segunda-feira, 20 de maio de 2013

Pode falar que eu não ligo…

Agora, amigo, estou em outra. Estou ficando velha, estou ficando louca =)
Mallu Magalhães

Oi.
Eu sei.
To meio sumida.
Mas não é minha culpa, juro!

Graças a Deus em poucos dias terei banda larga em casa e esse sofrimento todo vai acabar. Ta legal, não é exatamente uma tortura usar internet na biblioteca. Pensando bem, é um tanto aconchegante e tudo mais. O único problema é que internet pública não é tão legal, e não posso rir alto quando vejo algo engraçado nem é muito confortável ficar carregando um lap top dentro de um ônibus lotado.

Mas, enfim, vamos às novas.


Atualmente estou viciada em Mallu Magalhães. Sério, estou decorando a letra de todas suas músicas. Ninguém aqui em casa aguenta mais. Imagino que o vizinho também não está muito contente em ouvir cerca de quarenta músicas da Mallu todos os dias.
Minha meta de leitura foi cumprida: me deliciei com toda a série Becky Bloom, uma personagem hilariante de Sophie Kinsella. Devo confessar que me identifico um pouco com o perfil avoado da Bloom. Mas nem em um milhão de anos conseguiria resolver toda a minha vida em um único capítulo, se eu fosse fazer da minha vida um livro.
Na realidade, fora isso, minha vida andou meio estagnada nos últimos meses. Digamos que eu estava passando por um fase de alto estresse emocional e reconhecimento de identidade. O que quero dizer é que eu estava P da vida e me sentindo muito confusa com o rumo que meus projetos tomaram. Ou melhor: que tudo foi pro beleléu.

Todavia, cá estamos, firmes e fortes.

Os último dias até que foram interessantes. Encontrei um carinha legal (!). E ele estava me fazendo bem, com todo seu fervor adolescente e tudo mais. Acho que eu estava precisando de um pouco de emoção, experiências novas, viagens e tal. Ele foi maravilhoso comigo. Pena que só durou um mês.

Faz mais de uma semana que ele sumiu. Simples assim: desapareceu, escafedeu-se.

E pior que eu já estava fazendo planos de organizar um jantar para ele conhecer minha família e levá-lo para Minas Gerais e ele me levar para Pernambuco… Mas, enfim. Essas coisas acontecem.
Já estávamos meio caminho andado, afinal ele já conhece minha família e tudo mais. Todavia, estávamos encontrando algumas dificuldades para manter um relacionamento, e uma delas são os meios de contato possíveis. Ele morava há umas cinco cidades de distância de mim, não tem acesso a internet e não está sempre com o celular recarregado.
Eu estava me sentindo super-mega orgulhosa por  namorar um B.Boy. De fato, eu admiro muito a sua força de vontade, sua coragem e sua disposição para ter saído da terra natal e ter vindo pra São Paulo só para fazer aquilo que mais gosta: dançar. Apesar de que estava tentando convencê-lo de que precisamos ter alternativas na vida, caso essa não dê certo. Um erro dele foi ter saído da escola, ainda mais por que faltava pouco para terminar o ensino médio.
Outra dificuldade é que nunca lidei com alguém que está começando a vida do zero. Zero mesmo. Ele e seu amigo vieram pra cá sem absolutamente nada, a não ser uma mochila. Graças a Deus conseguiram alugar uma casa e aos poucos estão mobilhando-a. Realmente, quando entrei nessa tentei me conformar de que ele não teria nada a me oferecer. Mas me enganei. Comecei a conhecer novas cidades, novos espaços culturais e me gabando de vê-lo dançar. Ele é bom. Muuito bom.

Dia 28 do mês passado houve um evento em comemoração aos 20 anos do grupo Street Son Crew com o apoio cultural da cidade de Caieiras. Realizaram uma competição entre grupos da região. O grupo do meu quase-namorado chegou na semi-final. Tentei gravar um vídeo legal para vocês, mas eu estava num lugar ruim e não consegui gravar nenhuma batalha completa. Bem, de qualquer, fiz um mix de pequenos vídeos onde a crew do meu quase-namorado está dançando (que não vai dar pra postar porque a internet ta uma porcaria, perdão).
Bem, sempre que a gente se via eu não sabia exatamente quando nos veríamos de novo, o que é muito frustrante. Ele marcou de vir em casa várias vezes e não apareceu, e eu fiquei meio que agonizando com a espera. Mas digamos que eu já estava meio que me conformando com seus horários não-rígidos. Todavia, tudo estava indo bem, ele ia vir em casa quarta-feira e tal… Mas ele não apareceu. E seu celular só dava caixa postal. Sexta-feira seu celular chamou, mas a ligação não completava. E ninguém viu ele desde então. Pelo menos, ninguém que eu conheço.
Espero sinceramente que não tenha lhe acontecido nada de ruim. Espero que ele tenha apenas perdido o celular ou algo do tipo, mas esteja bem. Tentaram me dizer que ele está me evitando, mas simplesmente não consigo acreditar nisso, por que estávamos muito bem, obrigada.
Apesar de que a última vez que nós nos vimos ele me chamou de patricinha. Para mim, patricinhas são garotas fúteis e esnobes. Convoquei alguns amigos e familiares para discutir a questão.

