terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Baixo Astral

Hoje eu acordei meio afetada, com os acontecimentos da semana girando na minha cabeça, decepcionada com algumas pessoas e comigo mesma. Algumas pessoas conseguem fazer tanto com tão pouco, não entendo por que eu fico mal diante das minhas frustrações. Não sei porque permito que as opiniões alheia mexam comigo.
Estou sofrendo com o preconceito. O que e uma idiotice, já que eu nunca me importei com o que pensam de mim. Mas é muito difícil lidar com várias pessoas ao mesmo tempo criticando toda a sua filosofia de vida. 
  1. Dança do Ventre não é uma dança erótica e vulgar.
  2. Tribal Fusion não é uma salada mista.
  3. É falta de educação criticar a religião dos outros, todo tipo de organização tem falhas.
  4. Não é por que meus pais pararam de estudar e preferirem ser autônomos que significa que eles são ignorantes e que passei extremas dificuldades na vida.
  5. Meu padrasto nunca me olhou com maus olhos, agradeço a preocupação.
  6. Eu tenho um animal de estimação que não é de raça, e amo ele do mesmo jeito.
  7. Trabalhar com redes sociais não é uma atividade fútil.
  8. Muitas vezes, o bom aprendizado depende do seu esforço e não se você estuda ou não na melhor universidade do país.
  9. Eu sei que meus livros podem não agradar a todos, mas eu acredito no meu potencial.
  10. Eu não consigo guardar mágoa das pessoas, tratar mal meus desafetos e nem sentir raiva por muito tempo ou algo do tipo.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Escrever pra que?

Eu amo escrever. Eu sinto muita falta de criar histórias. Mas escrever pra que, se eu não serei lida?

A escrita está sendo o meu ofício agora. Estou aprendendo a deixar meu egoísmo de lado para escrever pros outros. Eu escrevo para a faculdade e para o trabalho. Nos jornais e nas redes sociais. O que resta eu guardo no meu blog. O que não pode ser lido eu escondo no meu diário.

Para extravasar a necessidade de criar histórias, eu me refugio no The Sims. Onde estão as palavras? Elas se desmancharam em passos de dança. Eu sei, são outras interpretações. Mas no jogo eu posso registrar a história. Na dança eu posso ser lida.

Em meio aos rascunhos e rabiscos, histórias não terminadas ou que precisam ser aprimoradas, além dos meus péssimos contos e tentativas desastrosas de poema, crônicas e dramaturgia... Eu tenho um livro esperando para ser publicado. Meu último escrito concluído está guardado na gaveta, e talvez seja lá que ele vá permanecer. A não ser que seja agraciado pelo destino.

Mas, enquanto isso, escrever pra que, se eu não posso ser lida?

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Lista: Petit Gateau

Jundiá

Várias opções de sorvete, acompanhamento de chantilly e bolinho aquecido no forno.

Verace

Sorvete artesanal e em maior quantidade, mas o bolinho era reaquecido.

Milkshakespeare

Sorvete bem adocicado, mas o bolinho era reaquecido.

Rockville

Bolinho reaquecido e o sorvete estava congelado.

