibilidade a sua marca. As avaliações em uma página e os comentários funcionam como um termômetro desse crédito.

Para que usar um portal “reclame aqui” se o retorno pelo Facebook é muito mais ágil quando se está com algum problema? Todos temem ter o seu nome exposto negativamente na web e muitas organizações ainda não aprenderam como lidar com essas crises.


Democratização na Produção de Conteúdo

Três pontos contribuíram com a democratização na produção de conteúdo para web: a chegada da banda larga; a criação das mídias sociais e o surgimento das câmeras DSL, que inovaram a qualidade das fotos e filmagens amadoras. As pessoas civis ganharam voz e espaço para compartilhar o que quer que seja. E a cada momento novos personagens se tornam visíveis ao público massivo. Aqueles com mais capacidade técnica perceberam que era possível ter fins lucrativos com isso, e então vieram os bloguers, vloguers e podcasters da vida.

Num passado não muito distante, conteúdo de internet era considerado coisa de amador. Mas isso vem mudando de uns tempos para cá, as pessoas já estão se cansando do “lixo virtual”, e com isso vem surgindo a necessidade da profissionalização na internet. Hoje é muito fácil encontrar conteúdo na internet com mais qualidade do que o que vemos em outros veículos de comunicação.


Internet x Televisão

O Rafael citou dois tipos de programas de televisão: os programas “parasitas”, que dependem do conteúdo da internet para ter o que transmitir, como é o caso do quadro Zap Zap do programa Encrenca (RedeTV!), o que não é de todo ruim, exceto quando a programação se limita a isso e quando não é feito uma boa filtragem do material obtido nem consultado a veracidade das informações transmitidas; e os programas que se adaptaram à presença dos internautas. Nunca havia parado para pensar nisso, mas quando um programa acaba na TV, não significa que também acabou na web: as pessoas continuam acessando, curtindo e comentando por um período de tempo após o término do programa.

Profissionais Limitados

Aqui no Brasil estamos com um grave problema com o que chamarei de “sistema de produção em massa”: a limitação de funções dentro de um cargo e a acomodação de um funcionário que não tem interesse de aprender além do que a sua função exige, e não estou falando apenas das gerações passadas. As leis trabalhistas atuais colaboram com esse monotrabalho. Um bom exemplo citado é que muitos jornalistas nem chegam perto da edição dos seus trabalhos.

Nos Estados Unidos, conforme a experiência do Rafael, existe bem menos burocracia para trabalhar, consequentemente, tem mais agilidade no ambiente corporativo, os funcionários são pró-ativos e multitarefas, inclusive a aposentadoria não funciona como aqui em nosso país, muitos idosos continuam trabalhando num bom ritmo mesmo depois da chegada da 3ª idade.

Uma das coisas que eu mais ouço as agências de comunicação reclamarem é o número de alterações solicitados pelo cliente antes de chegarem num consenso para o produto final. É como se todos da equipe quisessem participar de alguma maneira, “todo mundo tem que dar seu toque de genialidade” (SIC), disse o Rafael. Na maioria das transações entre sua produtora e uma agência, ele destaca que o cliente está mais preocupado com a logística do que com a criação, sendo assim, ele inovou criando o “Manual do Cliente” que é uma espécie de guia de como o cliente deve se portar durante as transações.


Considerações Pessoais

Adorei conhecer o Rafael e assistir sua palestra só alimentou meu prazer em trabalhar com comunicação. Eu adoraria voltar a estagiar, pois não aguento mais ficar fora desse mercado! Sinto-me um tanto alienada por não ter acesso a algumas tecnologias e, principalmente, estar sem internet em casa.

Penso em como poderia melhorar a qualidade dos meus eventos se tivesse um tripé para as filmagens de apresentações, uma caixa de som portátil e uma câmera semi-profissional. Na parte de edição, aos poucos estou incorporando o pacote Adobe no meu notebook, mas quando executo certos programas tudo fica lento. Todavia, sem chances de comprar um macbook! Não no Brasil, pelo menos. Acho que gastar com material escolar não me convém mais, nem ficar tendo que imprimir minhas referências, preferiria ter tudo acessível em um tablet.

Depois da palestra, pedi alguns toques para o Rafael para a produção do meu projeto experimental independente de videodança, que já está em andamento. Fiquei muito empolgada com todas as informações obtidas, mas reconheço que ainda tenho muito o que aprender. Não vejo a hora de ter aulas práticas de fotografia! Também quero fazer um curso de extensão em edição de imagens. Não vejo a hora de aprender a diagramar com um programa próprio para isso, assim poderei concretizar meu desejo interno de ser autora independente.

Enfim, espero que até o final do curso eu esteja com mais mobilidade técnica para desenvolver meus projetos. Investir num automóvel ajudaria na locomoção e ainda não desisti de ter meu próprio canto, só tive que adiar um pouco, fazer um planejamento financeiro a longo prazo. Conhecer pessoas que estão se saindo bem mesmo com tantos obstáculos em nosso país é uma grande fonte de inspiração e motivação para continuar almejando tudo o que quero ser e ter.

domingo, 15 de novembro de 2015

Não tem idade para começar a fazer faculdade

Depois de ser diagnosticado com uma limitação física nas pernas que o impede de fazer muito esforço, José Lopes, aos 39 anos, aproveitou o momento para ingressar no ensino superior.


Melissa: O que te levou a começar a faculdade?

José: Foi meio forçado. Tenho um problema na perna e não posso fazer muita força, então resolvi aproveitar para estudar.


M: Quais são os seus hobbies?

J: Adoro tocar violão e contrabaixo. Começou como um hobbie, hoje toco profissionalmente. Já toquei de tudo, inclusive rock e sertanejo, mas hoje tenho uma banda gospel, tocamos em eventos familiares, como casamentos. Também gostava de fazer academia, jogar bola, mas depois do problema na perna eu parei.


M: Mas então, por que escolheu estudar Jornalismo ao invés de Música?