Ele: Você tem tudo e ainda pode escolher.
Meu irmão: Claro que você é patricinha, você é mor mimada.
Minha mãe: Você não é patricinha. Mas você também não é uma pessoa simples. Você sabe ganhar e gastar seu dinheiro, e gosta de se cuidar e tal.
Meu amigo: Você é patricinha no sentido chique e poderosa. Acho que ele falou isso só para te irritar e deu certo.

Enfim, isso ainda está me encucando.
Sinceramente, acho que já estou me conformando com minha vida amorosa.
Na verdade, estou começando acreditar que ele resolveu dar um “pulo” em Pernambuco e daqui a pouco tá de volta. É bem a cara dele fazer isso.

Quanto aos meus estudos e trabalho… Não consegui entrar na faculdade, nem num curso de inglês, nem publicar outro livro, nem arrumei um emprego, nem… Pelo menos estou caminhando com relação à dança.
Me esforcei bastante para frequentar as aulas de Dança do Ventre e até fiz umas aulas de Jazz. Semana passada participei de uma oficina de Dança Teatro e estou bastante interessada em fazer uma aula experimental de Dança Cigana e Dança Flamenca, que está rolando no Ateliê Casarão. Na realidade estou louca para fazer a aula experimental. Não fiz ainda porque to com medo de gostar muito e me sentir frustrada por não ter condições de pagar as mensalidades.
A oficina de Dança Teatro foi ministrada por uma cia de teatro que está entre os ganhadores do Prêmio Estímulo de Jundiaí. Achei muito interessante saber que tal cia não é um grupo fechado, ou seja, a equipe sempre conta com atores convidados e desenvolve propostas ousadas onde várias artes se misturam. Os integrantes sempre podem contribuir com aquilo que sabem e aprender novas técnicas, como uma troca de conhecimentos e experiências. Conforme o regulamento, os ganhadores na categoria teatro teriam que apresentar seu espetáculo ou ministrar uma oficina aberta ao público (alguma coisa assim).
Sexta-feira, dia 10, na Casa da Cultura em Jundiaí foi feito uma oficina ministrada pela companhia. A oficina foi intitulada “Corpo: Universo Criativo” e tinha como objetivo nos passar um pouco das técnicas utilizadas pelo grupo para montar o espetáculo com o qual ganharam o prêmio estímulo. A maioria dos participantes tinham certo conhecimento do campo teatral, exceto duas professoras, uma moça e um bailarino. E praticamente eu, já que dois meses de estudo não é muita experiência.
Reconheci alguns dos exercícios do tempo em que eu fazia teatro. Mas não sentia o mesmo prazer que senti há quase dez anos atrás. Tinha alguma noção de como era a Dança Teatro, mas confesso que senti necessidade de ter uma “trilha sonora” para marcar meus movimentos. Certo, ficava tocando uma música de fundo e tudo mais, mas não é a mesma coisa. As atividades consistiam em utilizar a expressão corporal para reproduzir e interpretar textos, como, por exemplo, escrever o seu nome no espaço disponível das mais variadas formas e realizar uma série de repetições da reação que nosso corpo tem ao utilizar uma frase simples do cotidiano.
Estou realmente tentando ampliar minha experiência com dança. Até notei uma grande falha minha: eu contato visual com o público. Preciso trabalhar nisso. Quem me alertou foi um dos instrutores da oficina, o Alexandre. Aliás, ele teve a audácia de entrar em contato comigo às 2h da madruga.
tenho dificuldade de manter
Além disso, estou me mantendo informada sobre as mostras de dança que ocorrerão na região para eu assistir, como a de Jundiaí, a de Itapira, a de Mogi Mirim (nessa eu vou para competir), a de Catanduva (muito longe, não poderei ir) e apresentações de grupos e academias, como a do Portal do Egito (Dança do ventre! Em Julho, no Polytheama) e a PlayFit (reapresentação no Espaço CEU, em Perus).
O Espaço CEU, de Perus, abriu inscrições para uma atividade super legal de Dança Vocacional. Também tem de Teatro Vocacional. Infelizmente não tenho dinheiro para arcar com as passagens, se não eu participaria. Não sei exatamente o conteúdo dos cursos, mas pelo que eu entendi é um estudo geral da dança/teatro para ver se você tem vocação para tal. Interessante, não?

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