quarta-feira, 22 de maio de 2013

Amores Fulminantes

Então, meu romance acabou. Nem acredito que durou tão pouco, estava tão intenso. Mas, bem - quem já conhece meu histórico romântico deve ter percebido – sobrevivo de amores fulminantes. Tão logo me apaixono, chego ao auge e caio. Depois recomeço de novo. 

Pior que nem me dei conta de que estava usando frases clichês... Meu Deus, como eu detesto me apaixonar. Isso acaba comigo, rs. 

Sabe o que passou pela minha cabeça? Vocês ficarão chocados com isso (eu ainda estou pasma comigo mesma). Mas eu pensei sinceramente que o único modo de viver um amor incondicional e eterno... É tendo um bebê. Porque só o amor materno é assim: único. Mas, apesar de ter considerado a hipótese, um filho acabaria com meus projetos de vida. 

Apesar de que, pensando bem, qual o momento ideal para ter filhos? Além da preparação psicológica, financeira e biológica (no sentindo de ser uma pessoa saudável)? Eu sempre disse que se fosse ter filhos, teria somente depois dos 30, pra ter certeza do que estou fazendo e para poder ter condições de dar uma vida digna ao bebê. Mas nunca incluí um marido nos planos... Sério, não acho que quando eu realmente quiser um bebê vou esperar pelo “pai certo”, vou ter e pronto. 

Tipo quando eu decidi perder a virgindade e fui um tanto seletiva (ok, esse eu não conheço, ele não me conhece, não conhece minhas amigas e familiares, portanto vai ficar só entre a gente e eu não vou precisar me preocupar com essa coisa de estar apaixonada e tal, talvez nem nos veremos de novo...). 

Ah, desculpem-me importuná-los com esses assuntos triviais acerca do amor. Isso não é coisa que se diz num blog “sério” como esse. Mas ao o sentido de ter um diário virtual se não puder publicar tudo o que me vem a mente? Revelar um segredinho ou outro não faz mal, ninguém vai ler isso mesmo. Levem em consideração que não é por menos que eu seja uma romancista. 

Posso contar o que estou lendo? Li um livro chamado Reino das Névoas: Contos de Fadas para Adultos, que diz que a versão original dos contos de fadas clássicos era bem mais realista, e a autora tenta nos mostrar como. Tipo, a Bela Adormecida não acordou com um beijo do príncipe, e sim foi estuprada por ele enquanto se encontrava em seu sono comoso. E não existe lenhador nenhum na história da Chapéuzinho Vermelho, que é devorada pelo lobo nua entre os lençóis. Fiquei meio horrorizada com as descrições dessas passagens, mas confesso que gostei mais da versão original dos contos, rs. E a autora é brasileira! Uma paulista de cara simpática chamada Camila Fernandes. Ela também é ilustradora, e nos brinda com ilustrações ótimas na abertura de cada conto. 

Agora estou lendo Para Sempre Alice, que narra a história de uma mulher de cinquenta anos que se vê sofrendo com as consequências do mal de Alzheimer, doença sem cura adquirida precocemente. Triste não? Nem me pergunte por quê estou lendo isso. Nem eu sei. 

Acho que é porque estou passando por uma desilusão amorosa, e nada melhor do que personagens sofrendo e sangrando nesse momento.

Um comentário:

  1. Olá, Melissa!
    Caí no seu blog meio que por acaso. Fiquei muito feliz ao saber que, apesar do choque, você gostou do livro. Muito obrigada por recomendá-lo aos seus leitores. ;-)
    Beijos.

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