segunda-feira, 27 de maio de 2013

Gato Arisco

Eu estava triste comigo mesma. Eu estava triste com o mundo. Eu estava triste com as pessoas. Não me importava mais com a minha aparência. E estava desgostosa com a vida. 

Mas então você apareceu, sorriu pra mim seu sorriso mais sincero, sem olhares de pena, mas sim de admiração. Não havia malícia em seus lábios. E naquele momento eu soube que queria você para mim. 

Tentei me esquivar, não permitir que isso fosse adiante. Apaguei seu número de telefone, e sempre que ouvia sua voz me escondia em meu quarto, sufocando um coisa bela que insistia em crescer dentro de mim. 

Mas seu companheiro de quarto falava em meu ouvido as coisas bonitas que você confessava sobre o que achava de mim. E isso foi me deixando instigada. Eu passei a vigiar a janela para ver quando você ia passar. Acordava cedo para o caso de você aparecer. Aguçava os sentidos na esperança de te ver. 

Então, nos encontramos por acaso e perdi o raciocínio. Não pensava logicamente. Ficava besta te ouvindo falar. Sentia o cheiro do seu pescoço e do seu hálito. E o gosto dos seus lábios foi magnífico para mim. 

Já estava completamente apaixonada e não sabia. 

Contentei-me com a ideia de você ir para longe. “Pronto, assim nos afastaremos!” pensei. Mas, mesmo morando em outra cidade, continuei com a vontade de levar isso adiante, de querer que isso de certo. 

Quebrei minhas próprias regras. Expandi meus limites, disposta a ir para qualquer cidade da região apenas para te ver. Cometi o erro de confessar o que eu sentia. Pois, confessando eu estava assumindo para mim mesma o quanto daquilo era real. 

Comecei a sentir a coisa balançar. Não queria me deixar enganar, não queria me deixar iludir, não queria te ver e ficar na incerteza de quando nos veríamos de novo, não queria ficar agonizando na espera de um contato seu. Ou a gente está junto, ou não está: disse eu, e você correu feito gato arisco. 

O tempo e a distância me fizeram descobrir sozinha o que todos já sabiam.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Amores Fulminantes

Então, meu romance acabou. Nem acredito que durou tão pouco, estava tão intenso. Mas, bem - quem já conhece meu histórico romântico deve ter percebido – sobrevivo de amores fulminantes. Tão logo me apaixono, chego ao auge e caio. Depois recomeço de novo. 

Pior que nem me dei conta de que estava usando frases clichês... Meu Deus, como eu detesto me apaixonar. Isso acaba comigo, rs. 

Sabe o que passou pela minha cabeça? Vocês ficarão chocados com isso (eu ainda estou pasma comigo mesma). Mas eu pensei sinceramente que o único modo de viver um amor incondicional e eterno... É tendo um bebê. Porque só o amor materno é assim: único. Mas, apesar de ter considerado a hipótese, um filho acabaria com meus projetos de vida. 

Apesar de que, pensando bem, qual o momento ideal para ter filhos? Além da preparação psicológica, financeira e biológica (no sentindo de ser uma pessoa saudável)? Eu sempre disse que se fosse ter filhos, teria somente depois dos 30, pra ter certeza do que estou fazendo e para poder ter condições de dar uma vida digna ao bebê. Mas nunca incluí um marido nos planos... Sério, não acho que quando eu realmente quiser um bebê vou esperar pelo “pai certo”, vou ter e pronto. 

Tipo quando eu decidi perder a virgindade e fui um tanto seletiva (ok, esse eu não conheço, ele não me conhece, não conhece minhas amigas e familiares, portanto vai ficar só entre a gente e eu não vou precisar me preocupar com essa coisa de estar apaixonada e tal, talvez nem nos veremos de novo...). 

Ah, desculpem-me importuná-los com esses assuntos triviais acerca do amor. Isso não é coisa que se diz num blog “sério” como esse. Mas ao o sentido de ter um diário virtual se não puder publicar tudo o que me vem a mente? Revelar um segredinho ou outro não faz mal, ninguém vai ler isso mesmo. Levem em consideração que não é por menos que eu seja uma romancista. 

Posso contar o que estou lendo? Li um livro chamado Reino das Névoas: Contos de Fadas para Adultos, que diz que a versão original dos contos de fadas clássicos era bem mais realista, e a autora tenta nos mostrar como. Tipo, a Bela Adormecida não acordou com um beijo do príncipe, e sim foi estuprada por ele enquanto se encontrava em seu sono comoso. E não existe lenhador nenhum na história da Chapéuzinho Vermelho, que é devorada pelo lobo nua entre os lençóis. Fiquei meio horrorizada com as descrições dessas passagens, mas confesso que gostei mais da versão original dos contos, rs. E a autora é brasileira! Uma paulista de cara simpática chamada Camila Fernandes. Ela também é ilustradora, e nos brinda com ilustrações ótimas na abertura de cada conto. 

