segunda-feira, 2 de julho de 2012

Workshop: Obras-primas dos grandes museus

São 8 aulas ao longo do ano ministradas por Douglas Tufano. Cada aula ele aborda um museu diferente, e através de slides nos conta um pouco da história cultural da cidade, o que tem de diferente e interessante naquele museu específico e etc. O cara é inteligente pra caramba.
Eu achei que seria apenas um workshop, não que fosse um curso contínuo. Eeh, esse povo precisa atualizar melhor o site de Jundiaí, é a terceira vez que me perco com os cursos, já que usou a rede como fonte de informação.
Ainda assim, não me senti deslocada na oficina. E olha que sou bem leiga em relação a museus. Além disto, nunca gostei muito de história, a maneira que encontrei para estudar esta manteria foi através da arte. O Douglas explica tudo direitinho, nos faz sentir como se estivéssemos ao vivo naquele local e naquele momento narrado.
Eu acho que era a única adolescente e pobre lá no meio, mas tudo bem. Pelo que percebi, as outras pessoas estavam participando do curso porque tinha interesse em realmente visitar esses museus, o que está fora de cogitação para mim. Tipo, eu mal saio de São Paulo, imagina indo pra Itália e Nova York e sei lá onde mais?
Bem, vamos ao que interessa. O workshop se inicia com uma apresentação da cidade e os principais pontos turísticos da região. Posteriormente, vemos imagens e detalhes sobre o museu de estudo da aula em questão. Então começamos a analisar as principais obras que se encontram no museu, conhecendo um pouco da técnica, da cultura da época, do pintor e das pessoas/personagens representadas na tela. Por fim, ele faz uma pequena explicação do museu que será visto na próxima oficina.
Cara, muito legal. As aulas ocorrem sempre nas últimas sextas-feiras do mês às 19 horas na bibliotecamunicipal de Jundiaí. Acho que tem que deixar o nome para participar. Bem, eu não deixei. Mas isto porque desde que comecei a usar o site de Jundiaí como guia só entro de penetra nos eventos.
Meu primeiro contato foi com Florença, uma cidade que tem todo um estilo medieval que foi capital da Itália no século 19. Lá, tive a possibilidade de me sentir dentro da galeria Uffizi, que contém cerca de 60 salas, cada uma com o nome de um artista.
O museu é tão grande que é preciso comprar ingresso com antecedência, ir na companhia de um guia e levar consigo um mapa. É importante conhecer um pouco sobre o local e saber o que você quer ver para não se perder lá dentro. O lugar é lindo, rico em detalhes do teto ao chão.
Eu pude notar como as primeiras famílias influenciam totalmente no aspecto da cidade. Sobrenome era uma coisa importante, porque dizia tudo sobre você, sobre sua linhagem. Hoje as pessoas mal sabem quem são seus antepassados.
Se não me engano (estava escuro para fazer anotações), o primeiro museu se iniciou devido à herança deixada por Ana Maria Luisa Dei Medici, que fez um ato muito bonito deixando todos os bens da família em posso da cidade, já que não tinha filhos nem nada.
Poxa, o povo morria muito cedo naquele tempo. Principalmente por causa de doenças como malária, que atingia a população rápida e drasticamente.
Patrocinar pintores era questão de marketing, já que naquela época não existia mídias potentes como hoje. Como o maior poder da cidade era a igreja, era ela que mais arcava com esses gastos. Detalhe: A pessoa que comprava a obra tinha que ser representada nela.
A maioria das obras retratavam trajetos presentes na bíblia, que é o que as pessoas mais conheciam. Aliás, eu concordo com o que o Douglas disse: Ler a bíblia não é questão de religião e sim de cultura. As pessoas não tem mais cultura religiosa, e antes isso era fundamental para o ser. Hoje, as pessoas compreendem menos a arte porque elas não compreendem nem um pouco o que está entre o céu e a terra.
Vimos obras grandes, pequenas, redondas, felizes, engraçadas, góticas, recortes detalhados e específicos. Eu sempre me impressiono com a capacidade de humanização do artista. Vimos um mesmo tema sendo representado de maneiras diferentes, que variavam conforme a mão do artista, a época e o público alvo.
Vimos efeitos de iluminação, jogo de luzes, contraste entre as cores, fatores que influenciam totalmente na maneira como você lê o quadro. A capacidade de representar uma cena onde tantas coisas acontecem ao mesmo tempo como se vocês estivesse lá ao vivo e batesse uma foto é magnífico.
O que mais me impressionou foi a riqueza de detalhes. Cada traço tem uma história para contar. Se você tem conhecimento na área, é capaz de reconhecer o autor do quadro pela mão do artista. Aliás, compreender a histórias do artista é muito importante para compreender sua arte. A Artemisia por exemplo: Depois que sofreu um abuso passou a pintar obras de violência nua e crua contra os homens.
Quando queriam representar uma pessoa sábia, pintavam uma pessoa velha, porque idade significava conhecimento e experiência. Se o público era de pele escura, o pintor retratava sempre pessoas de pele neste tom, para que o leitor pudesse se identificar com a obra.
Foi uma revolução muito grande quando os artistas começaram a representar pessoas realistas. Naquele tempo não existia fotografia, então as obras eram extremamente valorizadas. Hoje só valorizam as obras de autores mortos e antigos. Os anjos... Você tem noção de como é difícil desenhar um rosto, uma pessoa que não parece nem homem nem mulher, nem jovem nem velho? É incrível. E a profundidade das paisagens, então. Parece não ter fim. Pela janela você não vê somente uma árvore e um sol, você vê todo um mundo.
Fui capaz de reconhecer muitos costumes atuais que na realidade vem de tempos muito antigos. Tente descobrir porque as mulheres se casam de branco e me conte de onde vem esse costume.

Foi comentado na oficina

Vale a pena conhecer


O próximo museu será o Metropolitan, localizado em Nova York, que contém traços mais Greco romano. Estou louca para participar, adoro mitologia e coisas do tipo. E quando minha professora de artes nos passou uma iniciação sobre obras-primas (Elisângela, muito obrigada por despertar este gosto por artes em mim), as obras de Van Gogh foram as que mais marcaram minha memória.

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