quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Cara Moleca dos Cabelos de Fogo


Quando te vi pela primeira vez, meu coração bateu mais forte, meus olhos brilharam e as palavras me fugiram dos lábios. Como você estava linda! Logo eu me interessei por você, pelo seu jeito de ser, e logo soube que iria rolar alguma coisa entre a gente, pois meu corpo pedia o teu.
Durante muito tempo, a cada segundo do dia, eu não conseguia tirar você da minha cabeça, e passava noites em claro pensando em você. Foi então que confirmei para mim mesmo que o sentia por você era algo forte de mais. O que eu sentia era coisa séria. Era diferente de tudo que tinha sentido antes, por qualquer alguém.
E esse sentimento foi crescendo, foi tomando conta de mim, até me dominar completamente. Foi aí, ah, foi aí que eu descobri o que é a o amor... Mas ele não vinha desacompanhado.
Ah, esse amor incontrolável me deixava atordoado, a timidez não deixava eu me aproximar de você, logo eu, que tinha tido tantas namoradas sem precisar que ninguém as empurrasse para mim!
Às vezes eu tinha sérias dúvidas quanto ao que você sentia por mim. Às vezes eu achava que você não gostava de mim, e que eu me iludia feito bobo. Foram momentos de lágrimas e sofrimento que me fizeram perceber que esse amor me castigava.
Eu me sentia tão triste, tão fraco.
Mas aí você chegava, jogava os cabelos para o lado, colocava um sorriso nos lábios e me olhava daquele seu jeito maroto e pronto! Lá estava eu, me derretendo com teu jeitinho. E quando você me convenceu de que queria algo a mais de mim, fez meu coração gritar de felicidade, me deixando tão nervoso a ponto de não saber o que fazer.
As horas que passei ao seu lado foram mágicas para mim, queria ficar ali por dias, mas o tempo passou tão rápido que quando vi já era tarde da noite, e todo o encanto tinha se acabado. A marca do seu beijo ficou em meus lábios, ah, ele tinha gosto de paixão, lembro-me até hoje.
Mas então notei que aquilo não iria se repetir, que fora apenas uma noite, apenas uma aventura para você. Eu senti um aperto no peito, pois havia mergulhado de cabeça nisso tudo. Você ignorava minhas ligações, você nunca mais sorriu para mim e me olhou de jeito maroto.
A vontade de reviver tudo aquilo ficou presente por muitos meses, até que, vencido pelo tempo, tudo o que restou fora saudade, que eu guardei no canto do peito para poder seguir em frente.
Hoje em dia eu não sinto mais tanta emoção ao te ver, mas saiba que ainda gosto muito de você, pois um amor verdadeiro nunca morre. Me sinto bem melhor em desabafar com você, afinal, caso um dia você queira voltar, saberá que estarei te esperando.
Beijos e abraços

