quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Amor Próprio

Em minha última aula de Estética e História da Arte o professor Cléber fez uma introdução ao período Renascentista. Para concluir a aula, ele pediu que a turma se dividi-se em grupos e discursasse sobre uma proposta de renascimento. Foi falado sobre a perda das brincadeiras infantis que não envolvem tecnologia, como as rodas e tal. Foi falado sobre a falta de contato com a natureza. Foi falado sobre a ausência de conteúdo nas músicas que estão em alta no momento. Foi falado sobre o amor ao próximo, sobre a base familiar que está se perdendo.
Eu gostaria de renascer o amor próprio. Nos dias de hoje as pessoas estão vivendo em favor dos outros. As crianças querem impressionar os coleguinhas, os filhos querem se impor aos pais, os alunos querem mostrar que sabem mais que o professor. Justo neste momento em que a mulher vem ganhando a sua voz, vem conquistando seu espaço na sociedade, o que muitas delas fazem? Denigrem sua própria imagem de variadas formas. Acredito que essa moda de ostentação vem plantando uma ambição incomum nos jovens. Se eles por si só já pensam grande, imagina com esse modelo de luxúria e fama, como é que vão pensar!

Enquanto umas pessoas dedicam seu dia acabando-se em diversão e prazer, sem pensar nas consequências que está trazendo para si mesmas; outras pessoas se preocupam tanto com o dia de amanhã e se empenham tanto em construir e construir que esquecem de cultivar os bons momentos. Ambas esqueceram de preservar sua integridade física e emocional. Ambas esqueceram a importância de valores humanos. E quanto à ética? À cidadania?
Concordo plenamente que deveria haver uma reforma cultural na sociedade, mas se as pessoas não mudarem seu jeito de pensar, a maneira como agem e tudo mais, tentar impor uma cultura à outra de nada vai adiantar, principalmente se a pessoa não tiver uma base familiar, e com isso não quero dizer uma família grande e acolhedora, e sim um modelo de pais que ensinam o que é certo e errado, que saibam impor limites aos seus filhos.
Foi falado algo à respeito no programa da Fátima Bernardes. Aliás, só por comentar, “Encontro com Fátima Bernardes” é meu programa preferido atualmente, adoro o modo como discutem um assunto, sempre levando em consideração a opinião de pessoas diferentes. Falam de temas atuais, mas de um jeito que além de me informar eu também me entretenho. E parece tão difícil criar uma dinâmica num programa! Mas eles conseguiram.

Voltando ao assunto, eu me lembro que meu grande professor, o Nereu, passou umas atividades de auto-avaliação para a turma que eu continuo exercitando até hoje, pois é muito bom para nos ajudar a focar nos nossos objetivos e enxergar nossos impedimentos. A atividade consiste em escrever uma auto-biografia com a previsão de como você vai estar daqui cinco anos. É importante escrever em terceira pessoa, assim você vai ter uma visão melhor sobre si mesmo. Mas, caso não tenha paciência para escrever, eu adaptei a atividade me fazendo a seguinte pergunta: Como você quer ser lembrado? Ao responder tal questão, tente pensar no que você gostaria de significar para os outros e para si mesmo. Acredito que, tão logo você começa a refletir chega à conclusão de que o primeiro passo é não guardar rancor, é saber perdoar o passado, perdoar as pessoas e, principalmente, perdoar os seus erros. Quando aprendemos a nos perdoar, estamos prontos para perdoar os outros.


Outro dia, conversando com meu namorado, estávamos fazendo um joguinho de perguntas de responder e rebater (por favor, não pense besteiras, eram perguntas comuns). E ele me perguntou: Se você pudesse, o que mudaria em mim? E eu respondi: Eu gostaria que você fosse mais apaixonado pela vida. E o mais engraçado é que eu não tinha noção disso até verbalizar a frase. Mas o que é amar a vida? Trabalhar e estudar é bom para construirmos coisas, mas mais importante do que amar os frutos desse esforço é saber amar os ensinamentos que obtemos dessas experiências, pois tudo o que é material pode se perder, mas o que você aprender não. Da mesma forma, é muito gostoso se descontrair numa festa com os amigos, mas é mais gostoso apreciar as boas lembranças que ficam deste momento do que apreciar o efeito do álcool no corpo naquele momento. Além disso, todo mundo deveria se dedicar aos seus hobbys com a mesma intensidade e seriedade que tem com o trabalho e o estudo. Por que? São os pequenos afazeres que gostamos de fazer que mantém nossa mente descansada e nosso corpo preparado para a correria do dia a dia. É tão bom acordar de bom humor numa segunda-feira
Para concluir, gostaria de citar uma coisa que a minha mãe, uma mulher muito sábia, sempre me disse:
Se você não se ama, ninguém vai te amar. Se você não se respeita, ninguém vai te respeitar. Se você fala mal da sua família lá fora vai estar dando motivo para falarem também.

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