segunda-feira, 30 de junho de 2014

Resoluções de Férias

Meus planos de tirar minha habilitação para dirigir e fazer um intensivo de inglês foram arruinados.

Não tive outra escolha se não adiar para meu próximo período livre, isso se meu contrato de estágio for renovado, ou - Deus queira - eu consiga um emprego efetivo, pois por mais que eu guarde dinheiro, minha maior prioridade agora é a faculdade.

Considerando que meu curso de Tribal Fusion começa no próximo semestre - e eu espero que a Joline nos empanturre de conhecimento e atividades até não sermos capazes de sentir nossos ossos e a criatividade aflorar com espontaneidade - e que pretendo entrar para o programa Escola da Família para dar aulas de Dança do Ventre para iniciantes e criar uma espécie de Clube de Escritores com oficinas literárias e reforço em português - ortografia e gramática -, terei ainda menos tempo para cuidar desses quesitos essenciais para meu currículo, mas que parecem tão maçantes de fazer.

O que vem ao caso agora é: o que vou fazer das minhas férias?



[atualizado]
  1. Zumba! Através dos programas gratuitos de Várzea Paulista e Jundiaí.
  2. Lista de leitura para o período noturno - conto com as bibliotecas públicas para bons títulos.
  3. Assistir os jogos da Copa do Mundo
  4. Apresentação solo de derbak no BellyFest julino
  5. Customização e finalização de trajes para dança.
  6. Festival de Blues e Jazz com a noite de Queijos e Vinhos de Extrema - MG.
  7. Desenvolver todas as histórias arquivadas em The Sims.
  8. Manicure e Pedicure. Meu Deus, nem me lembro da última vez que fui em uma.
  9. Dar um trato daqueles nas madeixas (alô Papai!).
  10. Limpeza de pele e esfoliação nas mãos, pés e rosto com receitinhas caseiras.

sábado, 28 de junho de 2014

Trabalho Acadêmico: Jeitinho Brasileiro

A situação de desigualdade socioeconômica em nosso país é óbvia, mas precisamos reconhecer que, apesar de ainda apresentar inúmeros defeitos, o Brasil evoluiu muito nos últimos anos. Nossa justiça é falha, nossa educação é precária e o índice de violência não para de crescer. Muito disso se deve ao próprio perfil desenvolvido pelo brasileiro. Nossa sociedade é positivista, acomodada, gosta de tirar vantagem de tudo e sempre procura o caminho mais fácil para seguir. O corrupto está presente em todos os lugares.


O grupo Rubi Comunicação tentou da melhor forma possível fazer um trabalho de apresentação numa linguagem que todos possam compreender. Abrimos o tema com um personagem que representa o perfil da sociedade brasileira: o Zé Carioca, desenvolvido por Walt Disney após uma visita ao Rio de Janeiro. Em seguida, trouxemos alguns grandes exemplos de fatores e potencias econômicas que influencia na qualidade de vida da população brasileira: a queda de Eike Batista, a situação atual da Petrobrás e o status do Futebol brasileiro. Para concluir, trouxemos a opinião do professor de economia Vladimir Furtado. Vladimir Furtado é graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal da Bahia e mestre em Administração pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul.

As Palavras de Vladimir Furtado

O Brasil está entre as 10 principais economias do mundo, mas nós ainda temos um perfil de nação em desenvolvimento. O principal problema do país é a desigualdade social. Ao contrário do que muitos pensam, o futebol, assim como outros esportes, tem um papel pequeno na economia do país. Este tipo de atividade movimenta o Brasil mais pela paixão da sociedade do que pelo seu efeito na economia geral do país.