À Primeira Vista


Não queria me apaixonar, mas acho que já aconteceu.
Afinal, não mandamos no coração, é ele quem manda na gente.
Por que é que ele foi aparecer em meu caminho? Por que eu tinha que gostar justo dele, entre tantos outros garotos bonitos? Ah, como me sinto confusa! Várias perguntas, certamente sem respostas, atormentam meu pensamento e afetam meu coração...
Foi tudo tão de repente, quando eu percebi, já estava apaixonada, e ele estava lá no fundo do meu coração. Foi tudo num piscar de olhos, nem ao menos me consultaram se eu queria gostar dele, foi tudo contra a minha vontade.
Vivo me iludindo com o que sinto, tento dominar tal sentimento, mas ele me domina antes, ele é incontrolável, é até insuportável, parece que quer me enlouquecer. E isso eu não admito!
Olho em seus olhos e me deixo flutuar. Queria tanto estar sempre perto dele, todavia o desejo bem longe de mim, para não me influenciar com seu jeito de ser. Queria-o só para mim, queria que não existisse mais ninguém no mundo além de nós dois. Queria viver desse amor, usá-lo para saciar a fome, para não sentir frio, para não me abalar por nada nem ninguém.
Morro de ciúmes dele. E isso é muito chato.
Vivo implorando para que ele goste de mim, mas ele parece não me ouvir. Ou ouve, mas me diz para esquecê-lo, por me amar está fora de seu alcance. Mas esquecê-lo é tão impossível.
Sinto-me como se tudo estivesse contra nós, desde que nos vimos pela primeira vez. A cada suspiro profundo, engulo as palavras e guardo esse amor só para mim. Quer dizer, todos já perceberam, mas ele parece me ignorar. Não quero me revelar, quero que ele descubra sozinho o quanto me ama também.
Mas o tempo passa, e nada.
A noite me perco em suspiros tentando esquecê-lo. Faço de tudo para não me lembrar dele, mas tudo me lembra ele. Lágrimas escorrem dos meus olhos, por culpa dele. Ah, esse amor não quer esperar, e desconta tudo em mim, como se fosse culpa minha ele não me notar.
Não gosto de me sentir prejudicada. E ele me faz sentir assim. Ele me faz mentir para mim mesma. Ele me magoa profundamente por não me corresponder. Ele me deixa desesperada, aflita e lunática. Por sua culpa, sinto algo que não queria sentir. Sinto dor. Mas é uma dor diferente, que não se situa na superfície da pele. Ah, não gosto quando ele me decepciona assim.
Sinto-o presente em meu viver, quando o que mais quero é arrancar-te a força da minha vida, da minha memória, do meu coração. Ah, se ele soubesse, iria me poupar de tanto sofrimento, mas ele não nota, ele não percebe logo que me ama! E eu fico aqui, te esperando, te esperando...
E enquanto ele não vir, esperarei por toda a eternidade.

