segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Que livro eu sou?

Descobri um site super legal. Lá tem um montão de coisas educativas, tipo testes e jogos que envolvem a nova ortografia, e um grande incentivo a leitura, indicando livros para quem vai prestar vestibular e uma maneira das escolas tornarem os best-sellers um livro educativo.
Acesse: http://educarparacrescer.abril.com.br

Certo. Eu fiz um teste nesse site chamado "que livro você é?". Parece uma coisa bem idiota, mas não é. No resultado, fiquei empatada entre dois livros, e ambos refletem de um jeito transparente a minha personalidade. Além disso, não sei se já comentei por aqui, mas adoro fazer testes e descobrir ou redescobrir um poupo de mim mesma. Que nem, eu tenho certeza de que quero cursar psicologia, mas vivo fazendo testes vocacionais.
Pois então, vamos a definição dos livros que me representam:


"A paixão segundo GH", de Clarice Lispector
Você é daqueles sujeitos profundos. Não que se acham profundos – profundos mesmo. Devido às maquinações constantes da sua cabecinha, ao longo do tempo você acumulou milhões de questionamentos. Hoje, em segundos, você é capaz de reconsiderar toda a sua existência. A visão de um objeto ou uma fala inocente de alguém às vezes desencadeiam viagens dilacerantes aos cantos mais obscuros de sua alma. Em geral, essa tendência introspectiva não faz de você uma pessoa fácil de se conviver. Aliás, você desperta até medo em algumas pessoas. Outras simplesmente não o conseguem entender.
Assim é também "A paixão segundo GH", obra-prima de Clarice Lispector amada-idolatrada por leitores intelectuais e existencialistas, mas, sejamos sinceros, que assusta a maioria. Essa possível repulsa, porém, nunca anulará um milésimo de sua força literária. O mesmo vale para você: agrada a poucos, mas tem uma força única.

"Antologia poética", de Carlos Drummond de Andrade
"O primeiro amor passou / O segundo amor passou / O terceiro amor passou / Mas o coração continua". Estes versos tocam você, pois você também observa a vida poeticamente. E não são só os sentimentos que te inspiram. Pequenas experiências do cotidiano – aquela moça que passa correndo com o buquê de flores, o vizinho que cantarola ao buscar o jornal na porta – emocionam você. Seu olhar é doce, mas também perspicaz.
"Antologia poética" (1962), de Drummond, um dos nossos grandes poetas, também reúne essas qualidades. Seus poemas são singelos e sagazes ao mesmo tempo, provando que não é preciso ser duro para entender as sutilezas do cotidiano.

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