J: Estava em dúvida entre estudar Música, Jornalismo ou Educação Física. Quando consegui a bolsa de 50% pelo Prouni para estudar Jornalismo, despertou um sonho antigo de ser correspondente de guerra.


M: Mas você já havia cogitado ingressar no ensino superior antes?

J: Quando fiz o 2º grau era diferente, não tinha esse incentivo do governo que temos hoje. Aí, aos vinte e seis anos, casei, tive dois filhos, então não teve jeito.


M: E sua família, apoia que você estude?

J: Sim, claro, me esposa me apoia e meus filhos me veem como um herói. O mais velho tem 13 anos e o outro tem 10, eles gostam de comparar o que estão aprendendo na escola com o que eu estou aprendendo na faculdade.


M: O ensino superior te fez falta no início da sua carreira?

J: Sim, muita. Se meus filhos não quiserem estudar, eu vou obrigá-los. Por que até quem tem ensino superior está aí sofrendo para arrumar um bom emprego.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

O Jornalista e o Escritor

“Minha vida daria um ótimo livro!”, acho que essa é uma das frases que eu mais ouço depois da publicação do meu primeiro romance. No começo, ficava emburrada: poxa, essas pessoas não entendem que eu sou romancista de ficção? Não quero escrever história de ninguém! Pensava. E cá estou eu, estudando jornalismo, onde nosso principal papel é dar voz aos personagens da vida real.

Hoje eu percebi o quanto as pessoas tem essa necessidade de serem ouvidas. Quando convido alguém para uma entrevista ou uma reportagem experimental, a princípio se intimidam, mas aos poucos os sentimentos ruins dão lugar à emoção de terem uma oportunidade de contarem a sua história, não importa se se trata apenas de um trabalho acadêmico.

Por haverem muitos jornalistas de má índole neste ofício, que manipulam informações, as pessoas desenvolveram certo receio de se abrirem com um jornalista, temem serem expostas, mal interpretadas e julgadas por outro ângulo. Com o escritor isso não acontece: temos uma ideia romantizada de quem escreve, você pode contar com um escritor para ele transpor suas palavras com transparência, sem véus que ofuscam o texto, sem aqueles olhos sanguinários que buscam uma pequena brecha, uma informação única e nova, algo que dê uma boa notícia. Não temos essa pressão das grandes mídias, não resumimos nossas histórias em caracteres, não seguimos técnicas de lead ou triângulo invertido.

Apesar de ambos trabalharem com a escrita, o escritor é um artista, o jornalista nem sempre. Mas quando o jornalista aprende a contar histórias, ele ganha o carisma do público. Foi mais ou menos assim que o jornalismo literário me conquistou: pela arte de contar uma história... real. 

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Feriado Prolongado

Não sou muito de fazer resenhas, mas gosto de registrar os livros que leio, filmes e séries que assisto, podcasts que ouço ou os games que jogo, seja por meio de redes sociais específicas como o Skoob ou o Filmow ou publicando pequenas citações no Twitter.

As últimas semanas recheada de dias livres foi muito produtiva para eu atualizar essas listinhas. Gostaria de poder atualizar minha page em tempo real com essas informações, mas meu acesso limitado a internet me impede, então resolvi fazer um post para falar resumidamente do que andei enchendo minha cabeça!

#Li

Casamento Blindado, por Renato e Cristiane Cardoso
Ano: 2012 / Páginas: 271
Editora: Thomas Nelson Brasil

#Assisti (filmes)

Pixels (2015)
Dirigido por Chris Columbus
Tomorrowland (2015)
Dirigido por Brad Bird
Os Croods (2013)
Dirigido por Chris Sanders e Kirk de Micco
Mad Max: Estrada da Fúria (2015)
Dirigido por George Miller

#Assistindo (séries)

Gotham (2ª temporada: 2015)
COMECEI!

Amorteamo (2015)
VI DE NOVO!

#Ouvi

PODCASTS!

Tribal: você realmente conhece esta dança?
Por Sala de Dança

Processo Criativo
Por Sala de Dança

Videodança
Por Sala de Dança

Profissão: professora de dança
Por Sala de Dança

Bailarina ou Dançarina: o que somos?
Por Sala de Dança
A Dança Tribal segundo as brasileiras
Por Tribalcast Brasil

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

#Li: Casamento Blindado, por Renato e Cristiane Cardoso

Ano: 2012 / Páginas: 271
Editora: Thomas Nelson Brasil
Consegui esse livro no Boulevard de Trocas do Sesc Jundiaí. Já havia lido A Mulher V da Cristiane Cardoso, uma escritora excelente. Não costumo ler livros cristãos ou de autoajuda e tão pouco me dediquei a essas leituras apenas por serem de autoria da filha do bispo da igreja que frequento, a Universal. Já tentei ler outros títulos, alguns escritos pelo bispo Edir Macedo e outros, mais recentes, como A Última Pedra e Cinquenta Tons para o Sucesso, mas, na minha opinião, deixaram um pouco a desejar ou não foram condizentes com meu gosto para leitura.

Uma das coisas que chamaram minha atenção para este livro foi ele ser narrado em primeira mão por um homem, o Renato (a Cristiane entra apenas com umas pinceladas do seu ponto de vista feminino sobre o assunto), então achei que seria uma leitura interessante (e, realmente, apesar de uns trechos meio machistas, ele procurou ser sincero em muitos aspectos). Além disso, ele não fala da boca pra fora: Renato Cardoso, em parceria com sua esposa, ministra cursos e palestras sobre relacionamento conjugal, apresenta o programa The Love School exibido semanalmente na Rede Record e é educador familiar e matrimonial certificado pelo National Marriage Centers de New York.

Pude constatar que em vários momentos do livro ele faz referência a pesquisas fundamentadas de especialistas na área, além de usar dados cientificamente comprovados sobre aspectos psicológicos, físicos e genéticos como base para suas argumentações e também dados históricos como a revolução industrial e o movimento feminista para justificar a metamorfose do casamento.