Agora estou lendo Para Sempre Alice, que narra a história de uma mulher de cinquenta anos que se vê sofrendo com as consequências do mal de Alzheimer, doença sem cura adquirida precocemente. Triste não? Nem me pergunte por quê estou lendo isso. Nem eu sei. 

Acho que é porque estou passando por uma desilusão amorosa, e nada melhor do que personagens sofrendo e sangrando nesse momento.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Pode falar que eu não ligo…

Agora, amigo, estou em outra. Estou ficando velha, estou ficando louca =)
Mallu Magalhães

Oi.
Eu sei.
To meio sumida.
Mas não é minha culpa, juro!

Graças a Deus em poucos dias terei banda larga em casa e esse sofrimento todo vai acabar. Ta legal, não é exatamente uma tortura usar internet na biblioteca. Pensando bem, é um tanto aconchegante e tudo mais. O único problema é que internet pública não é tão legal, e não posso rir alto quando vejo algo engraçado nem é muito confortável ficar carregando um lap top dentro de um ônibus lotado.

Mas, enfim, vamos às novas.


Atualmente estou viciada em Mallu Magalhães. Sério, estou decorando a letra de todas suas músicas. Ninguém aqui em casa aguenta mais. Imagino que o vizinho também não está muito contente em ouvir cerca de quarenta músicas da Mallu todos os dias.
Minha meta de leitura foi cumprida: me deliciei com toda a série Becky Bloom, uma personagem hilariante de Sophie Kinsella. Devo confessar que me identifico um pouco com o perfil avoado da Bloom. Mas nem em um milhão de anos conseguiria resolver toda a minha vida em um único capítulo, se eu fosse fazer da minha vida um livro.
Na realidade, fora isso, minha vida andou meio estagnada nos últimos meses. Digamos que eu estava passando por um fase de alto estresse emocional e reconhecimento de identidade. O que quero dizer é que eu estava P da vida e me sentindo muito confusa com o rumo que meus projetos tomaram. Ou melhor: que tudo foi pro beleléu.

Todavia, cá estamos, firmes e fortes.

Os último dias até que foram interessantes. Encontrei um carinha legal (!). E ele estava me fazendo bem, com todo seu fervor adolescente e tudo mais. Acho que eu estava precisando de um pouco de emoção, experiências novas, viagens e tal. Ele foi maravilhoso comigo. Pena que só durou um mês.

Faz mais de uma semana que ele sumiu. Simples assim: desapareceu, escafedeu-se.

E pior que eu já estava fazendo planos de organizar um jantar para ele conhecer minha família e levá-lo para Minas Gerais e ele me levar para Pernambuco… Mas, enfim. Essas coisas acontecem.
Já estávamos meio caminho andado, afinal ele já conhece minha família e tudo mais. Todavia, estávamos encontrando algumas dificuldades para manter um relacionamento, e uma delas são os meios de contato possíveis. Ele morava há umas cinco cidades de distância de mim, não tem acesso a internet e não está sempre com o celular recarregado.
Eu estava me sentindo super-mega orgulhosa por  namorar um B.Boy. De fato, eu admiro muito a sua força de vontade, sua coragem e sua disposição para ter saído da terra natal e ter vindo pra São Paulo só para fazer aquilo que mais gosta: dançar. Apesar de que estava tentando convencê-lo de que precisamos ter alternativas na vida, caso essa não dê certo. Um erro dele foi ter saído da escola, ainda mais por que faltava pouco para terminar o ensino médio.
Outra dificuldade é que nunca lidei com alguém que está começando a vida do zero. Zero mesmo. Ele e seu amigo vieram pra cá sem absolutamente nada, a não ser uma mochila. Graças a Deus conseguiram alugar uma casa e aos poucos estão mobilhando-a. Realmente, quando entrei nessa tentei me conformar de que ele não teria nada a me oferecer. Mas me enganei. Comecei a conhecer novas cidades, novos espaços culturais e me gabando de vê-lo dançar. Ele é bom. Muuito bom.

Dia 28 do mês passado houve um evento em comemoração aos 20 anos do grupo Street Son Crew com o apoio cultural da cidade de Caieiras. Realizaram uma competição entre grupos da região. O grupo do meu quase-namorado chegou na semi-final. Tentei gravar um vídeo legal para vocês, mas eu estava num lugar ruim e não consegui gravar nenhuma batalha completa. Bem, de qualquer, fiz um mix de pequenos vídeos onde a crew do meu quase-namorado está dançando (que não vai dar pra postar porque a internet ta uma porcaria, perdão).
Bem, sempre que a gente se via eu não sabia exatamente quando nos veríamos de novo, o que é muito frustrante. Ele marcou de vir em casa várias vezes e não apareceu, e eu fiquei meio que agonizando com a espera. Mas digamos que eu já estava meio que me conformando com seus horários não-rígidos. Todavia, tudo estava indo bem, ele ia vir em casa quarta-feira e tal… Mas ele não apareceu. E seu celular só dava caixa postal. Sexta-feira seu celular chamou, mas a ligação não completava. E ninguém viu ele desde então. Pelo menos, ninguém que eu conheço.
Espero sinceramente que não tenha lhe acontecido nada de ruim. Espero que ele tenha apenas perdido o celular ou algo do tipo, mas esteja bem. Tentaram me dizer que ele está me evitando, mas simplesmente não consigo acreditar nisso, por que estávamos muito bem, obrigada.
Apesar de que a última vez que nós nos vimos ele me chamou de patricinha. Para mim, patricinhas são garotas fúteis e esnobes. Convoquei alguns amigos e familiares para discutir a questão.