Uma das opções desse governo foi escolher grupos economicamente fortes para puxar investimento, como o empresário Eike Batista, o banco Bradesco, a empresa Friboi e a Petrobrás. O problema da Petrobrás é que recentemente ela começou a atuar em diversas áreas e com isto está perdendo seu foco, seu modelo de exploração, pelo qual ela é conhecida internacionalmente, consequentemente, a Petrobrás está perdendo espaço na economia do Brasil.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Monte Verde: um sonho europeu

Não tenho o hábito de escrever sobre viagens, mas minha visita à Monte Verde merece um bom post! Fiquei encantada com a cidade e to cheia de vontade de compartilhar minhas impressões e as principais atrações do local.


A ideia era fazer uma viagem romântica, devido à semana dos namorados e também ao aniversário de namoro. Além disso, eu estava exausta com a rotina e precisava ir para Minas Gerais para relaxar um pouco. O contato com a natureza sempre renova minhas energias.


Todavia, o tempo era curto, tínhamos apenas o final de semana. Então pesquisei locais próximos para que não perdessemos muito tempo com estrada. Não esperada encontrar um pedaço de paraíso tão perto de mim! Quando pesquisei sobre Monte Verde imaginei que fosse um lugar bem simples, até por que é o distrito de Camanducaia, uma típica cidadezinha do sul de Minas Gerais. Mas estava completamente enganada!


Considerada um dos principais destinos para turistas brasileiros e estrangeiros que apreciam montanhas, Monte Verde é um ambiente super charmoso rico em chalés com estilo alpino e que tem como principal característica o clima frio e o ecoturismo


Hospedagem é o que não falta: hotéis fazenda e pousadas contam com diferentes mordomias, entre elas suítes com lareiraschalezinhos e café da manhã típico, com direito a queijo Minas e pãozinho de queijo!

O Encontro do Everton e a Lareira =)







gastronomia é um dos principais atrativos, pois combina a típica cozinha mineira com os pratos de origem européiaRestaurantesbares e casas de chá oferecem cardápios com pratos italianosalemães e portugueses, e ainda tem música ao vivo nos finais de semana. A truta e o rodízio de foundes são marcas registradas, tem que experimentar!

Há também lojas de especiarias mineiras, roupas de inverno e presentes artesanais. Sugiro guardar um bom dinheiro para o comércio, pois dá uma vontade louca de levar um pouquinho de tudo! Desta vez, o máximo que pude trazer foi algumas lembrancinhas para os familiares, mas espero me preparar melhor quando voltar lá.

 Entre as atrações turísticas tem a mega tirolesa, passeios a cavalo, cascatas e cachoeiras, trilhas e cumes com vistas panorâmicas de tirar o fôlego, e diferentes esportes radicais, para quem curte um pouco de aventura.

Enfim, para quem sonha visitar Campos do Jordão, como eu, vale a pena fazer uma visita à Monte Verde! Observação: não estou ganhando nada pra fazer esse post, viu? Meu blog é movido à paixão. <3

Gostou? Fiz um álbum no facebook com todas as fotos: http://on.fb.me/1vu0ZqT

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Adorkable!

Mal entrei de férias da faculdade e já corri pra biblioteca pegar uma boa comédia romântica para me deliciar. Não aguentava mais aqueles livros acadêmicos e textos técnicos! O pior é que isto está influenciando negativamente no meu blog, afinal não estou conseguindo postar textos de opinião. Recentemente só venho postando trabalhos de pesquisa, matérias elaboradas extra-classe, roteiros de apresentação de seminários e relatórios de aulas.

O livro da vez é “Os Adoráveis” que narra a história de uma blogueira feminista dork esquisitona defensora dos direitos humanos e apaixonada pelo cara mais bacana da sua escola. Os dois se detestam e se amam ao mesmo tempo, hilário. Estou no começo da história, mas já amei o livro! Ele é narrado em primeira pessoa pelos protagonistas que se alternam entre os capítulos e a autora usa gírias e palavrões sem medo (mais ou menos como fiz em Momentos dos Delírios, mas eu inclui um narrador observador também).

