segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Índigo

Ahh, estou solteira novamente. Por que meu namoro acabou? Porque eu não quero me casar. Não, ele não me pediu em casamento. É que praticamente TODAS as minhas amigas estão se casando e estou com medo de querer me casar também. E o pior é que meu namorado (oops... ex) pensava bastante nisso, afinal ele sempre falava que queria acordar todas as manhãs comigo ao seu lado, e ficarmos velhinhos juntos, e termos filhos e tal. Eu sei que era para eu ficar feliz com isso, mas não dá. Eu não me imagino assim. Eu não quero ter filhos tão cedo. Eu me imagino morando sozinha, visitando minha mãe com freqüência, fazendo faculdade, publicando meus livros, curtindo festinhas com as amigas e saindo com o namorado aos fins de semana, sei lá. Tipo isso. Poxa, tenta me compreender!
Ok. Vamos ao que interessa. Fui na Viagem Literária, que ocorre sempre aqui em Várzea Paulista, e adivinha quem eu conheci?  A Índigo. Se você reparar, ela está na minha lista de autores, lá embaixo. Gosto muito do seu jeito de escrever, seus livros são divertidos e interessantes. Ela é uma pessoa maravilhosa, super simpática, e parece que guarda uma criança dentro dela. Eu queria ter feito uma entrevista rápida para postar no meu blog Jeito de Garota, mas umas pessoinhas ficaram morcegando em volta, dizendo “ah, essa que é a escritora da nossa cidade!”. Não que eu não tenha gostado, mas eu queria um momentinho particular para conversar com ela, mas não deu. Mas pelo menos peguei um autógrafo para grampear no meu diário e bati uma foto para postar aqui.
Ela contou algumas coisas interessantes sobre sua vida como escritora. Identifiquei-me totalmente. Primeiro que ela teve berço (não é pobre), o que já facilitou bastante, preciso destacar. Afinal, não é qualquer um que faz faculdade de jornalismo no exterior.
Quando pequena, ela nem sonhava em ser escritora, gostava de ler e escrever, mas achava que todos os escritores estavam mortos e que essa profissão meio que se igualava a ser astronauta. Mas quando entrou para a faculdade, percebeu que detestava jornalismo, afinal, tinha que escrever fatos reais, e gostava de escrever histórias fictícias. Quando ia entrevistar alguém, ela ignorava totalmente a pessoa por que ficava imaginando qual seria a personalidade dela e criava toda uma história para ela.
Então. Eu também faço isso. Quase sempre. Meio que mesclando minha futura profissão de psicóloga. Por exemplo, um dia no trabalho (ah, eu arrumei um bico aos domingos numa lanchonete), um homem sentou na mesa e bebeu umas 4 garrafas de cerveja durante o dia. Ele parecia tão tristonho. E eu ficava me perguntando o que se passava em sua mente. E me deu uma vontade danada de correr lá e sentar ao seu lado e realizar uma sessão ali mesmo.
Voltando para a Índigo, ao terminar a faculdade ela decidiu escrever. Ela disse que a faculdade teve serventia para ela aprender a escrever bem. Eu também morro de vontade de fazer um curso ou sei lá o que na área de escrita para aperfeiçoar isso. Atualmente, ela escreve e tira seu sustento da profissão de tradutora.
Ela escrevia blogs bem interessantes que sempre continham 73 contos. São eles: 73 bichos, 73 subempregos, 73 leitores, 73 obsessões. Seu eu fosse vocês davam uma olhada.
Uma das experiências dela que eu julguei a mais divertida, foi quando decidiu trabalhar para os outros, escrever para os outros. Ela espalhou cerca de 300 cartazes em São Paulo dizendo para contratarem uma escritora, e o endereço de um site embaixo. Ao entrar no site, a pessoa tinha várias opções de serviço, com preços bem baratinhos. O cliente podia pedir, por exemplo, uma carta de amor. Numa noite, a turma do Jô Soares ligou perguntando se aquilo era sério, e lá foi ela fazer uma entrevista no Jô. No outro dia, havia uns mil e-mails em sua caixa de entrada. Entre eles, a MTV perguntando se ela escrevia vinhetas, e a Disney perguntando se ela escrevia sinopse, ou um treco assim.
Naquele tempo, as pessoas julgavam o livro pelo autor, como se só mulheres pudessem escrever bem. Então, ao publicar seus livros, a Índigo escolheu um pseudônimo que não revelasse seu gênero. E deu certo, não? Seus livros eram tão bons que ela começou a receber vários pedidos para fazer livros por encomenda, mas ela queria escrever o que gostava, então parou de aceitar encomendas.
Livros por encomenda é assim: A editora diz como quer o livro e você tem que escrever dentro desses padrões. Por exemplo, a moda agora é vampiros, então ela pedia um livro assim. Isso é bem chato. Mas dá mais lucro.
A Índigo falou uma coisa que chamou minha atenção. Ela disse que aprecia pessoas curiosas, pois a curiosidade é uma forma de demonstrar que a pessoa tem interesse pela vida. Vou colocar isso aqui do ladinho.
Ah, sim. Esqueci disso. Quando ela começou a escrever, sua ideia de vida de escritora era bem romântica: Ela se imaginava numa chácara, digitando por horas páginas e páginas do livro, e ganhando muito dinheiro. Na realidade, ela só consegue escrever uma página boa por dia, e o retorno financeiro vem depois de três anos. Ela disse que adorava acordar e ir pro computador ainda de pijama, apesar de que a inspiração nunca vem quando se está no computador. E, curiosidade, ela só escreve de manhã.
Ahhhhhhh, eu quero essa vida para mim.


P.S. Minha net voltou (Uhu!), então não estranhe um montão de post um atrás do outro. Reescrevi uns contos antigos e publiquei aqui. Em breve o blog vai entrar em construção, vou dar uma personalização geral por aqui. Beijoocas.. *-*

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