Quem não tem esqueletos no armário, que atire a primeira pedra!

Um dos macetes utilizados pelo Renato para explicar a resolução de conflitos numa relação matrimonial (detalhadas em seus cursos, no programa de TV e agora, tudo escrito bonitinho neste livro) é o uso constante de metáforas, algumas já conhecidas no meio dos palestrantes do gênero. Podemos percebê-las já no sumário do livro: Mochila nas costas/Excesso de bagagem; Casamento como uma empresa; E a medalha de prata vai para... (a ordem dos relacionamentos); Uma caixinha para cada coisa/Uma bola de fios desencapados (sobre as diferenças do homem e da mulher); As 27 ferramentas, etc.

Sem uma boa equipe não seria possível escrever um livro tão bem fundamentado e dirigido, abrangendo diferentes públicos: tanto homens quanto mulheres de diversas faixas etárias e em diferentes estágios de um relacionamento, seja para resolver um crise ou para precaver-se de dar início a uma. Super recomendo!

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Animais de Estimação

Uma nova ONG foi fundada em Extrema/MG com o propósito de incentivar as leis de proteção aos animais, a Soul Animal. Quando vejo uma iniciativa dessas fico tão contente, não posso deixar de pensar em quantos bichinhos vemos sofrer na mão dos homens por aí. Minha cadelinha foi cruelmente maltratada em seus últimos dias de vida depois que sofreu um acidente que a deixou cega de um olho e manca, ela viveu apenas sete anos e não merecia o fim trágico que teve.

Acho tão triste a visão deturpada que as pessoas têm do termo “animal de estimação”. Adotar um cachorro grande para ser seu cão de guarda e deixá-lo passando frio e chuva no quintal ou privando-o de fazer caminhadas não é ter um animal de estimação. Criar um gato dentro de casa apenas para caçar ratos não é ter um animal de estimação. Pensar que apenas os filhotes fofinhos merecem sua atenção e que, quando crescem, não servem mais para se ter em casa não é ter um animal de estimação.
Seja solidário e ganhe um companheiro fiel por toda a vida. Mas, se você não tem condições de arcar com os gastos e suprir a carência de um animal de estimação, não adote! Evite que mais um ser sofra em vão.
Tem ainda os que determinam que ratos, coelhos e tartarugas (entre outros) não podem ser domesticados. E que peixes envidraçados ou pássaros engaiolados são ótimos para decorar a casa, esquecendo-se muitas vezes que existem tipos diferentes de peixes e pássaros, com necessidades diferentes, não basta colocá-lo lá e comprar a ração mais barata. A caixinha de areia, a gaiola, o aquário, o quintal precisam ser higienizados, nem todo bicho gosta da mesma ração e sua espécie de pássaro pode necessitar de uma gaiola maior e cuidados especiais.

Nesses dias soube que uma chinchila não pode sofrer emoções fortes por que tem o coraçãozinho sensível. Que o pug sofre em um país tropical como o nosso por que tem dificuldade pra respirar. E que quando uma calopsita arranca as próprias penas é por que está com um alto nível de estresse. Então, não adote um bichinho apenas pela beleza ou pela sua “utilidade”. Quem realmente ama os animais não vê essas qualidades na hora de adotar: adota por que quer cuidar dele e protegê-lo.

E esses cuidados são recíprocos: esses bichinhos vão se sentir amados e vão te amar e te proteger em todos os momentos. São um antídoto para a tristeza. Seja solidário e ganhe um companheiro fiel por toda a vida. Mas, se você não tem condições de arcar com os gastos e suprir a carência de um animal de estimação, não adote! Evite que mais um ser sofra em vão.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Semana de Cursos da FACCAMP e Palestra sobre Fernando Pessoa

Esta é a Semana de Cursos da FACCAMP (Faculdade Campo Limpo Paulista) onde contamos com uma programação diferenciada com palestras e oficinas com professores convidados e profissionais da área, de acordo com cada curso da faculdade.

Sinceramente, a grade do curso de Comunicação Social não me interessou muito, mas, como sempre, adorei os temas presentes na grade das turmas de Letras, História e Administração, então, fiz um cronograma personalizado para mim:

Quarta-feira (23)
19h30
Um Olhar Caleidoscópico e vanguardista para a sociedade: as múltiplas personalidades de Fernando Pessoa (s)
Dra Jaqueline Massagardi Mendes
Quinta-feira (24)
20h
Cultura Celta: um dos princípios da cultura inglesa.
Dra Jaqueline Massagardi Mendes
21h
Empreendedorismo Feminino: em um mundo masculinizado, como as mulheres conquistam seu espaço?
Dr Mauro Elias Gebran
Sexta-feira (25)
19h30
Contabilidade para pequenas e médias empresas
Adriano Gilioli

A Dra Jaqueline Massagardi foi professora do meu namorado em seu curso de pós-graduação em Gestão de Pessoas, então estava curiosa para conhecê-la, principalmente por que ela é esposa de um dos integrantes da banda de rock celta Tehilim, que tive a oportunidade de prestigiar na última edição da Feira Medieval Entre Mundos, que acontece anualmente aqui na minha cidade (Várzea Paulista/SP).

Graduada, mestra e doutora em Letras (Filosofia e Língua Portuguesa), deu para perceber que gosta muito de estudar etimologia, pois durante toda a sua palestra ficava desconstruindo as palavras, recorrendo a diferentes possibilidades de significantes. Minha professora de Língua Portuguesa, Sônia Berti, também é assim.

Para compreendermos Fernando Pessoa, Dra Massagardi discorreu sobre diferentes manifestações artísticas ao longo do século XX e que antecedem ao cubismo, como o futurismo, expressionismo e dadaísmo. Além disso, fez uma espécie de psicografia dos poemas do a(u)tor (como ela gosta de chamá-lo) e falou sobre seus heterônimos (que é mais que pseudônimo). Para finalizar, deixou-nos uma reflexão sobre a sociedade multipolar e questionou-nos se não estávamos vivenciando isto no presente momento.