8 de Março


Aquele dia, 8 de março, era aniversário do meu ex. Se eu estivesse com ele, iríamos fazer como a quase um ano atrás, namoraríamos o dia inteiro. Mas não, hoje eu estava jantando na casa do meu atual namorado, que estava comigo a mais de três meses, e demonstrava muito carinho e atenção para comigo, tanto que achou que já era hora de me apresentar para sua família.
Ao contrário do meu ex, que só me decepcionava, Evandro era um amor de pessoa. Ele parecia ser o cara ideal para mim, me enchia de presentes e sempre preparava surpresas maravilhosas. Era super romântico, e um cara muito família. Como era dia da mulher, fez de tudo para me agradar, desde um passeio no shopping (com direito a compras) a jantar em sua casa e dormir abraçadinha com ele.
Aquela seria a primeira vez que eu dormiria com ele, e estava muito emocionada, pois ele estava fazendo com que tudo parecesse perfeito. Além do mais, queria muito conhecer minha sogra, e ele não parava de dizer o quanto sua família iria me adorar. Um homem perfeito e completo, isso que ele era, bonito e educado.
Mas apesar disso tudo, eu ainda guardava um pouquinho de tristeza em meu peito, e nada parecia suficiente para levar minha auto-estima as alturas, fazia o máximo de esforço para sorrir e demonstrar satisfação, mas o meu olhar vago e sem brilho me entregava. A verdade é que eu ainda guardava mágoas do passado.
Todos os meus membros e sentidos conspiravam contra mim. Meu coração queria me obrigar a confessar o que estava dentro dele, meus pensamentos parecia me mostrar flashes do meu antigo relacionamento, e minhas mãos e pernas estavam inquietos. Ah, que vergonha, admitir que ainda sentia falta daquele canalha depois de tudo o que passei com ele.
A família de Evandro era maravilhosa, todos estavam sendo muito simpáticos comigo, mas eu não conseguia conter a amargura de me sentir como se ali não fosse meu lugar, que eles não deviam estar me tratando assim, afinal, eu nem ao menos tinha consideração por eles.
No meio do jantar, não agüentei e pedi licença para ir ao banheiro. No caminho, ouvi comentários agradáveis sobre mim. “Ela não é adorável?” dizia minha sogra. “Acho que dessa vez você acertou, ein Evandro!” dizia sua tia. Fechei a porta atrás de mim e olhei-me no espelho.
Realmente, eu estava disfarçando a tristeza muito bem, o rosto maquiado nem deixava transparecer o que eu sentia lá no fundo. Olhei para dentro dos meus olhos, encarei a mim mesma, deixei que aquilo que estava dentro de mim fosse para a superfície e, enfim, estava pronta para um confronto com meus sentimentos.
- Olhos, você não lembra o quanto ele te fez chorar?
- Mas você sabe que eu só tenho olhos para ele...! – respondeu-me os olhos, revirando-se.
- Boca, você não se lembra das discussões que sempre tínhamos?
- Não. Só me lembro do gosto delicioso que tinha os seus beijos...! – disse a boca, toda lunática.
- Mente, você não se lembra o quanto ele te perturbou com perjúrios e mentiras?
- Só me lembro dos bons momentos que passamos ao seu lado. – disse a mente, e logo me mostrou cenas de amor e ilusão.
- E você, pobre coração?! Não consegue sentir um pingo de ódio pelo que tanto que sofreu?
- Ora, claro que não! Eu o amo, e o amor supera tudo!
- Fiquem quietos! – quase gritei. – Como é possível vocês ignorarem todas as lágrimas que escorreram, todas as noites mal dormidas, todas a dor que senti... por favor, me ajudem a superar e a esquecer!
Mas eles não queriam me compreender. O coração apertou no peito, enquanto eu soluçava e meus olhos lagrimavam, avermelhados. Parei de pensar bobagem. Não adiantava conversar comigo mesma, aquilo não iria me levar a nada. Lavei o rosto e voltei para a mesa de jantar. Estava louca para fingir que eu estava feliz, como se aquilo pudesse se tornar realidade instantaneamente.
Após um ou dois filmes, cujo título nem me lembro, fomos nos deitar. Evandro me abraçou carinhosamente, cheio de seus meigos e louco para fazer algo mais. Disse que queria tresnoitar comigo enquanto me beijava no pescoço, depois no queixo, depois encontrando meus lábios. Suas mãos me acariciavam com delicadeza, e tudo aquilo era muito gostoso, eu não podia mentir.
Mas logo pus-me a lembrar de como queria que a minha primeira vez tivesse sido com o inútil do meu ex. De como planejara aquilo, e quantas vezes ele me deixara esperando. Assim, no meio da noite escura, não senti necessidade de segurar as lágrimas que me vinham aos olhos, permitindo que elas deslizassem pelo meu rosto, tombando no travesseiro.
Lógico que Evandro não percebera nada, ele continuava na mesma empolgação enquanto descobria nossos corpos. Abraçava-me com força e, quando sentia alguma ausência de emoção, ou quando meu corpo se enrijecia, me perguntava ansioso se estava fazendo algo errado. Claro que não, ele era perfeito, ele sempre fazia tudo certo. E era esse o problema. Em quase dois anos de namoro, meu ex nunca me amou como ele me amava.
Por muito tempo, não me relacionei por medo de sofrer de novo, mas eu tinha certeza de que Evandro nunca me faria sofrer. Ah, como eu queria tê-lo conhecido primeiro! Como eu queria amar-lhe da mesma forma que ele me amava! Talvez eu estivesse me precipitando, talvez ele fosse capaz de me fazer esquecer toda a dor.
- Evandro, você é um cara maravilhoso, por favor não fique magoado mas...
- Mas?
- É que... eu acho... talvez...
- Fala meu amor, estou te ouvindo.
- Acho que ainda não estou pronta.
- Ora, tudo bem! – riu ele.
Tornou a me abraçar carinhosamente e não demorou que se deixasse levar pelo sono. Enquanto a mim, tentei dormir entre soluços, para que no dia seguinte eu acordasse e fingisse que estava tudo bem.