Ele: Você tem tudo e ainda pode escolher.
Meu irmão: Claro que você é patricinha, você é mor mimada.
Minha mãe: Você não é patricinha. Mas você também não é uma pessoa simples. Você sabe ganhar e gastar seu dinheiro, e gosta de se cuidar e tal.
Meu amigo: Você é patricinha no sentido chique e poderosa. Acho que ele falou isso só para te irritar e deu certo.

Enfim, isso ainda está me encucando.
Sinceramente, acho que já estou me conformando com minha vida amorosa.
Na verdade, estou começando acreditar que ele resolveu dar um “pulo” em Pernambuco e daqui a pouco tá de volta. É bem a cara dele fazer isso.

Quanto aos meus estudos e trabalho… Não consegui entrar na faculdade, nem num curso de inglês, nem publicar outro livro, nem arrumei um emprego, nem… Pelo menos estou caminhando com relação à dança.
Me esforcei bastante para frequentar as aulas de Dança do Ventre e até fiz umas aulas de Jazz. Semana passada participei de uma oficina de Dança Teatro e estou bastante interessada em fazer uma aula experimental de Dança Cigana e Dança Flamenca, que está rolando no Ateliê Casarão. Na realidade estou louca para fazer a aula experimental. Não fiz ainda porque to com medo de gostar muito e me sentir frustrada por não ter condições de pagar as mensalidades.
A oficina de Dança Teatro foi ministrada por uma cia de teatro que está entre os ganhadores do Prêmio Estímulo de Jundiaí. Achei muito interessante saber que tal cia não é um grupo fechado, ou seja, a equipe sempre conta com atores convidados e desenvolve propostas ousadas onde várias artes se misturam. Os integrantes sempre podem contribuir com aquilo que sabem e aprender novas técnicas, como uma troca de conhecimentos e experiências. Conforme o regulamento, os ganhadores na categoria teatro teriam que apresentar seu espetáculo ou ministrar uma oficina aberta ao público (alguma coisa assim).
Sexta-feira, dia 10, na Casa da Cultura em Jundiaí foi feito uma oficina ministrada pela companhia. A oficina foi intitulada “Corpo: Universo Criativo” e tinha como objetivo nos passar um pouco das técnicas utilizadas pelo grupo para montar o espetáculo com o qual ganharam o prêmio estímulo. A maioria dos participantes tinham certo conhecimento do campo teatral, exceto duas professoras, uma moça e um bailarino. E praticamente eu, já que dois meses de estudo não é muita experiência.
Reconheci alguns dos exercícios do tempo em que eu fazia teatro. Mas não sentia o mesmo prazer que senti há quase dez anos atrás. Tinha alguma noção de como era a Dança Teatro, mas confesso que senti necessidade de ter uma “trilha sonora” para marcar meus movimentos. Certo, ficava tocando uma música de fundo e tudo mais, mas não é a mesma coisa. As atividades consistiam em utilizar a expressão corporal para reproduzir e interpretar textos, como, por exemplo, escrever o seu nome no espaço disponível das mais variadas formas e realizar uma série de repetições da reação que nosso corpo tem ao utilizar uma frase simples do cotidiano.
Estou realmente tentando ampliar minha experiência com dança. Até notei uma grande falha minha: eu contato visual com o público. Preciso trabalhar nisso. Quem me alertou foi um dos instrutores da oficina, o Alexandre. Aliás, ele teve a audácia de entrar em contato comigo às 2h da madruga.
tenho dificuldade de manter
Além disso, estou me mantendo informada sobre as mostras de dança que ocorrerão na região para eu assistir, como a de Jundiaí, a de Itapira, a de Mogi Mirim (nessa eu vou para competir), a de Catanduva (muito longe, não poderei ir) e apresentações de grupos e academias, como a do Portal do Egito (Dança do ventre! Em Julho, no Polytheama) e a PlayFit (reapresentação no Espaço CEU, em Perus).
O Espaço CEU, de Perus, abriu inscrições para uma atividade super legal de Dança Vocacional. Também tem de Teatro Vocacional. Infelizmente não tenho dinheiro para arcar com as passagens, se não eu participaria. Não sei exatamente o conteúdo dos cursos, mas pelo que eu entendi é um estudo geral da dança/teatro para ver se você tem vocação para tal. Interessante, não?
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