“A arte é um grito antecipado do povo” Jaqueline Massagardi Mendes

Identifiquei-me muito com sua pessoa, seu estilo de ministrar uma aula. Principalmente por que sempre fui apaixonada pelas palavras e, especialmente, pela língua portuguesa. Curiosamente, quando eu tinha cerca de oito a nove anos, comecei a ampliar meu vocabulário inspirada pela leitura do livro Bolsa Amarela, de Lygia Bojunga, cuja personagem colecionava palavras. Assim, sempre que via uma palavra nova que me interessasse, ou que achasse muito bonita, anotava em meu caderninho e pesquisava seu significado no dicionário para transcrever à frente, além de seus respectivos sinônimos. Foi assim que o termo “todavia” entrou em minhas redações, acredito que era a única do ensino fundamental (e talvez ainda seja, agora no ensino superior) que fazia uso desta palavra tão esquecida.

Estou ansiosa para assistir a palestra de hoje, por gostar da cultura inglesa e, especialmente, da cultura celta, mas também pela palestrante. Depois, seguirei com a palestra sobre empreendedorismo feminino que, curiosamente será ministrada por um homem (sem preconceitos, juro!).

domingo, 20 de setembro de 2015

Andando a Esmo

Às vezes, é assim que me sinto: caminhando em círculos, correndo sem sair do lugar, andando a esmo e todas essas expressões chulas que dão início às palestras motivacionais.

Faz dois anos que estou na faculdade, mas fora a minha primeira oportunidade de estágio, não passei em nenhum processo seletivo desde então. O mesmo acontece com relação à dança, não consigo fixar-me num lugar, ver minha turma avançar de nível. Estou super triste por ter desapontado as minhas alunas, que estão comigo desde o início do ano. Com os eventos não é diferente: difícil formar um público. Também tentei trabalhar de forma autônoma, arrumar alguns serviços freelancers, iniciar projetos ligados à dança e/ou literatura em espaços culturais, bibliotecas, escolas públicas. Nada.

Sinto falta de ter meu próprio dinheiro. Comprar as coisas que cobiço. Ser mais independente. Queria poder ajudar mais a minha família. Recompensar todos os esforços que a minha mãe já gastou comigo. Finalmente tirei a minha habilitação para dirigir, com o pensamento positivo de que conseguiremos pelo menos um carro velho e usado para quebrar um galho: levar minha mãe para fazer despesas pra sua mercearia, não vê-la mais carregando as coisas nos braços; fazer em vinte minutos o trajeto da minha casa ao studio de dança que levo quase duas horas de ônibus; em finais de semana quentes como este, fazer um passeio com a minha família.

Prometi a mim mesma que iria começar a cultivar novas amizades, e estou fazendo isso. Marquei presença na casa de diferentes amigas neste mês, coisa que não fazia há séculos. Mas não posso convidar ninguém para vir a minha casa, por problemas com a infraestrutura do meu bairro.

Eu e o meu namorado estamos planejando morar juntos. Será uma boa ele ter seu próprio cantinho, ele tem condições para isso. Mas não sei se quero ir com ele. Não para ficar nas custas dele. E por que eu sempre quis sair de casa para ter o meu próprio canto, não pra ir pra casa de outra pessoa. Além disso, ele e a minha mãe não se falam, e é horrível me sentir como se estivesse escolhendo entre um e outro.

Não gosto quando decepciono as pessoas. Ou quando tentam se aproveitar de mim. Fico péssima quando brigam comigo. As coisas não estão legais na faculdade, sempre fico sobrando na hora de formar um grupo de trabalho. Também não estou evoluindo no inglês, a escola é ótima, eu que sou péssima com isso, e não está sendo nada barato fazer este curso. Apesar de receber elogios dos professores de que minha produção está na média esperada, gostaria de fazer melhor do que isso. O limite, para mim, é a nota máxima. Não gosto desta coisa de média.

Se eu não tivesse a ajuda de terceiros, não estaria mais na faculdade agora, e isso me envergonha, pois me sinto na obrigação de fazer as coisas direito, como se tivesse ganho uma dessas bolsas do governo. Tenho poucos amigos sinceros. Mas não dá para contar com eles pra tudo. Às vezes tudo o que eu queria era ter alguém pra conversar sobre tudo, sem omitir informações, esconder meus sentimentos com receio de receber julgamentos.

Acho que não tenho ninguém assim.

Às vezes dá vontade de desistir tudo. Ficar na cama e esquecer que existe um mundo lá fora. Desistir da dança. Desistir da literatura. Desistir dos relacionamentos. Meu namorado diz que não tenho amigos por que sou chata. Acho que ele está certo. Podia desistir do namoro também, poupá-lo da minha chatice.

Desistir de viver, quem sabe. Mas não posso, não quero decepcionar as pessoas. Quero que meus pais me vejam formada. Quero poder acompanhar meu namorado numa viagem ao exterior. Minha eterna professora de dança ficaria muito triste se me visse desistir de tudo que ela me ensinou.

Acho que a diferença quando você é financeiramente independente é que não deve satisfações a ninguém do que faz com o seu dinheiro. Poderia ter reprovado no exame da habilitação sem receio por que quem pagaria um novo exame seria eu, por exemplo.

Mas não posso, não posso, não posso.

Não posso amar as pessoas que eu quiser.
Mas ninguém me ensinou a receita para esquecer.

Uma vez eu fiz uma lista de coisa para fazer quando me sentisse depressiva. Ler, dançar, ouvir música, comer chocolate, tomar sorvete, beber algumas taças de vinho, aproveitar o ar livre, ficar sozinha sem nada cortante por perto. Não tomar decisões, não falar com ninguém, evitar sair de casa, principalmente para tarefas importantes.

