sexta-feira, 30 de agosto de 2013

A Habilidade de Se Comunicar Bem

Apesar de não ser ruim com metáforas, textos publicitários são meu fraco. A linguagem exige ideias práticas em textos concisos, e essa é minha maior dificuldade, por que gosto de entrar nos pormenores do assunto. Aliás, era por isso que eu e a instrutora de Conto ModernoJan Bittencourt – não nos demos tão bem: ela tentava forçar minha criatividade me incentivando a cortar trechos que julgava desnecessários dentro do meu texto, e eu não gostava nada disso. (Só por comentar, ela tinha uma habilidade incrível para criar títulos que eu admirava muito, porque sempre tenho que pensar bastante pra chegar num título bom).

Gostei da minha professora de Língua Portuguesa, a Sônia, mestre em linguística. Infelizmente, acho que não vai demorar para ela notar a forma como estruturo meus textos. Primeira aula com ela e no quadro está um lançamento de cerveja com consistência de sorvete, da Skol. Slogan criado por mim: “Mais redonda e mais gelada: para brincar como criança, mas com a malícia de um adulto”. Meu Deus, ficou horrível. Que merda. Simplesmente não consigo passar a ideia num texto curto, que é a principal necessidade da propaganda.
Quando a gente trabalha com comunicação, apenas falar/escrever bem não é suficiente, é apenas o básico e necessário. É preciso saber agradar, persuadir, emocionar e/ou provocar escolhendo as palavras certas. É preciso saber usar e abusar das palavras no seu interim.

A minha necessidade é a do esclarecimento. Adoro a arte da palavra, a maneira como podemos brincar com ela, passar ideias diferentes formulando as mesmas palavras de variada maneiras. É tão gostoso ter particularidade com a língua escrita. Quando se tem o domínio da linguagem conseguimos deixar transparecer apenas o que quisermos. E, da mesma forma, um bom entendedor sempre compreende a mensagem nas entrelinhas.
A professora falou uma coisa que traduz exatamente meus pensamentos com relação à sociedade e à nós mesmos, com relação ao meu eu:
Quanto maior nosso grau de instrução, maior a nossa responsabilidade social.
Cresci com a ideia de que não podia falhar, de que sempre tenho que dar o melhor de mim em tudo que faço. Mas é impossível agradar todo mundo e sair satisfeito também. E quando me sinto encurralada desta maneira sofro com a frustração. Também gosto do espírito de independência. Pra mim, contar com alguém significa compromissar-se com ela, ficar “devendo uma”.
Não se sinta assim. Eu quero te ajudar porque me importo com você e quero te ver feliz.
Isso muda tudo para mim.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Eu, Universitária

Novidade: Decidi não esperar mais e me matriculei na faculdade, comecei a estudar na segunda semana de aula do segundo semestre, e to muito feliz com isso. Afinal, o que é que eu estava esperando pra começar? Bem, até o começo do ano eu ainda estava com o pé atrás com relação à escolha do meu curso. Depois o problema foi o tempo, porque eu coloquei na cabeça que queria estudar de manhã e tal. Depois foi o dinheiro, porque eu tinha que fazer um pé de meia, arcar com o material, transporte e blá blá blá. Aí uma amiga me disse uma coisa que mudou tudo pra mim: Se você for esperar ter tempo e dinheiro ou qualquer outra condição pra começar um projeto novo, você nunca vai começar esse projeto. Então eu dei uma de louca, limpei o saldo disponível no meu cartão de crédito e me matriculei.

Meu plano era contar com meus pais, ou entrar no FIES (Financiamento Estudantil), mas minha mãe já deu uma de super-heroína e assumiu a bronca. É claro que não vai ficar assim. Já comecei a procurar emprego na área e tudo mais. Afinal, minha mãe tem seus próprios planos e não quero incomodar meu pai.

Estou fazendo Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, na FACCAMP (Faculdade de Campo Limpo Paulista). Meu Deus, como eu não me toquei que este era o curso ideal para mim? Me identifico muito com todas as disciplinas, e está sendo uma delícia estudar. Acho que estava sentindo falta desse ambiente escolar. Além disso, os professores são ótimos, e a liberdade de expressão em sala de aula é maravilhosa. Conheci pessoas interessantes, inteligentes, jovens com os quais eu me identifico totalmente. Estou no meu habitat natural.

Na minha perua a maioria estuda alguma Engenharia, mas isso não faz com que eu me sinta deslocada. Na minha sala também tem alunos de Publicidade e Propaganda e Rádio e TV, mas o interesse na comunicação é o mesmo. De uma forma ou de outra, tudo acaba se relacionando.

