sexta-feira, 10 de agosto de 2012

A Arte da Fotografia


“Deixar-se levar pela composição de uma imagem é poder de alguma forma estar lá, no momento de sua captura” Clodoaldo da Silva
[foto: sala de jantar – museu histórico e cultural de Jundiaí]


Olha só, descobri que gosto de fotografar coisas inúteis, rs. Ganhei uma câmera digital linda no meu aniversário, um luxo que fazia tempo estava na minha listinha de ambições. Mas, estranho, sempre quis uma para registrar momentos, e de repente me pego especulando álbuns, assistindo um vídeo sobre o assunto, vendo cursos na área, contemplando uma exposição de flagras urbanos, registros de fotógrafos jundiaienses. Não que eu queira ser fotógrafa, mas gostaria que pelo menos as imagens do meu tumblr fossem feitas por eu própria.
Tudo o que não quero é ser jornalismo, mas confesso que como blogueira me sinto trilhando esse caminho, afinal já estou andando com cadernetas para tomar nota dos eventos que presencio, e agora deu para andar com a câmera na mão (nunca se sabe quando vai surgir a imagem perfeita). Esses dias mesmo eu fui assistir uma apresentação de dança, e senti uma vontade danada de registrar minhas impressões e descer até o palco (sim, o palco ficava embaixo, rs) para fotografar as meninas de perto. Na realidade, minha vontade ia um pouco mais além, eu queria era invadir o camarim e registrar um flagra.

[foto: flagra do ensaio de dança – espaço cidadania]

Até fiz uma listinha (eu e minhas listas) de coisas e momentos que gostaria de fotografar. Também presto atenção na roupa que vestirei para sair de casa, nunca se sabe quando encontrei aquela pessoa (amiga, professor, paquera), e com certeza vou querer bater uma foto com ela. Tomara que essa minha emoção não dure pouco.
Meu estilo de fotografar? Precisamos ter um, não? Defini o meu assim: Não quero mostrar o que todo mundo vê, a garota bonita, as manobras daquele rapaz. Quero que as pessoas conheça o outro lado... Retratos realistas do que acontece nas ruas escuras da cidade, aquele passado que pensamos ter deixado para trás, mas que continua presente; fotos estilo paparazzi no camarim da dançarina, para mostrar todo o nervosismo que antecede a entrada no palco, a expressão de satisfação ao sair, a agilidade em trocar de roupa, a careta do que fazer quando esquecer o passo, enfim, marcações de dança, ensaios e erros; flagras das coisas belas da vida, como o pensador oculto no garoto que estuda no parque, o artista que cresce na criança que brinca com as cores, o carisma de um vira-lata e o amor que nasce num beijo às escondidas; e fotos que permitem que as pessoas visitem os lugares belos menos conhecidos da cidade, paisagens que não são impressas em cartões postais, como aquela árvore isolada ao fim daquela rua estreita e a beleza da flor mais pequenina.

[foto panorâmica: realismo a grafite – em exposição no centro das artes em Jundiaí – blogirineuartes.blogspot.com]

Bem, voltando ao planeta Terra, agora poderei montar um portfólio no estilo, usando o pouco que conheço das técnicas de scrapbooking. Todavia, terei que estudar um pouco sobre ângulo, luz e contraste. O corte certo, aplicações de efeito. Tudo isto para a imagem soar o mais natural possível, afinal, a pessoa precisa se sentir no ambiente da fotografia, não é mesmo?

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