segunda-feira, 23 de julho de 2012

Radicalizando

Estou deixando a empresa onde trabalho com lágrimas nos olhos. Não posso considerar aqui o meu primeiro emprego, pois tive minhas experiências na lanchonete e tal. Aliás, eu acho um absurdo considerar primeiro emprego aquele onde a gente trabalha para os outros. E o dinheiro ganho com as minhas bijuterias e meus livros, não conta? E, se for assim, antes da lanchonete eu fui garçonete, fui entregadora de panfletos e até ajudante de produção.
Bem, mas a Monalisa foi o primeiro emprego de verdade, com carteira assinada e salário fixo. Não poderia ter desejado nada melhor. É dentro da minha área, meus patrões são super compreensivos e é bom começar com uma empresa que está começando. Mas aí aconteceu uma série de coisas que influenciou muito na minha conduta na empresa. Uma companheira de trabalho detestável, uma outra companheira que fala muito, o médico me dizendo as consequências dos meus almoços irregulares, minha síndrome de TPM, uma desilusão amorosa, essas coisas.
Vou fazer 18 anos daqui a pouco. Espero que isso me traga mais confiança, afinal vou ser mais livre para fazer o que quero e penso. Tenho planos, ambições, anseios. Preciso buscar aquilo que desejo, nem que dê errado, pelo menos eu tentei.
A área comercial é muito gostosa de trabalhar, mas acho que vou procurar algo voltado para recursos humanos ou artes. Pensei seriamente em tentar ser autônoma. Eu sou capaz, mas para isso preciso de uma base, para criar uma base preciso ter uma renda.
Infelizmente não voltei a dançar como planejava, nem aprimorei minhas habilidades como artesã. Penso em ir para Minas, me arriscar um pouco, espairecer. Não vou deixar a cidade, nem minha família e amigos, não quero e não posso. Mas preciso idealizar minha independência, construir uma fonte de renda. Preciso de espaço.
Então é isso: Estou deixando meu porto seguro, meu emprego, minha cidade e a casa da minha mãe. Poderia dizer que estou com medo, mas no fundo estou adorando a ideia. Gosto de coisas novas, de me arriscar, de surpresas, mesmo que nem sempre isso surte o efeito desejado.
Já que meus planos não tiveram andamento em dois anos, hora de radicalizar, avistar novos horizontes. Tenho uma mãe que me apoia e um Deus do impossível, isso é tudo o que preciso para seguir em frente.
Passarei os próximos vinte dias procurando um meio de me estabelecer num ambiente parcialmente desconhecido, então talvez não traga notícias. Não desisti dos meu objetivo como artista, nem pensar! Voltarei para contar histórias, lembre-se que nem tudo é real. Ás vezes é só um sonho e nem eu sei, por isso não posso te dizer.
Beijocas da Meh

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