Para completar, estou namorando um rapaz muito bacana e não me conformo por não ter prestado atenção nele antes. Ele é carinhoso, atencioso e… Estrategista. Um ótimo ouvinte, não ri dos meus dilemas, nem sai correndo de um compromisso. Poder contar com uma pessoa sensata e que me admira pelo que eu sou é uma grande força.

Quanto a minha turma em si, minha única dificuldade está sendo me entrosar. Talvez porque como todos começaram juntos no início do ano e eu caí de paraquedas no segundo semestre, a maioria dos alunos já se entrosaram e tudo mais. Sem querer, sentei numa fileira que só tem homens. Não sei porquê – já comentei isso aqui – , acho tão mais fácil fazer amizade com homens! Os homens não são preconceituosos nem nada. Mulher é muito crítica! E pra piorar, reconheci alguns rostinhos do Ensino Médio, pessoas que fiquei aliviada com a doce ilusão de nunca mais ver na minha vida (o que é impossível, né, já que o mundo é tão pequeno). Mas, para compensar, os meninos são ótimos, prestativos e tudo mais.

Um detalhe curioso: como minha voz não é muito forte, a professora pediu que eu me levantasse para que a classe compreendesse o texto que eu estava lendo. Tipo, eu já tava super sem graça, pois fomos pegos desprevenidos, era aula de sociologia, estávamos falando de feudalismo, e história não é meu forte, e o carinha que ia ler o texto e discorrer sobre o assunto tinha faltado, então sobrou pra mim… Pensei “se sentada já estou tendo dificuldades, imagina levantar e encarar a sala toda, ainda mais com todo mundo sabendo que sou a aluna nova (detesto ser aluna nova!)”. Revisando os sintomas da timidez: mão suada, coração disparado, gagueira. Sempre passei por isso. Mas foi incrível quando, assim que me coloquei de pé e encarei a classe… A timidez passou!  Concluí que era consequência da dança. Por que numa apresentação é sempre assim: enquanto estou sentada esperando minha vez me sinto super nervosa, mas depois que começo a dançar tudo flui… Dá pra entender?

Mudando o foco, existe um grupo dentro da faculdade que se chama O Jornaleiro, onde os alunos de Comunicação Social exercitam o que estão aprendendo produzindo matérias sobre variados assuntos. O jornal impresso está indo para a 3ª edição, com uma tiragem de 1.500 exemplares, e está muito bem feito, levando em conta que a maioria dos alunos não é profissional. Vou me esforçar para fazer parte do grupo, tenho certeza de que posso contribuir de alguma maneira.

Entre minhas disciplinas estão:

História da Comunicação – Profº Paulo

O Paulo é um barato. Logo no começo achei que a matéria ia ser um grande tédio, mas muito pelo contrário: a maneira como ele dá aula faz tudo parecer muito interessante. É muito fácil se envolver com a aula, com o conteúdo e tudo mais.

Estética e História da Arte – Profº Cléber

O Cléber associa muito a aula à sua própria experiência de vida. Ele não simplesmente aula de arte, mas ele vive a arte, e isso é explícito no seu jeito de se comportar, de discursar e tudo mais.

Técnicas e Gêneros Jornalísticos – Profª Maria

Ainda não tive a oportunidade de conhecer a Maria Auxiliadora, porque ela tirou licença e quem está ministrando as aulas é o Profº Felipe. Mas, pelo pouco que ouvi falar dela, parece uma pessoa difícil de lidar. Só pra registrar, ouvi a seguinte expressão: “… Eu estava me preparando psicologicamente para a aula dela…”.

Técnicas de Rádio e TV – Profº Felipe

O Felipe é um homem jovem, mas muito inteligente e com um grande espírito de liderança. Eu adoro a maneira como ele organiza as aulas deles, tudo bem planejado e tudo mais. Apesar de ele fazer anotações e tal para dar a aula, consegue fazer com que o conteúdo seja muito dinâmico, sempre associando com fatos históricos, atuais e exemplos da nossa própria vida. E, só por comentar, ele é uma gracinha.

Língua Portuguesa – Profª Cecília

A Cecília é um tanto séria, fala tudo certinho e tal, mas é uma boa pessoa, muito inteligente e centrada em suas aulas.

Técnicas e Métodos de Publicidade e Propaganda – Profº Paulo

Textos publicitários não são meu forte. Espero que o humor do professor Paulo me ajude a lidar melhor com essa disciplina.

sábado, 10 de agosto de 2013

Pessoas Vitoriosas

Finalizada a leitura de Cinderela de Saia Justa – Para quem não vive um conto de fadas, mas merece finais felizes, de Chris Linnares, gostaria de deixar algumas citações importantes presentes no livro. O restante consiste em descobrirmos a pessoa vitoriosa que há em cada um de nós.