Às vezes funciona, às vezes não. Desta vez não funcionou, já fiz merda. De qualquer forma, no final tudo passa, pelo menos fico mais racional. O jeito é esperar essa razão me preencher e torcer para que no mês seguinte esse turbilhão de sentimentos não me abale novamente.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Organizando meus Livros

Acordei inspirada! Passei o dia desencaixotando meus livros, cadernos, CDs, DVDs e games, tirando a poeira deles e organizando-os decentemente na minha prateleira improvisada.




Na falta de uma boa estante de livros e uma escrivaninha, habituei-me a guardá-los em caixas e usar o notebook no colo. Mas, justo eu que prezo por uma boa organização, me vi descontente com a situação em que meus arquivos e documentos se encontravam. Por isso, fiz uma boa limpeza em meu quarto e levei-os para outro cômodo, onde uma estante de ferro e uma velha mesa de cozinha jazia sem uso.

Comédias românticas, em especial os títulos de Meg Cabot, Marian Keyes e Sophie Kinsella; literatura infanto-juvenil; livros didáticos de literatura e língua portuguesa; livros técnicos sobre fotografia, administração, psicologia e comunicação; revistas femininas que marcaram minha adolescência, como a Atrevida, Capricho e, do início da juventude, a Gloss; CDs e DVDs de músicas, filmes, peças de teatro; minha coleção de The Sims, meu jogo favorito; e o mais importante de tudo: meus rabiscos, rascunhos de livros, enquetes do tempo da escola, cadernos de lugar-comum, diários escritos a mão desde meus seis/sete anos de idade e, minha maior motivação, os últimos exemplares do meu romance publicado.


Deu um up na auto-estima ver meus tesouros, minhas fontes de inspiração, enfileiradinhos numa das prateleiras da estante. Ainda está um puco bagunçado, ficou faltando duas caixas para desempacotar, mas só de avistar os títulos já estou feliz da vida.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Manicure de Luxo


Está difícil encontrar boas profissionais em unhas. Muitas manicures trabalham em casa, por gosto; para agregar a sua função principal como cabeleireira, em salões de bairro ou trabalha nos salões dos outros para contar com uma renda extra. Todavia, não buscam investir na área, fazer algum curso de formação ou aperfeiçoamento ou até mesmo comprar as ferramentas certas para o ofício. Acredito que isso se aplica a outras profissões da estética, mas a pauta aqui são as manicures. Li uma vez que o mercado de beleza é um dos que mais fatura no Brasil, mas, sinceramente, também é um dos que mais peca quando se fala em profissionais qualificados.

Certa vez, cansada de jogar dinheiro fora, procurei um centro de estética especializado para fazer minhas unhas pelo dobro do preço que eu pagaria num salão de bairro. Cheguei no horário marcado, a recepcionista me pediu para preencher uma ficha de cadastro e aguardasse. Em seguida, me levaram para fazer um tour no espaço antes de me deixarem na sala da manicure, onde mais uma vez me aconcheguei no sofá para esperar a minha vez.

Logo de cara, surpreendi-me por que ela era uma senhora. Dificilmente vejo manicures com mais de cinquenta anos atuantes no mercado, mas o preconceito traiçoeiro não demorou a bater na minha porta: “quanto mais velho, mais experiência tem, não?”. Resolvi fechar os olhos e entregar minhas frágeis mãos àquela doce senhora, e a primeira coisa que ela me contou foi que começou a trabalhar depois que se aposentou, para matar o tempo.

Começo sempre da direita para a esquerda! Da direita para a esquerda!", repetia sem se cansar. Do mindinho da mão direita para o dedão. Do dedão da mão esquerda para o mindinho.

Terminado a preparação básica das unhas, ela me mostrou sua vitrine de esmaltes. Uma espécie de mostruário de rodinhas com quase um metro de altura, os esmaltes enfileirados e organizados pela marca e por ordem crescente da cor.

Quase uma hora depois, chegou a vez dos pés, e esta foi ainda mais aterrorizante. A senhorinha havia comprado umas geringonças em São Paulo para facilitar seu trabalho e deixar a cliente mais confortável. Então, deitei-me numa maca, ela se apossou de um capacete com uma lente de aumento que se encaixava sobre seus óculos e começou a lixar minhas unhas. Seus olhos ficavam enormes naquele treco e eu tive que conter para não cair na risada.

Terminado o serviço, preenchi outra ficha de satisfação, avaliando o trabalho da manicure e da clínica. Fui até o caixa para pagar a conta com a minha notinha e antes de sair, levei um saquinho com panfletos promocionais, entre outras coisas. Não voltei mais. Mas a ficha de inscrição me rendeu ligações constantes durante alguns meses.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Jornalista por uma Semana

Dia 3, segunda-feira, foi meu aniversário. Mas não fiz um daqueles posts padrões com listinha de desejos. Passei o dia todo deprimida na comodidade do meu lar. Completei 21 anos, estou no quinto semestre da faculdade, aprendendo a dirigir e com meio caminho andado no meu curso intensivo de inglês. Mas estou sem renda fixa, morando com a minha mãe, ainda, contando com o auxílio dos meus pais para suprir os gastos com os estudos. Sei lá, esperava mais que isso.

Mas na quarta-feira, dia 5, fui chamada para uma entrevista num jornal pequeno da minha cidade. Apesar de ter sido dispensada de um processo seletivo na semana anterior para uma vaga em comunicação institucional numa multinacional, estava feliz com a oportunidade de trabalhar na minha área e dentro do meu município. Não fui a primeira opção deles, mas o que importa é que me chamaram para trabalhar, mesmo sabendo que eu tinha uma viagem agendada para o final de semana.

Sei que meus horários restritos são um empecilho para conciliar com um estágio de seis horas por dia e meu maior receio é prejudicar o meu rendimento no curso de inglês e na faculdade. Continuo sem internet em casa e isso é um agravante, considerando que seria muito útil para trabalhos de pesquisa, atividades onlines do curso de inglês e até com relação ao meu trabalho ligado à marketing de conteúdo, dança e literatura.

