sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Um Momento de Esperança, Por Favor

Existe uma personagem no livro Cinderela de Saia Justa que se chama Dona Chica. A Dona Chica é uma senhorinha muito simpática que fica tentando consolar a protagonista do livro, Ana José, com ditados típicos do seu tempo e da sua terra de origem. Eu acho muito interessante as coisas que ela diz!
Perdoar não é esquecer a história que passou, mas nos dar a chance de escrever uma nova história.
Rosa que foi plantada para ser rosa vai ser rosa, mesmo que no início do crescimento ela se pareça com um broto de feijão!
Tempestade faz parte da vida! Se só fizesse sol as plantas morreriam secas. Precisa chover para regar as plantas, senão elas não se desenvolvem.
Me identifiquei muito com o capítulo referente ao quarto encontro de estudo sobre o clássico conto de fadas Cinderela, pelo fato de já ter vivido e sobrevivido há muitas situações citadas pela autora.
De repente, você neste momento está triste, perdeu as esperanças . Aquele empreendimento no qual você tanto se empenhou acabou fracassando.  Aquele relacionamento ao qual dedicou anos acabou. Aquele sonho que você tinha certeza de realizar não se concretizou. Aquela ajuda que você estava esperando não apareceu. E, assim como Cinderela, você sente todos os seus esforços e sonhos serem rasgados como um vestido!
Caramba, quantas vezes invisto com fé e dedicação num projeto e acaba não dando certo! Como a publicação de mais um livro, o início de um novo curso, e até mesmo um novo relacionamento. O pior sentimento que existe é a frustração, essa sensação de fraqueza, que faz parecer de que seu esforço e seu trabalho de nada valeu. Mas quando me sinto assim paro para pensar nas vitórias que já conquistei ao longo da minha vida, e isso me ajuda a seguir em frente.
Há momentos na vida de todo heroi e heorína em que os sonhos mais elevados são destruídos e a esperança fica abalada. Às vezes, vocês podem estar se sentindo perdidos, abandonados e sem forças para prosseguir, como se tudo tivesse sido em vão. Porém, uma vida heroica não consiste apenas em conquistar vitórias, mas também em saber utilizar nossa capacidade de superar o que consideramos derrotas. (…) No conto fica claro que Cinderela chorou, sentiu a esperança escapar pelas mãos, mas em momento nenhum reclamou, expressou palavras destrutivas, xingou sua madrasta ou irmãs. Ela simplesmente chorou. Não deixou de ser uma heroína por ter chorado, por se sentir abandonada. Até Jesus Cristo na cruz clamou: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?” (Mc 15:34). Um heroi, ao contrário do que muitos pensam, tem o direito de chorar, e isso não significa que ele seja fraco. Até porque é preciso ser muito forte para aceitar as próprias fragilidades.
Também sou um tanto teimosa, e quando coloco uma coisa na cabeça… Passa tempo, e não esqueço! Se não deu certo de um jeito, tento de outro. E acho que essa perseverança veio da minha mãe, que da mesma forma que nos elogia e nos incentiva quando fazemos algo certo, também nos passa o maior sermão quando estamos no caminho errado, portanto, só de pensar em desistir posso ouvi-la me chamando de fraca e tal, não no mal sentido, pelo contrário, para me encorajar a continuar buscando meus objetivos.
Depois de ter feito tudo que estava a nosso alcance, depois de ter oferecido o nosso melhor, precisamos confiar que o melhor vai acontecer. E acontecer o melhor não significa que vai acontecer o que você quer, mas sim o que você precisa para encontrar seu verdadeiro caminho, sua plena realização. (…) Não podemos escolher o que nos acontece, mas podemos escolher a maneira como lidamos com o que nos acontece.
O momento de frustração é um momento oportuno para sermos atacados com pensamentos negativos. E porque esses pensamentos nos abala tanto? A Chris explica:
É mais fácil um ladrão roubar a nossa casa quando a deixamos sozinha do que quando estamos nela. Do mesmo modo é as vozes negativas: quando nos autorizamos a sair do aqui e agora, do nosso presente, e viajamos para o passado ou para o futuro, nesse instante ficamos vulneráveis a essas vozes pessimistas, à “madrasta” que, assim como no conto, tenta roubar nossa força, nossa , nossos sonhos.
Realmente, acho que a única coisa que me impede de publicar meu novo livro é o medo de que eu passe pelas mesmas frustrações que passei com o primeiro. Afinal, oportunidade e recursos para publicá-lo eu já recebi, mas não acatei. Esse é um bom exemplo de que ainda estou presa no passado e preciso me abrir para novas experiências, me dar uma nova chance.
E também tenho um bom exemplo de que eu estava presa no futuro quando se tratava da minha vida profissional e isso não estava me ajudando. Eu só conseguia mentalizar o produto final, não entrava na minha cabeça o período de estudar e me profissionalizar para chegar aonde eu quero.
Antes eu não pensava na faculdade em si, apenas nos benefícios que teria ao concluir o curso. Mas agora eu estou pensando diferente, eu estou pensando em tudo que vou poder usufruir enquanto tiver estudando.
Além disso, eu tinha me apegado tanto à ideia de ser autônoma e trabalhar com minha grande paixão que é a arte e a cultura que esqueci que o tempo todo havia um plano B presente no meu Plano de Negócio: meu pequeno escritório!
Quando Moisés atravessava o Mar Vermelho com o povo israelita, passou por um grande desafio em que sua confiança foi testada. Imagine quantas pessoas em seu lugar, naquele momento, poderiam pensar: “Não posso ir adiante, vou afundar”? Mas ele continuou a caminhar com confiança, com uma fé inabalável. Não uma fé na própria força, mas na força presente ao seu redor. E por fim o mar se abriu! Essa passagem da Bíblia, de forma simbólica, revela como a fé e a nossa confiança podem abrir novos e grandiosos caminhos.
Ter significa acreditar que as coisas podem acontecer a seu favor, significa acreditar que você tem capacidade de chegar aonde deseja. Ter fé é confiar: confiar em você, confiar no mundo ao seu redor e se deixar levar.
Então, é isso, vamos nos deixar levar!

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