Chris Linnares

Escritora, atriz, psicóloga, master em Programação Neurolinguística, pós-graduada em Dinâmica Organizacional: Motivação e Liderança, fez cursos na área de desenvolvimento humano na Universidade Harvard, em Boston, Estados Unidos, e de Roteiro no Cinusp, em São Paulo.
Durante quatro anos, como comunicadora de rádio, levou ao ar o programa Histórias de Sucesso e há mais de cinco anos desenvolve o Projeto Educacional METAS – Motivação, Escolha, Trabalho e Atitude na Sociedade, dirigido a adolescentes.
Atriz e escritora da comédia e do livro de grande sucesso Divas no Divã, Chris Linnares também tem levado seu humor e seu conhecimento sobre o comportamento humano para a TV. Além disso, ministra cursos e palestras no Brasil e no exterior e publica artigos em revistas de circulação nacional.

Cinderela de Saia Justa

“A fácula contemporânea Cinderela de Saia Justa nos faz acordar para aspectos da nossa existência que, como adultos tão politicamente corretos que devemos ser, havíamos esquecido.” – Ana Beatriz Barbosa Silva, psiquiatra e autora dos livros Mentes Inquietas e Mentes & Manias
“Chris Linnares expressa com maestria seu humor e a visão carinhosa da psique feminina em um ficcional que nos faz pensar nas entrelinhas.” Lucilia Diniz, consultora Light – Grupo Pão de Açucar

Todas as adversidades, problemas e obstáculos que encontrei em minha vida me deram força.
- Walt Disney
É melhor tentar do que se preocupar e ver a vida passar.
É melhor tentar, ainda que seja em vão, do que se sentar fazendo nada até o final.
Eu prefiro na chuva caminhar que em dias tristes em casa me esconder.
Prefiro ser feliz embora louco do que em conformidade viver!
- Martin Luther King

O Verdadeiro Amor

Pergunte a qualquer mãe que está sentindo as dores do parto e ela vai te dizer que é possível, sim, lidar com a dor com um sentimento de felicidade no coração! E só há uma forma de conseguir isso: praticando o verdadeiro amor.  O verdadeiro amor nos liberta da culpa e do medo. É o amor que nos permite ser felizes independente do que nos acontece.  É o amor que ama a Cinderela em nós, aquele lado bondoso, humilde, esforçado, e que também ama a madrasta em nós, aquele lado que a cada dia nos desafia a despertar em nós o nosso heroi. É quando sentimos medo que temos a oportunidade de conhecer e expressar nossa coragem. É quando sentimos dúvidas e incertezas que temos a oportunidade de expressar a nossa . É quando sentimos que precisamos perdoar que temos a oportunidade de expressar nosso grande amor! Quando compreendemos que tudo que nos acontece, por mais doloroso que seja, tem um propósito maior, um propósito de nos fazer crescer e encontrar nosso caminho, podemos escolher lidar com as situações da vida com felicidade. A felicidade de saber que estamos diante de uma oportunidade de crescimento. A felicidade de saber que vamos ter a chance de escolher se vamos agir como herois e heroínas ou como reles mortais cheios de mágoas e reclamações!


sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Um Momento de Esperança, Por Favor