Praia do Flamengo | Foto por Maíra GringoRoots

Figurino "Dark Doll" para o solo "Morgate"
apresentado no Open.Stage do festival Gothla BR
A viagem para o Rio de Janeiro durante o final de semana me dispersou um pouco dessas complicações. Economizamos no hotel e acabamos indo parar num lugar meio sinistro, mas ainda assim valeu a pena. Estava com tanta saudade dos ares de lá que acabei não me importando. O motivo da viagem se deve a um festival de dança tribal e do ventre com enfoque em fusões dark e teatrais. Inscrevi-me para dançar no show de mostra e aproveitei para rabiscar uma resenha para o blog da Aerith Asgard, referência na área.

Quando retornei da viagem, a realidade me pegou de jeito. Achei que fosse dar conta de conciliar trabalho, faculdade, inglês e aulas de direção, mas não deu. Além disso, apesar de terem sido flexíveis com relação ao horário do expediente, ajustando de acordo com a minha disponibilidade, as condições de trabalho não eram muito favoráveis. Na quinta seguinte, dia 13, fui sincera e disse que não poderia levar o serviço adiante. Acho que foi o emprego mais rápido que já arrumei.

Enfim, infelizmente nem tudo é como gostaríamos. Esse não foi o único plano que não deu certo, mas assuntos ligados a minha vida familiar e amorosa eu prefiro não comentar aqui. Estou construindo uma page para este blog e um novo blog para publicar artigos sobre dança. Minha ideia era escrever para blogs e sites ligados a dança que já tenham alguma credibilidade no meio, mas, como disse, nem sempre podemos fazer as coisas do nosso jeito.

Desejem-me sorte!

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Cabelo Trançado e Vestido Rodado

Houve um momento em minha vida em que as crianças andavam pela rua com os pés descalços e sujos de terra. Era comum ir para a escola a pé, prender o cabelo numa trança e arrastar a mochila de rodinhas morro acima. Final de semana era dia de piscina, parque ao ar livre e andar de bicicleta na praça da cidade. Pra não dizer que não éramos iniciadas neste universo digital, havia a casa do Adão, onde ele disponibilizava uma televisão, videogame e alguns pufes e cobrava por hora pra jogarmos Sonic, Super Mário Bross, Pac-Man, os clássicos.

Talvez seja por que eu cresci numa cidade pequena e campestre de Minas Gerais, mas quando retornei a minha terra natal, aqui em São Paulo, fui surpreendida com uma realidade diferente, apavorei-me. Nove anos, apenas, mas as garotas da minha nova turma escolar achavam ridículo que eu trançasse os cabelos. Elas já haviam beijado... na boca. E minha única companhia ficou sendo os livros ficcionais da biblioteca velha da escola. Foi aí que parei no tempo, recusava-me a seguir a onda daquelas garotas metidas-à-besta.

A coisa só mudou quando me apaixonei pela primeira vez, um vizinho de porta, dois anos mais velho que eu. Era ciclista quase-profissional e também nunca tinha “namorado”, se é que podemos nos referir assim a casais que andam de mãos dadas e trocam beijos tímidos. A vaidade bateu à porta e eu a deixei entrar: tirei as sobrancelhas na pinça, depilei as pernas, abandonei o batom rosa e aprendi a usar lápis de olho. Doce ilusão dessa meninada que pra crescer tem que parecer mulher feita. Tem que ter seios. Se não tem, coloca meia dentro do sutiã, que exige que venha com bojo.

Foi um romance gostoso, primeiro amor pra recordar com carinho. Entristece-me ver as garotas dos dias de hoje se desfazendo de um bem tão precioso: seu amor próprio. Esquecendo-se de ser criança, deixando de lado o prazer da infância. Entregando a virgindade como se si livrasse de uma vergonha. Antecipando o casamento, para não perder a vez, ou o homem. Abrindo mão dos estudos, de buscar uma profissão remunerada, de ser mulher independente.

Nem vestido rodado usam mais. Shorts jeans, justo e curto, é melhor para dançar funk.

sábado, 11 de julho de 2015

Momentos dos Delírios: Resenha Nova e Playlist no YouTube

Cara, que saudade de escrever =P Estou cogitando a reescrita de Sob os Olhos de Natasha (pra variar) e adoraria retomar meu último projeto, A Dançarina e o Dragão. Fora aquele desejo de fazer uma segunda edição de Momentos dos Delírios e, quem sabe, uma continuação? Todos que leem pedem isso, rs.

Mas, pensando na realidade e tempo presente, preciso me dedicar ao meu primeiro e único livro publicado enquanto não me fortaleço para voltar à ativa no mercado literário. Fico feliz em afirmar que, mesmo depois de cinco anos, Momentos dos Delírios ainda é um livro atual.

Estou reorganizando meu canal do YouTube (e tenho a sensação de que isso não terá fim, tenho mil vídeos armazenados para publicar e nenhuma internet boa o suficiente para fazê-lo) e criei uma playlist especial para o MDD com vídeo de lançamento, entrevistas e resenhas.



Enquanto googlava para caçar um link antiguinho, me deparei com uma resenha nova - olha que surpresa boa? - e ganhei meu dia! Ainda não consegui entrar em contato com a Mayume Yshikawa, mas pelo que me parece ela emprestou meu livro de alguma biblioteca pública (Biblioteca Pública Municipal "Prof. Nelson Foot"​, talvez?) e fez esse post lindo em seu blog pessoal.

(Momentos dos Delírios) me abriu os olhos para varias coisas, e diferentes assuntos, os cuidados que devemos tomar, a importância e as consequência de um ato mal pensando, tudo que eu li no livro me serviu de reflexão para as coisas que eu faço, que eu já fiz, e as coisas que eu penso, pois olhar para trás e pensar nos erros cometido é de extrema importância para o nosso aprendizado e amadurecimento.
Além de seu blog ser super foto, adorei a forma como a Mayume estruturou o post, bem formatado e organizado, com as ideais claras, gostoso de ler mesmo =D Obrigada, linda!