Sinopse

Jeane é blogueira. Seu blog, o Adorkable, é um blog de estilo de vida — na verdade, o estilo de vida dela — e já ganhou até prêmios na categoria “Melhor Blog sobre Estilo de Vida” pelo e Guardian e um Bloggie Award. Adora balas Haribo, moda (a que ela cria, comprando em brechós) e colorir (ou descolorir totalmente) os cabelos. Cheia de personalidade e meio volúvel, ainda assim Jeane é bacana — mesmo nos momentos em que se transforma numa insuportável. Mas, certamente, ela não olharia duas vezes para Michael. Porque Michael é o oposto de Jeane. Ele é o tipo de cara que namoraria a garota mais bonita da escola. E compra suas roupas na Hollister, na Jack Wills e na Abercrombie. Além disso, diferente de Jeane, que é autossuficiente, Michael é completamente dependente do pai, o Clínico Geral que condena açúcar, e ainda permite que sua mãe compre suas roupas! (Embora, para Jeane, o pior mesmo sobre Michael é que ele baixa música da internet e nunca paga por isso). Jeane e Michael têm pouco em comum, além de algumas aulas e uma maçante dupla de “ex” — Scarlett e Barney. Mas, apesar disso, eles não conseguem se desgrudar desde que ¬ ficaram pela primeira vez.

Autora: Sarra Manning
Editora: Atom/Novo Conceito (no Brasil)
Ano: 2012
Uma das caraterísticas mais curiosas da protagonista é que ela é dork. Eu ainda não conhecia essa expressão. Na realidade, só fui descobrir o que eram os geeks depois que comecei a namorar uma pessoa que entende dessas coisas. Antes, leiga como era, resumia todos os estereótipos de intelectuais à nerds.

Dorks

Dork, inepto ou bobo, em Inglês, é um termo que identifica um estereótipo de pessoas que exercem atividade intelectual em excesso, isto é, pessoas que gostam muito mesmo de estudar e de se informar sobre tudo. Entre as tribos urbanas, diferenciam-se dos geeks e nerds de acordo com suas especificidades.

Os dorks não costumam buscar novas relações sociais, mas também não se importam com o que os outros pensam sobre isso. Fazem o que gostam e da maneira como gostam e se vestem de um jeito bem diferente do convencional.

Às vezes, procuram imitar algum personagem fictício de RPG, desenhos ou filmes, e agem, e se vestem, como o personagem. Otimistas e disponíveis para o mundo em que estão vivendo, os dorks são intelectuais peculiares.

Fonte: Novo Conceito (adaptado)


Encontrei uma descrição curiosa dos dorks no Wikipédia também:
A imagem estereotipada do Dork nos meios de comunicação e na ficção é a de um jovem que usa óculos de grau de aros pretos grossos (geralmente quebrados e reparados com fita isolante ou resina epoxi), protetores do bolso, calça curta e camisa ou a roupa demasiadamente formais para as circunstâncias. Às vezes, o estereótipo inclui a falta de higiene e características físicas, como magreza ou gordura extrema. Os Dorks não tendem a criar novas relações sociais, por simplemente não ter interesse, suas piadas geralmente são sobre temas técnicos, fictícios e do tipo tradicional, tendem a falar formalmente, especialmente com mulheres atraentes ou jovens. Podem ser péssimos nos esportes, devido à falta de força, fôlego, adrenalina, coordenação muscular e inclinação para praticá-los, o que é devido à falta de prática, já que não oferecem disposição para tais atividades, dedicando-se totalmente ao seu Hobby ou profissão.

- Wikipédia

O livro tem uma introdução dez que me levou a fazer este post. Por que quero fazer uma lista igual! Pra quem não sabe, eu adoro listas de todas as espécies. Eu sei, é um amor irracional.