Existe uma personagem no livro Cinderela de Saia Justa que se chama Dona Chica. A Dona Chica é uma senhorinha muito simpática que fica tentando consolar a protagonista do livro, Ana José, com ditados típicos do seu tempo e da sua terra de origem. Eu acho muito interessante as coisas que ela diz!
Perdoar não é esquecer a história que passou, mas nos dar a chance de escrever uma nova história.
Rosa que foi plantada para ser rosa vai ser rosa, mesmo que no início do crescimento ela se pareça com um broto de feijão!
Tempestade faz parte da vida! Se só fizesse sol as plantas morreriam secas. Precisa chover para regar as plantas, senão elas não se desenvolvem.
Me identifiquei muito com o capítulo referente ao quarto encontro de estudo sobre o clássico conto de fadas Cinderela, pelo fato de já ter vivido e sobrevivido há muitas situações citadas pela autora.
De repente, você neste momento está triste, perdeu as esperanças . Aquele empreendimento no qual você tanto se empenhou acabou fracassando.  Aquele relacionamento ao qual dedicou anos acabou. Aquele sonho que você tinha certeza de realizar não se concretizou. Aquela ajuda que você estava esperando não apareceu. E, assim como Cinderela, você sente todos os seus esforços e sonhos serem rasgados como um vestido!
Caramba, quantas vezes invisto com fé e dedicação num projeto e acaba não dando certo! Como a publicação de mais um livro, o início de um novo curso, e até mesmo um novo relacionamento. O pior sentimento que existe é a frustração, essa sensação de fraqueza, que faz parecer de que seu esforço e seu trabalho de nada valeu. Mas quando me sinto assim paro para pensar nas vitórias que já conquistei ao longo da minha vida, e isso me ajuda a seguir em frente.
Há momentos na vida de todo heroi e heorína em que os sonhos mais elevados são destruídos e a esperança fica abalada. Às vezes, vocês podem estar se sentindo perdidos, abandonados e sem forças para prosseguir, como se tudo tivesse sido em vão. Porém, uma vida heroica não consiste apenas em conquistar vitórias, mas também em saber utilizar nossa capacidade de superar o que consideramos derrotas. (…) No conto fica claro que Cinderela chorou, sentiu a esperança escapar pelas mãos, mas em momento nenhum reclamou, expressou palavras destrutivas, xingou sua madrasta ou irmãs. Ela simplesmente chorou. Não deixou de ser uma heroína por ter chorado, por se sentir abandonada. Até Jesus Cristo na cruz clamou: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?” (Mc 15:34). Um heroi, ao contrário do que muitos pensam, tem o direito de chorar, e isso não significa que ele seja fraco. Até porque é preciso ser muito forte para aceitar as próprias fragilidades.
Também sou um tanto teimosa, e quando coloco uma coisa na cabeça… Passa tempo, e não esqueço! Se não deu certo de um jeito, tento de outro. E acho que essa perseverança veio da minha mãe, que da mesma forma que nos elogia e nos incentiva quando fazemos algo certo, também nos passa o maior sermão quando estamos no caminho errado, portanto, só de pensar em desistir posso ouvi-la me chamando de fraca e tal, não no mal sentido, pelo contrário, para me encorajar a continuar buscando meus objetivos.
Depois de ter feito tudo que estava a nosso alcance, depois de ter oferecido o nosso melhor, precisamos confiar que o melhor vai acontecer. E acontecer o melhor não significa que vai acontecer o que você quer, mas sim o que você precisa para encontrar seu verdadeiro caminho, sua plena realização. (…) Não podemos escolher o que nos acontece, mas podemos escolher a maneira como lidamos com o que nos acontece.
O momento de frustração é um momento oportuno para sermos atacados com pensamentos negativos. E porque esses pensamentos nos abala tanto? A Chris explica:
É mais fácil um ladrão roubar a nossa casa quando a deixamos sozinha do que quando estamos nela. Do mesmo modo é as vozes negativas: quando nos autorizamos a sair do aqui e agora, do nosso presente, e viajamos para o passado ou para o futuro, nesse instante ficamos vulneráveis a essas vozes pessimistas, à “madrasta” que, assim como no conto, tenta roubar nossa força, nossa , nossos sonhos.
Realmente, acho que a única coisa que me impede de publicar meu novo livro é o medo de que eu passe pelas mesmas frustrações que passei com o primeiro. Afinal, oportunidade e recursos para publicá-lo eu já recebi, mas não acatei. Esse é um bom exemplo de que ainda estou presa no passado e preciso me abrir para novas experiências, me dar uma nova chance.
E também tenho um bom exemplo de que eu estava presa no futuro quando se tratava da minha vida profissional e isso não estava me ajudando. Eu só conseguia mentalizar o produto final, não entrava na minha cabeça o período de estudar e me profissionalizar para chegar aonde eu quero.
Antes eu não pensava na faculdade em si, apenas nos benefícios que teria ao concluir o curso. Mas agora eu estou pensando diferente, eu estou pensando em tudo que vou poder usufruir enquanto tiver estudando.
Além disso, eu tinha me apegado tanto à ideia de ser autônoma e trabalhar com minha grande paixão que é a arte e a cultura que esqueci que o tempo todo havia um plano B presente no meu Plano de Negócio: meu pequeno escritório!
Quando Moisés atravessava o Mar Vermelho com o povo israelita, passou por um grande desafio em que sua confiança foi testada. Imagine quantas pessoas em seu lugar, naquele momento, poderiam pensar: “Não posso ir adiante, vou afundar”? Mas ele continuou a caminhar com confiança, com uma fé inabalável. Não uma fé na própria força, mas na força presente ao seu redor. E por fim o mar se abriu! Essa passagem da Bíblia, de forma simbólica, revela como a fé e a nossa confiança podem abrir novos e grandiosos caminhos.
Ter significa acreditar que as coisas podem acontecer a seu favor, significa acreditar que você tem capacidade de chegar aonde deseja. Ter fé é confiar: confiar em você, confiar no mundo ao seu redor e se deixar levar.
Então, é isso, vamos nos deixar levar!

