terça-feira, 12 de março de 2013

Plano de Vida

Onde você se vê daqui cinco anos?

Quais são suas metas em longo prazo?

Quais são seus objetivos no momento?

Lembro dessas frases do Ciclo de Palestras Preparatórias para o Mercado de Trabalho, ministrada pelo meu então amigo Nereu, hoje presidente da Associação Comercial de Várzea Paulista, mas que conheci quando era diretor de uma filial da Microlins.
Acredito que eu, mais do que ninguém, tem a resposta para essas perguntas na ponta língua. O problema é que são respostas longas que sou obrigada a resumir quando estou numa entrevista.
Daqui cinco anos terei quase 25 anos, e essa quantidade de tempo é suficiente para eu me tornar bilíngue, concluir um curso de graduação e ter meu próprio carro. Mas, para que essas coisas aconteçam, preciso de um pontapé inicial hoje. Então meus objetivos no momento é tirar habilitação, entrar na faculdade e começar um curso de inglês. Maaas, para eu conseguir fazer essas coisas preciso de renda, então é por isso que preciso de um emprego.
Ta bom, certo, compreendido. Mas por que mesmo que eu quero todas essas coisas? Por qual motivo quero falar outra língua e coisa e tal? Não é luxo, nem é porque quero um título (que, sinceramente, é o que o diploma da faculdade representa, se você não fizer uma especialização). É porque eu tenho uma META.
Minha meta é ter meu próprio negócio. E é um sonho que quero realizar antes dos trinta. E é um sonho que não pode ser realizado com sete mil reais. É um sonho que exige preparação, maturidade, experiência. Eu quero ser chefe, pronto. Primeiramente porque acredito que tenho vocação e segundo porque acredito que tenho uma mente empreendedora. E alguém além de mim concorda (e ela nem é minha mãe).
Por isso preciso de um emprego que me proporcione crescimento profissional. Veja bem, não é pelo salário. Quando você está no emprego certo, o salário é como um bônus. Quando você está no emprego errado, o salário é um incentivo. Claro que o salário é importante, sem ele não consigo cumprir meus objetivos. Mas não é só pelo salário.
A Monalisa me chamou de volta. Acho que já comentei isso. A Jéssica (aquela menina que não me suportava, foi ódio a primeira vista e tudo mais) vai sair para poder fazer estágio, e me ofereceram cento e cinquenta a mais do que eu ganhava. Pra ficar no lugar da Jéssica. Não senti vontade de voltar. Tentei me forçar a acreditar que é porque não é o cargo que eu queria, mas tive que cair na real que o verdadeiro motivo não era esse.
Minha mente regressou ao início de 2012. Eu estava feliz com meu primeiro emprego registrado, enfim na área que eu gostava. Eu amava meu trabalho. Adorava organizar documentos, atualizar redes sociais, produzir textos, fazer planilhas, elaborar pesquisas de opinião, auxiliar na produção de eventos, triar currículos e tudo mais. Eu não me cansava.
Quando o salário, a Jéssica, a falta de uma alimentação melhor e outras coisas começaram de fato a me incomodar é porque eu já não queria mais o emprego e, inconscientemente ficava procurando defeitos na empresa e no meu cargo.
Quando o dinheiro não rende, é porque você está insatisfeito com seu emprego. Ah, tem lógica sim. Quando você não gosta mais do seu trabalho num todo, ele se torna mil vezes mais cansativo, e quando finalmente o salário cai na sua mão, você quer se recompensar pelo trabalho árduo, e por isso gasta dinheiro à toa.
Acho que o mesmo acontece em outros aspectos da vida. Hoje me pego pensando: Por que me afastei das aulas de dança da Sol? Mas não vamos entrar nesse assunto.

Melissa Souza: Ativista cultural, formada em Jornalismo, dançarina profissional de Dança do Ventre, escritora com mais de cinco títulos publicados, profissional bilíngue, fundadora da empresa de comunicação e editoração Melissa Art, cujo foco é auxiliar novos autores brasileiros através de serviços editoriais e jurídicos, assistência em mídias sociais e cursos literários.

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