terça-feira, 30 de novembro de 2010

Beijo Molhado

Ao contrário dos romances que costumo ler, onde gotas suaves molham o rosto da mocinha enquanto ela beija o mocinho apaixonadamente, selando um reencontro; a chuva que caía era uma torrente que inundava nossos corpos, e isso me fez notar que tudo aquilo era real.
Como nos filmes, a tempestade não foi suficiente para nos fazer parar, todavia, ao contrário dos filmes, um dos motivos que não me deixou parar era o receio de que minha blusa teria ficado trasnparente.
Não, eu não estava vivendo uma novela e aquilo não era um beijo de reencontro. Primeiro que eu era crente de que ele nunca fora apaixonado por mim. Segundo que ele estava de partida.
Sim, eu era uma daquelas garotas tímidas e cheia de incertezas. O impulso que me fizera beijá-lo foi o amor que há tempo eu carregava dentro de mim.
Seus lábios eram quentes, apesar do vento frio. Nada me importava naquele momento, um raio podia nos acertar e, ainda assim, eu estaria feliz.
Mas, após alguns segndos, passei a imaginar qual seria sua reação quando tudo aquilo acabasse. E o que seria de mim quando ele se fosse? Logo, arrependi-me do meu ímpeto, pois esse beijo ficaria gravado em minha memória todo o sempre.
Eu sofria de saudades antes mesmo da magia ter cessado. O que havia de errado com a minha fada madrinha, que não me deixava viver um conto de fadas com o príncipe dos meus sonhos? Ah, esqueci-me: Eu era o sapo da história da minha vida, sempre fora.
Pensando nisto, deixei que as lágrimas rolassem, sendo confundidas com as gotas de chuva. Chuva esta que limpava meu coração conforme banhava a alma.
O beijo rompeu-se com um soluço. Envergonhada, abracei meu amado com mais força e enterrei minha cabeça no seu ombro, afogando-me no meu próprio choro. Alison me acolheu, cantarolando em meus ouvidos:
- Calma Elisa, eu estou aqui. - Disse ele, na sua voz mais doce.
- Eu não quero que você vá. - Sussurrei, feito uma criança.
- Preciso ir. Mas isso não significa que não podemos ficar juntos.
Incrédula, levantei a cabeça, encontrando seu olhar fixo no meu. Ele sorriu, e passou a palma da mão no meu rosto cuidadosamente.
- Quer ser minha namorada?
Abri o meu mais lindo sorriso, e meus olhos brilharam feito estrelas. Alison me segurou firmemente e rodopiamos, encantados. Oh, meu Deus, parecia uma cena de cinema.

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