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Fazendo as Pazes com meu Mundo Interior

Como vocês sabem, estou lendo o livro Cinderela de Saia Justa e tentando analisar os ensinamentos em cima do clássico conto de fadas para colocá-los em prática. Antes de dar início ao que diz respeito ao procedimento da minha leitura preciso contar uma coisa da minha vida pessoal.
Eu fiquei um bom tempo afastada da igreja e só recentemente tive coragem de voltar a buscar minha realização espiritual. E estar em paz consigo mesmo parece mudar tudo na vida da gente, conseguimos enxergar as coisas e as pessoas sobre outro ângulo. É tão bom!
No segundo capítulo do livro a Chris fala sobre dois mundos: o exterior e o interior. Por favor, observem a importância do campo interior que, ao contrário do que pensamos, exerce total influência sobre o mundo exterior.
Vivemos em dois mundos: o exterior e o interior. Um é visível, objetivo; o outro é invisível, subjetivo. O mundo exterior penetra através dos cinco sentidos e é compartilhado por todos. Já o mundo interior, dos pensamentos, dos sentimentos, das crenças e das sensações, pertence a você. E é nesse mundo que vivemos o tempo todo! É nele que sentimos, sofremos e determinamos nossas ações. E como nossas ações influenciam diretamente nosso mundo externo, podemos dizer que, quando aprendemos a nos relacionar de forma construtiva com nosso mundo interno, temos a base para a verdadeira transformação de nossa vida.
É por isso que a psicologia apoia a fé religiosa nas pessoas, afinal é cientificamente comprovado que uma pessoa que crê em Deus é mais realizada e passa com mais facilidade pelas provas da vida, como a frustração profissional ou uma grave doença.
A proposta do livro é cuidar do nosso mundo interno, que muitas vezes fica esquecido. Temos que correr atrás dos valores adormecidos e, dessa forma, não fazer de tudo, mas ser tudo para atrair o mundo, aqui no sentido de todas as áreas da vida: social, profissional, pessoal, amoroso.
Curiosidade: A palavra fada vem do latim fata, que significa deusa do destino.
Ou seja: a Fada Madrinha da Cinderela representa o seu destino. Segundo a Chris, destino é a descoberta do caminho que nossa alma tanto anseia encontrar.
Você sabe qual é o seu destino? Acredita que os bons sentimentos podem nos levar até o nosso destino?
Então vamos a segunda prática:
Exercitar a bondade, a generosidade e o amor
Que é o estado de espírito que a Cinderela mantém durante todo o conto. A autora inclusive a compara com a clássica história bíblica de José, que também foi humilhado pelos irmãos e tudo mais (aliás, ta passando uma minissérie na Record muito bem produzida: José do Egito), mas se manteve perseverante e bondoso.
Mas não adianta ser bondoso com todo mundo e negligenciar a si mesmo. Pelo contrário, temos que começar aplicando a prática conosco: dando o melhor para si mesmo, se proporcionando momentos prazerosos, oferecendo o melhor para o nosso corpo, nossa estética e nossa saúde.
A Chris também fala de prosperidade. Acredito que já fiz um post sobre isso ao ler um livro sobre o assunto.
Prosperidade significa enriquecimento e desenvolvimento
E não necessariamente uma conta bancária gorda. O dinheiro é apenas uma consequência. Aliás, isso é uma das coisas que a Universal vive tentando ensinar, mas muitas pessoas não compreendem.
Para finalizar:
Aquele que obtém uma vitória sobre outros é um forte; porém, quando consegue vencer a si mesmo, é todo-poderoso. - Lao Tse
Se continuarem agindo como sempre agiram, continuarão vivendo o que sempre viveram.
Portanto, se desejamos mudanças em nossa vida, temos que começar mudando nosso comportamento.
A Partir de Hoje eu me Autorizo…
… A dar o meu melhor sorriso, mesmo que talvez eu não receba outro de volta;
… A vestir a roupa mais bonita, mesmo quando eu me sentir feia;
… A expressar palavras de alegria, mesmo quando eu me sentir triste e desiludida;
… A ser generosa, mesmo não recebendo nada em troca;
… A oferecer o melhor de mim todos os dias, com a certeza de receber o melhor da vida.
Pois não há dádiva maior que conhecer o melhor que está em mim.