O Manifesto


  1. Não temos nada a declarar, a não ser sobre nossa dorkidade.
  2. Bazares de usados são nossos shoppings.
  3. É melhor transar do que ficar na mesmice.
  4. Necessariamente, o sofrimento não melhora você como pessoa, mas lhe dá assunto para blogar.
  5. Experimente photoshop, tintura de cabelo, diferentes esmaltes e sabores de cupcake, mas nunca experimente drogas.
  6. Não siga líderes, seja um.
  7. A necessidade é a mãe da customização.
  8. Filhotes tornam tudo melhor.
  9. Garotas quietinhas raramente fazem história.
  10. Nunca esconda sua esquisitice, mas use-a como um escudo.


segunda-feira, 9 de junho de 2014

O Brasileiro Pedrês


“A rotina gera o medo de que a rotina seja quebrada. E desse medo surge a mediocridade. Que, por sua vez, mata a imaginação... e as pessoas pensam pensamentos antigos... que geram mais rotina... e assim vamos, encolhendo a capacidade de criar do brasileiro.”- Luciano Pires

Entre as cruzadas da cidade grande, pessoas se trombam sem dizer “bom dia” ou “licença” umas às outras. Elas tem pressa, tem hora para chegar, tem tarefas para cumprir. Os prédios assolam a paisagem com sua sombra devastadora. Olhos desinteressados atravessam as janelas e observam a movimentação natural de uma manhã de terça-feira. A semana só começa na terça: segunda-feira é apenas um aquecimento. Sobre os muros, pichações pedintes de um Brasil melhor, anúncios de emprego e moradia, cartomantes vendendo a esperança do futuro desejado.

Elas tomam seus táxis, ônibus, metrô ou carro próprio e rumam à vida rotineira. Colocam seus fones de ouvido para ignorar as pessoas à sua volta. Outros, na maioria jovens, desrespeitam o bem-estar público com suas músicas prediletas num volume incômodo, entre elas: funk de baixaria e subsertanejos. As vitrines anunciam promoções: parte de seus lucros é engolido pelos impostos, a outra parte é reduzida para poder superar o concorrente.

Uma manifestação desponta no horizonte, pois sempre aparece um novo motivo para protestar. Se não houver motivo, eles inventam. A fórmula é sempre a mesma: é só colocar a culpa em líderes políticos e judiciários. Não há nada que podemos fazer, a culpa será sempre do presidente.

Do outro lado, sedentários com o colesterol lá no alto entram num Mc Donalds para pedir o hambúrguer do dia, sem se preocupar com o atual índice da diabete e obesidade. As crianças se obrigam a frequentar as aulas, de olho no relógio para voltar ao seu Tablet, Smarthphone ou Playstation, não importa: desde que as mantenham quietas, os pais não se importam.


Alguns se encontram no conforto e segurança de seu apartamento no 12º andar, presos às suas televisões de 32 polegadas, assistindo notícias superficiais e sensacionalistas, conformados com o baixo nível da programação e crendo em estatísticas imbecis.

Um homem de 30 anos comparece à entrevista de emprego bem vestido, preparado para pleitear a vaga oferecida. Ele é preguiçoso, trabalha pela necessidade, mas também é ambicioso. Sua busca por resultados rápidos fez dele um malandro, abusando do bom-humor para tirar suas vantagens.

Ele é apenas mais um brasileiro com “jeitinho”, ou seja: com potencial para a resolução criatividade de problemas, mas, ao mesmo tempo, com capacidade engenhosa de agir corruptamente para obter benefícios pessoais.

O brasileiro está perdendo personalidade. Seja na escola, na faculdade, no trabalho, na igreja ou qualquer outra instituição: um conteúdo padronizado que deve ser decorado é despejado sobre a massa. Toneladas de inutilidade que não provocam sua inteligência crítica, sua criatividade, sua opinião própria. O brasileiro está perdendo cor: se misturando entre os outros, seguindo o que a mídia dita sem questionar seus conceitos e fundamentos. Estamos nos afogando e não percebemos.
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