Os Amigos


Estávamos todos reunidos: Eu, minha amiga Flávia, meu namorado e os amigos dele. Gostaria que o meu namorado estivesse abraçado comigo, como o namorado da Flávia, mas não, ele estava do lado dos amigos sem se quer me notar. Estava frio, e eu não conseguia evitar que a pele se arrepiasse e gritasse por um abraço. Foi então que um deles percebeu e disse:
- Puxa, Maurício! Vai lá com a sua mina!
Ele corou um pouco e veio para perto de mim, me abraçando. Senti-me confortável em seus braços, mas não pude conter a amargura na garganta em pensar que ele só estava ali por que seu amigo lhe falou para estar ali, ele não fizera aquilo por vontade própria, por ele eu nem estaria presente.
- Então, Maurício, você vai ir lá no ginásio com a gente? – perguntou outro.
Maurício olhou para mim, e eu fiz que não com a cabeça.
- Acho que não. – disse ele, tristonho.
Logo, começaram a caçoar.
- Fala sério, você deixa a sua namorada mandar em você? – disse um moleque baixinho e magricelo, contorcendo-se de tanto rir.
Irritado, Maurício me levou para casa, que ficava ali na mesma rua. Sentamo-nos na rede que havia no quintal, e nenhum dos dois puxou assuntos. Era sempre assim, seus amigos sempre interferiam em nosso relacionamento, e eu sabia que a opinião deles era importante para Maurício, mas me sentia mal por a minha não ter nenhum valor. Odiava quando a gente brigava por causa de idéias contrárias, e fazia o máximo para evitar isso, inclusive ceder às vontades de Maurício, mesmo sabendo que isso me deixaria infeliz.
O pior fio quando nós demos um tempo, de tanto seus amigos insinuarem que eu estava dando bola para um garoto da minha escola. Mas assim que nos afastamos um do outro, aquele me sempre estava ao seu lado foi o primeiro a dar em cima de mim, dizendo que eu merecia coisa melhor do que Maurício, que nem ao menos confiava em mim. Cheguei a contar-lhe tudo quando reatamos, mas ele acreditou que tudo aquilo era somente mais um pretexto para separar-te dos seus amigos.
- Maurício, não liga para o que eles dizem não.
- Tá bom.
- Você ficou o dia inteiro com eles, não custa nada dar um pouco de atenção para sua namorada.
- Tá.
Eu sabia que não adiantava cogitar a ideia de ir junto com eles, afinal, fiz esta experiência uma vez e detestei. Simplesmente por que só tinha eu de garota, e aquele monte de homens falando bobagens. Maurício sempre sugeria que eu fosse passear com minhas amigas, mas essa ideia não me animava nem um pouco, afinal, é com o meu namorado que eu queria passear.
Ele fingia me escutar, mas mal ouvia o que eu dizia. Prova disto era suas respostas vagas. Estava hiper concentrado com o que acontecia lá fora. Beijei-lhe a fim de distraí-lo, mas de nada adiantou. Então, me dei por derrotada.
- Você quer ir lá com eles?
“ Diz que não, diz que não...” pensei comigo.
- Por que, você quer entrar para casa?
- Se minha presença estiver incomodando, eu entro.
- Não, Mariana, não foi isso o que eu quis dizer...
- Deixa para lá.
Sentia uma saudade tremenda de quando começamos a namorar, há uns seis meses atrás. Ele era tão atencioso, vivia me paparicando, mas com o tempo, as discussões começaram, e ele revelou sua verdadeira personalidade. É claro que, quando brigamos, ele tornou a fazer tudo de novo, para me conquistar. Mas hoje em dia ele não me presenteia mais, não me leva para nenhum lugar. Minhas amigas já me disseram que ele não gosta mais de mim, mas se ele não gostasse terminaria comigo, ou não faria nada para reatarmos.
Em minha opinião, o problema estava na influência dos seus amigos em nosso namoro.
- Er, acho que estou cansado, vou para casa. – disse ele, levantando-se.
- Tudo bem. Vou entrar então.
Ele morava ali perto, e sempre usava a desculpa de que estava cansado para se livrar de mim. Ou talvez estivesse mesmo, afinal, trabalhava o dia inteiro. Despedimo-nos com aquele selinho sem graça, e ele se foi. Entrei para minha casa, um pouco desolada. Logo notei que meu celular não estava meu bolso, e saí novamente a fim de procurá-lo. Vasculhei por toda a rede e não lhe encontrei.
Já iria sair na rua, para perguntar aos meninos se tinham visto meu celular, mas o que vi fez-me voltar para dentro rapidamente. De trás do portão, fiquei lhe observando silenciosamente enquanto a dor crescia em meu peito. Lá estava Maurício, entre os meninos, dando boas gargalhadas. Não parecia nem um pouco cansado.