Beijão, fiquem com Deus.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Sonhar, Desejar e Realizar

Se você deseja ardentemente o que não é seu, perde o que é seu. – Epíteto (filósofo grego)
Estou na metade da leitura do livro “Cinderela de Saia Justa – Para quem não vive um conto de fadas, mas merece finais feliz”, escrito por minha diva Chris Linnares. Essa leitura está  sendo muito útil para eu colocar meus planos em prática. O tema do post de hoje, de acordo com o procedimento da leitura, é o sonho, aqui compreendido como a maior meta que buscamos em nossa vida. Afinal, quando deixamos de ter um motivo para viver, deixamos de viver, ficamos ligados no piloto automático apenas vegetando nesse mundo.

Palavras da Chris

Existe uma força que impulsiona todo ser humano a encontrar sua plena realização. Alguns denominam essa força de Deus, Força Cósmica, Anjos, Fadas. Outros preferem crer apenas na ciência, e se dispõem a seguir renomados pesquisadores do comportamento humano.
A força que me impulsiona a encontrar minha plena realização é meu Senhor Jesus, e eu mesma. Mas conheço pessoas pagãs, que acreditam na força natural das coisas, e também conheço ateus, que não acreditam em nenhuma força sub-humana, contando apenas consigo mesmos para a realização de seus planos. Indiferente do tipo de força que acreditamos, ninguém vai chegar a lugar nenhum se não souber conduzir essa força da maneira correta. E qual é a maneira correta?
No clássico conto de fadas da Cinderela, o baile real simboliza o seu grande sonho, o que sua alma mais deseja, e este é o motivo que a fez se dispor a trabalhar e a se esforçar, ao invés de reclamar e se deixar dominar por pensamentos destrutivos.
Que é o que vejo muita gente fazer, e depois ainda se perguntam por que nada dá certo para elas. Há pessoas que tem grandes sonhos, mas julgam seus sonhos impossível de ser realizado, então se nem elas acreditam nessa possibilidade, qual a probabilidade desse sonhos se tornarem reais? O Bispo Edir Macedo (da igreja Universal, que é a igreja que eu frequento) sempre diz que “se você tem um grande Deus, pode se dar o direito de ter grandes sonhos, pois se você pensa grande, grandes coisas acontecerão na sua vida, mas se você pensa pequenininho…”, e acredita que eu vejo muitos religiosos que creiam no mesmo Deus que eu, mas se conformam com uma vida medíocre? Um absurdo isso. E não estou falando de coisas materiais, dinheiro em abundância e poder e tal, não, me refiro a coisas simples e importantes da nossa vida, como uma relação amorosa estável e uma vida familiar prazerosa.
Como a Chris Linnares é cristã, é normal ela encontrar bons exemplos através de histórias bíblicas. Então, mais uma vez ela cita uma história muito conhecida da bíblia em comparação ao clássico conto de fadas:
Davi, aos olhos dos outros, era um simples pastorzinho de ovelhas lá nas colinas de Belém, mas ele tinha potencial para ser o homem que iria vencer o gigante Golias e se tornar rei. Encontramos tanto em Cinderela como em Davi uma característica semelhante e própria dos verdadeiros heróis e heroínas. Em nenhum momento quando Davi era um simples pastor e Cinderela fazia trabalhos domésticos, você os encontra reclamando com pensamentos como “Que saco, por que ninguém reconhece o que eu faço?”. De repente, você está fazendo um trabalho que não é reconhecido pelos outros, algo considerado simples. Talvez até sinta que não tem muitos recursos, assim como Cinderela, que só tinha um vestidinho velho para ir ao baile, ou Davi, que para lutar com o gigante Golias não dispunha de uma armadura maravilhosa. Mas, como herois, eles ouviram o chamado da vida, se autorizaram a seguir os desejos de seu coração e, mesmo aparentemente sem recursos, conseguiram sua realização.
E ela completa: A atuação dessa força que nos impulsiona na realização do nosso caminho ocorre através de nós, na nossa situação, com nossos próprios recursos, da maneira que verdadeiramente somos.
Basta estarmos abertos as oportunidades que a vida nos oferece, não é mesmo? Para concluir, leia o texto abaixo e voz alta e coloque em prática o que está lendo:
A Partir de Hoje eu me Autorizo…
… A aceitar os anseios da minha alma;
… A sentir os desejos que pulsam em meu coração;
… A conhecer minhas emoções mais profundas;
… A despertar meus talentos e potencialidades;
… A trabalhar para realizar meus verdadeiros sonhos;
… A me libertar para encontrar meu caminho;
… A valorizar o que tenho e o que sou;
… A ter coragem de reconhecer o que é importante para a minha vida;
… A ser vitoriosa na minha vida pessoal e profissional;
… A não me comparar nem a me desvalorizar.
Porque onde estou e como estou é a porta de entrada para a realização da minha história. Uma história única e fascinante, na qual a autenticidade é minha maior diretriz.
Que isso sirva para todos nós.

