segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Mil Faces: Minha Jornada

Preferia a solidão ao invés de correr o risco de ser julgada pela multidão. Tinha medo de encará-la, pois sabia que havia pessoas falsas e más entre elas. Sentia-me deslocada, como se estivesse no mundo errado. Não apreciava o que ditava a moda, por isso nunca era aceita em nenhum grupo.
Preferi me recolher e me apegar na arte de escrever, desabafava minhas agonias através de histórias de ficção. As pessoas gostavam do que eu escrevia, isso por que não sabiam que a história era a minha máscara. No papel eu podia ser quem eu quisesse, podia deixar que minha imaginação se perdesse num universo de ilusões.
Mas ainda me sentia aprisionada dentro de mim quando voltava ao mundo real. Isso até descobrir a dança como uma forma de expressão. Substitui as palavras pelos movimentos, traduzindo o que sentia na leitura musical. Não tinha mais vergonha de aparecer para os outros, havia me identificado com algo, finalmente.
E o prazer infinito de interpretar uma batida e permitir que o público decifre quem eu sou é insuperável. Na arte eu me perdi para enfim me descobrir…

http://journey.beatsantique.com/#entries/6431

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