Lembrando que o e-book revisado está disponível para download aqui e pode ser comprado diretamente comigo através de contato por e-mail ou redes sociais:

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Os Aspectos da Indústria Cultural no Ambiente Comunicacional da Atualidade

Entende-se por cultura um conjunto de costumes que formam uma tradição, atravessando gerações e, assim, identificando um núcleo de pessoas como sociedade. Essas maneiras de agir englobam valores éticos e morais, regras para que as pessoas convivam em harmonia dentro de seus respectivos grupos sociais. A língua, a religião e a raça, por exemplo, determinam a cultura de um povo. E, se formos mais além, os códigos utilizados diferem uma tribo de outra, como as gírias e o conceito de vestimentas.

Seguindo essa linha de raciocínio, o ideal é que as mídias massivas direcionem seu conteúdo para o público com o qual trabalham ou pretendem atingir. É então que introduzimos a abordagem à Indústria Cultural que movimenta a atualidade. Por mídias massivas compreende-se não somente os principais veículos de comunicação – como a rádio, a televisão e a internet – mas também as instituições culturais frequentadas pelo grande público, como o teatro, o museu, o cinema e, até mesmo, os eventos ligados a literatura.


A identidade do homem se perde quando este se funde a um grupo com ideias formadas e deixa de construir uma opinião com embasamento cultural. Sua identidade torna-se a do grupo ao qual faz parte, que assume o papel da sua voz. É o que presenciamos todos os dias quando vemos que um jovem deixa de honrar os valores familiares para seguir a ideia marginalizada de um “bando antiético”. O papel da educação deveria ser a de formar homens cultos para viver em sociedade, mas os monopólios financeiros não precisam de pessoas inteligentes e sim que a ignorância se alastre entre os menos favorecidos para que estes se tornem manipuláveis.


domingo, 24 de maio de 2015

A linha tênue entre público e privado: escrita íntima na internet

“Você tem uma única identidade.” Mark Zuckerberg, criador do Facebook
Em sua obra mais recente, a publicitária Camila Fremder e a apresentadora de rádio e TV Jana Rosa afirmam que “não existem redes sociais sem mentiras”.¹
Talvez pelo layout mais clean do Facebook e pelas pessoas que começaram a usar o Orkut para fazer perfis maldosos e ameaças, nos últimos anos fomos treinadas a agir de caso pensado. (...) Já estava de bom tamanho a paranoia que criamos no Twitter, fingindo o tempo todo sermos engraçadas, inteligentes e ocupadas, e aí apareceu o Instagram para acabar com tudo. Nossa pele nunca mais teve cor de pele, nossos animais de estimação são objetos de exposição e pedimos comida pensando em tirar foto.¹
No início da era das redes sociais, o e-mail era o principal meio de comunicação e falar com sinceridade sobre sua vida e seu jeito de pensar em um blog era muito comum. Hoje, a comunicação é estratégica, tem um público alvo e descobre potenciais empreendedores. Não mais um meio de entretenimento e sim um meio de persuasão. As pessoas querem convencer seus amigos, familiares, colegas de trabalho e inclusive a si próprias de que são especiais.



Como Mark Zuckerberg enfatizou numa entrevista em 2009, mesmo que um usuário de redes sociais queira separar as informações pessoais das profissionais, a partir do momento que expõe sua vida numa postagem, suas informações proliferam na internet e em outros lugares. E o mesmo serve para aqueles que trabalham gerando conteúdo na web, seja uma organização ou uma pessoa física – e a segunda categoria também envolve menores de idade.

Apesar de ter sido escrito em 2004, o que a dissertação de mestrado da jornalista Denise Schittine diz sobre blogs também se aplica as demais plataformas onlines que seguem o mesmo diretriz dos chamados “diários virtuais”, como os vlogs e as pages: “Num blog você é o seu Publisher, seu editor, não há censura, restrição ou imposição de espécie alguma para você manifestar seus pensamentos e opiniões. (...) O público-alvo vai determinar o que ‘deve’ ser escrito.”² O segredo é discernir o que deve ou não ser publicado.



¹ FRENDER, Camila. ; ROSA, Jana. Como ter uma vida normal sendo louca: dicas para lidar com as diversidade e situações do universo feminino. Rio de Janeiro: Agir, 2013.
² SCHITTINE, Denise. Blog: comunicação e escrita íntima na internet. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004.

OBS.

Este artigo integra o paper "Análise da Influência das Redes Sociais nos Relacionamentos Interpessoais" desenvolvido no curso de graduação em Jornalismo da Faculdade Campo Limpo Paulista. << Arquivo original >>

Realidade virtual: vida social na cultura contemporânea

A necessidade de uma comunicação ágil e eficiente sempre esteve presente na natureza do homem, o que justifica o desenvolvimento de diferentes tipos de signos e o avanço tecnológico dos meios de comunicação. A grande facilidade em aderir ao uso da internet se propagou rapidamente pela vantagem do software em reunir diferentes signos num único espaço: o mundo virtual. O sociólogo Pierre Lévy explica: “A internet encarna a presença da humanidade a ela própria, já que todas as culturas se entrelaçam, (...) ela manifesta a conexão do homem com a sua própria essência, que é a aspiração à liberdade.”¹
As novas tecnologias tornaram-se onipresentes em todas as esferas culturais, misturando imaginário e sociabilidade, encarnando a transformação da sociedade de consumo e apropriando-se pela manipulação digital e pela informação, com suas implicações socioculturais e políticas correlatas. Essa cibercultura é fruto das novas formas de relações sociais. Na adaptação de sua tese de doutorado em sociologia, André Lemos afirma que “a sociedade de consumo é problematizada pela simulação”¹, e ousa ainda dizer que “a tecnologia digital retribaliza o mundo como queria McLuhan e como afirma Maffesoli”¹

Pode-se afirmar que as redes sociais estão unindo o mundo. O conceito não é novo: parte de ideias que vem evoluindo há cerca de quarenta anos. A era das redes sociais modernas começou no início de 1997, cujo modelo não é diferente do que conhecemos atualmente: o usuário cria um perfil com informações pessoais e principais interesses e estabelece uma ligação eletrônica com possíveis amigos virtuais com o qual possui alguma, qualquer afinidade. Hoje, o segundo site mais visitado, depois do Google, é o Facebook, apontam as estatísticas. Especialista no assunto, David Kirkpatrick escreveu um livro sobre a plataforma, onde conta como “um projeto de faculdade de um garoto de 19 anos de idade (Mark Zuckerberg) tornou-se uma potência tecnológica com influência sem precedentes sobre toda a vida moderna, tanto pública quanto privada.”² O Facebook se baseia na radical premissa social de que uma transparência inevitável e generalizada tomará conta da vida moderna.