Beijocas da Meh

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Subindo no Salto… de Cristal!


Pra quem ainda não sabe, Chris Linnares é uma das minhas musas inspiradoras. Foi depois de conhecer sua história de vida que eu decidi estudar psicologia. Ela é uma mulher simples e inteligente que agrada todos os públicos. A conheci através de um DVD que continha sua grande peça Divas no Divã, uma palestra motivacional feita por ela, uma breve biografia sua e a descrição de suas obras publicadas.
Sempre quis ler um de seus livros. E, felizmente, a abençoada Lucélia doou o livro Cinderela de Saia Justa para a biblioteca municipal de Jundiaí e agora ele está em minhas mãos =D. Aliás, vou até aproveitar para fazer um apelo: se você tem livros em casa, ao invés de deixá-los mofando na estante, doe para alguma biblioteca pública para que pessoas como eu possa riscar mais itens de sua meta de leitura, antes que ele fique tão velho a ponto de não poder mais ser restaurado. O trabalho de restauração que as bibliotecárias fazem é maravilhoso, elas são bem preparadas para isso, então não jogue sua coleção de livros velhos no lixo. Doe!
Cinderela de Saia Justa é uma trama que conta as aventuras de uma jornalista cética, Ana José, dona de imensa lista de frustrações pessoais.
Dependendo do ponto de vista do leitor, pode ser apenas mais uma história de ficção. Ou você pode se colocar no lugar da personagem e tomar o livro como auto-ajuda. No catálogo sistemático ele está classificado como Psicologia Aplicada para Realização Pessoal. Enfim, de qualquer forma ele é um remédio para a auto-estima da gente.
Logo comecei a ler já peguei um “conselho” muito bom que estou praticando e gostaria de compartilhar com vocês. O conselho é a gente “se autorizar” a fazer aquilo que a gente quer. Peraí, deixa o livro explicar:
Vamos começar pela definição da palavra autorizar, que significa dar autoridade. A palavra autoridade, por sua vez, significa influência, poder. Portanto, a pergunta é: Quem te influencia? Quem, neste momento, exerce poder sobre sua vida? Seus amigos? Seu cônjugue? Seus pais? Seu chefe?
E você? Existe uma grande diferença em ter total poder sobre suas escolhas, ou apenas desejar ter. Depois do primeiro encontro com uma associação secreta onde se aprende ensinamentos de vida através dos contos de fada, Ana José se vê refletindo sobre o tipo de autorização que ela exerce sobre sua vida. Cansada, ela faz a seguinte lista:
A Partir de Hoje eu me Autorizo…
… A me sentir valorizada, mesmo quando os outros não reconhecerem o meu valor;
… A dar uma oportunidade para o amor, mesmo quando meu coração insistir em manter as portas fechadas;
… A sentir prazer, mesmo quando a culpa e o medo tentarem roubá-lo de mim.
… A confiar nas minhas capacidades, mesmo tendo me acostumado a menosprezá-las;
… A superar minhas limitações, mesmo tendo desistido de enfrentá-las;
… À felicidade;
… Às grandes oportunidades;
… A acreditar no melhor da vida, mesmo estando acostumada a acreditar que isso não passa de utopia.
Quem precisa de terapia quando se pode contar com a literatura? Agora é só colocar tudo isso em prática. Por que só ler e refletir não vai mudar nada na nossa vida.

Beijocas da Meh

sábado, 3 de agosto de 2013

Desejos e Promessas Para Meu Décimo Nono Ano de Vida


1. Começar um curso de inglês


Demorou, mas eu tive que reconhecer que falar outra língua é essencial para um bom currículo, sem falar que nos abre muitas portas. A gente nunca sabe quando vai ter a oportunidade de viajar para o exterior, não é mesmo? E eu quero estar preparada para isso.

2. Tirar habilitação para dirigir


Se eu desejo tanto um carro o mais óbvio é dar o primeiro passo adquirindo minha carteira de motorista. Que, aliás, se a gente parar pra pensar, é mais difícil de conseguir do que o próprio carro.

3. Entrar na faculdade


Depois de tantos testes vocacionais, enem, vestibulares e tudo mais… Agora eu quero fazer faculdade. Não se trata mais de uma obrigação, ou uma necessidade, e sim de um desejo. Eu sei o que quero estudar e sinto falta da rotina de um estudante. Além das prováveis melhorias no campo profissional, também conhecerei pessoas diferentes e assim eu posso aumentar meu círculo de contatos, fazer novas amizades. Sem falar que ESTUDANTE PAGA MEIA! Cara, depois que eu terminei o ensino médio me dei conta de que não iria aos eventos pela metade do preço, e isso foi um choque total.