Para a Realização dos Sonhos

 Na minha casa todo mundo precisa contribuir de alguma forma com a renda da família. Seja arcando com as próprias contas, auxiliando no comércio ou pagando alguma conta mensal. De qualquer forma, independente de quanto eu ganho de salário, minhas condições não são favoráveis para que eu possa investir em algum projeto particular. Além disso, preciso priorizar outras coisas na minha vida, como meu estudo e a aquisição dos meus próprios patrimônios, o que não passa de necessidades, afinal, preciso ter uma profissão, aprender uma nova língua, tirar habilitação para dirigir, ter meu próprio carro e etc.
Enfim, não vale a pena investir dinheiro do meu bolso em projetos artísticos, até por que o retorno é muito lento, isso se houver um retorno. Conheço pessoas que se dedicaram à carreira artística, entregando-se a uma rotina maçante de trabalhos árduos para hoje, anos depois, poder colher um pouco dos frutos. Como por exemplo, o meu amigo que é ator profissional e somente depois de cinco anos elaborando projetos e apresentações, conseguiu vencer um concurso e recebeu um prêmio de estímulo para dividir com seu grupo, mas vale citar que durante esse tempo muitos integrantes abandonaram o barco.
E, uma das minhas maiores inspirações, minha professora Sol Gadaq, formada em danças folclóricas com ênfase em Dança do Ventre. A Sol é funcionária pública e professora voluntária de cerca de 100 alunas. Ela vai para São Paulo quase toda semana buscar material para ministrar aulas e tecidos para confeccionar trajes de dança, além de organizar eventos e levar as meninas para festivais e tudo mais. Tudo o que ela pede é a quantia da produção dos trajes e uma contribuição com a apresentação, que é para nosso próprio beneficio, e ainda assim sei que muitas vezes ela cobre os custos completando com dinheiro do próprio bolso, sem falar em todo o tempo que se dedica na aula e fora dela. Se eu pudesse fazer com que alguém reconhecesse todo o esforço dessa mulher! Um trabalho como o dela precisa e merece muito.
Se para projetos grandes, como os citados acima e, para complementar, o jornal laboratorial da minha faculdade, já é difícil conseguir patrocínio, imagine uma jovem como eu conseguir algum apoio. Difícil, mas não impossível. Há muito tempo atrás conheci alguém que me estendeu a mão. Mas eu estava sem foco e não soube aproveitar bem a oportunidade. Penso nessa pessoa todos os dias. Meu namorado me incentiva de todas as formas. Sei que se ele pudesse me daria o mundo, mas não acho justo atrapalhar seus planos pelos meus sonhos.
Opa, estamos falando de sonhos. Mas qual a definição de um sonho? Para mim, sonho é um desejo forte e distante, cuja realização nos faria alcançar os céus devido a tanto empenho dedicado a ele. Para uns, sonho é fazer uma faculdade, ter uma casa própria ou casar. Para outros, é poder entrar na escola, ter um lugar para morar e não ser um deficiente físico. Para mim, é ver meus livros publicados, e fazer da dança mais que um hobbie.
Isso não significa que meu sonho é seguir carreira artística. Mas fazer minha arte ganhar vida. Eu amo escrever, e não há nada mais prazeroso que ter um público leitor. Eu descobri que tenho uma queda forte pelo mundo do Tribal Fusion, que é uma vertente da Dança do Ventre conhecida como Dança Étnico Contemporânea, e não há nada mais prazeroso ter um público para apreciar a minha dança.
Todavia, eu preciso do apoio de pessoas físicas ou jurídicas para realizar meus sonhos. Nem sempre o patrocínio quer dizer investimento financeiro. Muitas vezes o auxílio na produção ou na divulgação ajuda muito mais. Por exemplo, se um anfiteatro disponibilizasse seu espaço gratuitamente para pequenos grupos de dança, teatro e música poderem realizar uma apresentação de qualidade estaria contribuindo para a melhoria do desempenho deste grupo nos palcos, eles estariam se preparando para grandes apresentações. Se recém-formados se unisse para trabalhar em equipe num projeto profissional, estariam ajudando um artista ao mesmo tempo em que desenvolveriam um portfólio para o mercado de trabalho.
Aprendi que o patrocínio nunca deve ser em vão. Pelo contrário, é uma troca: um pode investir, outro pode transmitir conhecimento, como o artista pode retribuir? Na publicação de um livro, já encontrei a solução: eu posso fortalecer a marca através da citação desta. Se uma empresa me patrocina, seu nome sai impresso em todo material impresso ou virtual. Se um profissional oferece seus serviços, seu nome é citado nos agradecimentos e na lista da produção editorial. Se uma pessoa custeia a produção, eu posso dar seu nome para um personagem. Mas e a dança? Como conseguir patrocínio para a dança? E que tipo de retorno eu poderia dar?
É difícil encontrar bons instrutores de Tribal Fusion que sejam acessíveis e não cobrem tão alto. Há um custo para se inscrever em festivais de dança que inclui figurino, transporte e, às vezes, hospedagem. Para publicar um livro com qualidade é preciso investir numa boa editora. Enfim, tudo requer verba.

Não quero ser uma dançarina consagrada, nem penso em grandes produções literárias, afinal meu objeto não é enriquecer e muito menos ganhar fama. Eu quero poder desenvolver meu próprio público, ensinar o que sei para iniciantes, mostrar que a leitura pode ser prazerosa. Eu quero alcançar os pequenos. Assim como eu, sei que tem fotógrafos que gostaria apenas de ter uma câmera profissional, ou músicos que sonham em entrar num escola de qualidade. Quando você sente que seu trabalho está sendo reconhecido de alguma maneira, perde a necessidade de ser “conhecido”. E é nesse momento que o sucesso bate em sua porta.
Created By Sora Templates