¹ LEMOS, André. Cibercultura, tecnologia e vida social na cultura contemporânea. Porto Alegre: Sulina, 2002.
² KIRKPATRICK, David. O efeito facebook. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2011.

OBS.

Este artigo integra o paper "Análise da Influência das Redes Sociais nos Relacionamentos Interpessoais" desenvolvido no curso de graduação em Jornalismo da Faculdade Campo Limpo Paulista. << Arquivo original >>

quinta-feira, 12 de março de 2015

Atmosfera Surreal


Um dos principais ícones do movimento surrealista, René Magritte (1898- 1967) ficou conhecido por compor obras rigorosamente insólitas através de processos ilusionistas, sempre contrastando o realismo dos objetos com a atmosfera irreal dos conjuntos.

Com “Le Blanc Seing” (O Cavalo Branco) não foi diferente: a pintura é uma metáfora simbólica do subconsciente humano, representando a justaposição de objetos comuns numa cena comum, todavia questiona: o que é visível e o que não é? Se alguém cavalga por um bosque, a princípio vemo-lo, depois não, contudo sabemos que está lá.

De que forma isto pode se relacionar com o período em que vivemos atualmente? Um dos principais objetivos da arte – independente da expressão utilizada – é questionar a vida e o homem, independente também do período que ela foi composta. As obras de René nos fazem refletir, de um modo geral, sobre a capacidade humana de compreender, imaginar ou assumir a ignorância.

O que vemos é o que realmente o que está acontecendo? Que tanto nosso Brasil tenta omitir, sendo que sabes do que temos conhecimento? Talvez seja hora da sociedade se revoltar sim, iniciar uma revolução, mas sabemos com o que estamos lidando? E, principalmente, por o que estamos lutando?

quarta-feira, 11 de março de 2015

Como foi?

Foi bom.

Me fez sentir como nos velhos tempos, quando eu era uma pessoa feia e vazia, me lembrou como era viver sozinha. Uma ou dias paquerar, babacas que não conhecem minhas feridas, mas que, em outros tempos, seriam pessoas ideais para uma fugira.

Não preciso mais fazer isso.

Quer dizer, acho que não preciso.

Apesar de não compartilhar meus segredos, hoje eu tenho você, na saúde e na doença. Apenas. Todavia, talvez fosse melhor adotar um estranho de vez em quando, pra falar da via, fantasiar histórias, ouvir de novo aqueles falsos elogios. Nós sabemos que se trata de mentiras, mas massagear o ego é bom, faz bem pra autoestima.

Quem disse que quando se ama um casal se completa?

sexta-feira, 6 de março de 2015

Comício Monstro

Atualmente, os veículos de comunicação são uteis para toda a sociedade, mas não começou assim. Primeiramente, surgiu devido ao grande interesse dos militares e da política, sendo muito usado nas primeiras guerras, entre frotas de navios e tudo mais. Posteriormente, descobriu-se a vantagem comercial de tais mídias, então toda forma de entretenimento tinha como objetivo vender um produto ou serviço.

Com o rádio não foi diferente. Através de transmissões de palestras, discursos, programações musicais e etc, a prostituição da comunicação se fazia presente. Não demorou para que surgisse as primeiras rádios piratas...

Enfim, podemos afirmar que hoje muitas pessoas, empresas e organizações usem as mídias por uma boa finalidade, que promete cooperar com a sociedade. Mas infelizmente, temos os mal feitores, que se aproveitam das vantagens da comunicação de massa para poluir as mentes dos nossos jovens, das pessoas carentes e inocentes.
O microfone como megafone
Propaga o nazismo pelas praças
Pela rádio o sangue escorre

A voz se faz presente pela caixa
Todavia a mídia só prostitui
O monopólio como indústria

segunda-feira, 2 de março de 2015

A Comunicação Sintoniza o Rádio

O desenvolvimento dos aparelhos de comunicação estava intimamente ligado com o avanço dos estudos sobre física. Conforme os meios de transportes evoluíam, a velocidade e o alcanço das informações transmitidas aumentavam também.

Primeiramente, com os correios, depois pela telegrafia, enfim a telefonia e então o rádio, com ambos os conceitos se interligando de alguma forma. De início, o avanço da comunicação se deve ao interesse militar estratégico por facilitarem as comunicações entre os navios de uma frota.

A capacidade do rádio em alcançar centenas ou milhares de pessoas representou um marco na história da comunicação: era um milagre científico. Mas a radiofusão sonora é resultado do trabalho de vários pesquisadores em diversos países ao longo do tempo.

Linha do Tempo

Período
Feitor
Feito
Séc 18
Benjamin Franklin
Transmissão de sinais por meio da eletricidade
1837
Samuel Morse
Telegrafia com fios
1863
Jamens Clerk Maxwell
Ondas eletromagnéticas (teoria)
1876
Alexander Graham Bell
Telefonia com fios
1887
Heinrich Rudolf Hertz
Ondas eletromagnéticas (experimento)
1887 – 1892
Edouard Branly/Oliver Lodge
Coesor
1895 – 1897
Guglielmo Marconi
Radiotelegrafia
1904
John Ambrose Fleming
Válvula Diodo
1906
Lee DeForest
Válvula Triodo
Reginald Fressenden/Ernest Alexanderson
Primeira transmissão de som sem fios


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