4. Fazer yoga


Nem que eu compre um DVD e arranque toda a mobília da sala para liberar espaço. Yoga é fundamental para uma boa dançarina do ventre! Entre seus benefícios estão o aumento da concentração e da capacidade respiratória, ou seja, é uma prática que trabalha o corpo e a mente. Além disso, tenho curiosidade em conhecer a Ashtanga, que é uma vertente mais dinâmica da ioga. Ela combina exercícios respiratórios com uma sequência de movimentos ininterruptos, trabalhando todos os músculos do corpo, principalmente das pernas, dos braços e do abdômen. Pois é, to bem informada =)

5. Publicar um livro


Ou dois. Afinal, tenho uma série de bons contos e um romance gótico terminado, preciso tirar eles da gaveta. E como boa escritora, não posso deixar aqueles que gostam do que escrevo na mão. Só que não vejo mais a escrita como um investimento, pois sei que o retorno é pouco ou zero. Mas, como sempre disse, eu escrevo porque gosto, então não me importo se não vou ter lucros com isso. Todavia, não posso investir dinheiro nisso quando tenho outras prioridades pessoais na minha vida. Em outras palavras: patrocinadores que gostam de incentivar a leitura, cadê vocês?!

6. Fazer aulas de Dança do Ventre


Ora, mas é claro que eu vou continuar dançando com minha professora linda, ainda tenho muito o que aprender. Mas também gostaria de investir em uns workshops por fora, viajar mais, conhecer outras dançarinas, participar de excursões para Mostras e Festivais e estudar em casa (Deus abençoe o criador da internet e do youtube). Preciso de muito alongamento, decorar a diferença entre um ritmo e outro, aumentar minha criatividade nas coreografias solos e conhecer cada dança folclórica e tudo mais.

7. Aprender a nadar


Mano, eu preciso aprender a nadar. Eu amo água, literalmente, mas tenho medo dela. Não tem nada mais gostoso do que mergulhar numa piscina, ou entrar na cachoeira, ou sentir as ondas do mar contra seu corpo. Mas como é que eu vou aproveitar todas essas delícias se eu não aprender a nadar? Então, preciso de umas aulas particulares.

8. Encontrar uma fonte de renda


Ta amarrado esse espírito do desemprego que desceu sobre minha vida. Não é normal isso não. Estou dificuldades para encontrar um trabalho remunerado, um bico, um serviço autônomo, qualquer coisa. E pensar que tenho amigos mais velhos e influentes que poderiam me ajudar e nada. Para realizar meus projetos preciso de dinheiro. Mas aprendi que mesmo que a gente tenha todo o dinheiro do mundo, se não tivermos foco não chegaremos a lugar nenhum. Por que dinheiro acaba. Então um emprego/serviço/bico significa mais do que isso para mim, significa estabilidade na nossa vida financeira, significa contabilizar tudo o que a gente gasta, significa saber planejar dentro do limite que a gente possui, significa ter auto-controle financeiro. Nada melhor do que se sentir desapagado do dinheiro. E não to falando isso só porque eu to sem, viu? Até porque me apareceu a chance de fazer um empréstimo alto e… Eu disse não. Eu estou contente com minha pensão e meu cartão de crédito, mas apesar de isso cobrir meus gastos pessoais, não são suficiente para bancar meus projetos de vida.

9. Colocar aparelho nos dentes


Saúde é muito importante, e ir ao dentista significa cuidar da nossa saúde e da nossa estética. Preciso fazer uma microcirurgia para remoção de dois dentes que estão querendo nascer e, se isso acontecer, pode prejudicar toda minha arcada dentária. E preciso colocar um aparelho ridículo, mas que vai colocar meus dentes no lugar em um ano. Só que isso significa gastar com documentação, remédios, escovas especiais, plano odontológico…

10. Cuidar da Lila


A Lila é a minha cachorrinha fofa que completou um aninho dia 17 de julho. Ela precisa de um roupinha nova, porque cresceu bastante. E de uma caminha macia, pois tive que jogar seu colchão no lixo (estava muito velho). E também precisa tomar todas as medicações necessárias agora que já é uma mocinha, como a vacina contra raiva e a castração. Além disso, já que os remédios não estão funcionando, estou pensando seriamente em levar ela para tosar, duvido que há pulgas que resistam. Ai que dó!
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