O Amor Acaba


Senti um grande desconforto ao perceber que as nossas mãos estavam apegadas. Sentei-me no chão e ele se deitou, apoiando sua cabeça em minhas pernas. Olhei para a movimentação do parque, sem nada ver ou ouvir, imaginando como eu ia fazer aquilo. Olhei para seu rosto, ele sorria para mim, e aquilo me deu tédio. Seu olhar sobre meu rosto fez pesar e me encontrei aflita para me desvencilhar daquele olhar. Pensava repetidamente em como pude ser capaz de perdoá-lo. Olhando os detalhes da sua fisionomia, pela primeira vez achei-o feio. Senti tremenda agonia quando ele começou a passar as costas da mão em meu rosto. Senti ódio.
- Júlio, levanta, está me incomodando.
Senti um alívio enorme quando ele se levantou. Logo vi que vinha em direção aos meus lábios e, de imediato, recuei.
- O que foi Marisa? Você está tão esquisita! Nem me deixa te tocar, te beijar... Está acontecendo alguma coisa?
Não respondi, nem consegui olhar para ele. Tantas coisas eu queria colocar para fora, mas as palavras haviam sumido da minha mente. Por que ele não me valorizou? Como posso confiar nele depois do que me fez? Como posso amá-lo como um dia eu amei, achando que nada poderia nos separar? Certo, ele disse que se arrependeu, mas é quase impossível esquecer. E se fizer de novo? Não posso acostumar meu coração a esse tipo de coisa. Eu realmente queria apagar tudo da memória, mas... não, não tem como continuar esse relacionamento.
- Fala, Marisa! – ele insistiu.
Levantei-me e me afastei dele, não queria que notasse as lágrimas em meus olhos, mas o suspiro profundo que dei me entregou.
- Nós dois... não dá certo Júlio, não dá pra continuar...
- Por quê? Você disse me perdoou droga! – disse ele. Parecia nervoso.
- Eu tentei, eu juro que tentei! Mas não dá.
- Por quê, Marisa? Eu já disse que te amo, que me arrependi, que não vou fazer de novo...
- Júlio, eu peguei nojo de você... – falei, já em prantos.
Não consegui encontrar outras palavras para traduzir o que eu estava sentindo. Ele levou um choque ao ouvir, passou as mãos nos cabelos agressivamente, fazendo sinais negativos com a cabeça. Eu ainda chorava quando ele me segurou pelo queixo e ergueu minha cabeça, para que eu pudesse olhá-lo nos olhos.
- Eu estava bêbado, Marisa. Não tinha noção do que estava fazendo.
- Você nem ao menos me falou que ia numa festa.
- Por que foi de última hora, os meninos passaram lá em casa e me levaram...
- Eu só fui saber disso dois dias depois, por que meu irmão me contou!
- É por que foi tão insignificante que eu achei que não tinha necessidade de te deixar triste, sei lá... não queria que a gente brigasse. Mas eu sei que vamos superar isso juntos, afinal, eu te amo e...
- Não, Júlio, não vou superar, não vou conseguir confiar em você de novo.
- Por que, você não gosta mais de mim?
- Sinceramente? Cada dia eu gosto menos.
Por fim, fui embora, deixando-o só. Eu simplesmente não suportava mais aquela conversa. O ódio que sentia por sua traição apagou todo o amor que antes tinha em meu peito. Sei, talvez eu estava sendo um pouco rude, mas era inevitável. Em minha mente até passou coisa pior, como me vingar antes de terminar tudo. Todavia não conseguia mais conviver com ele.
Um dia, eu acreditei que nada pudesse destruir um amor verdadeiro, mas incrivelmente, se não cuidarmos, este sentimento se desgasta com o tempo, até que, infelizmente, ele se cessa.
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